Sucos de frutas podem fazer tanto mal quanto bebidas à base de cola

Encontrar pessoas que pensam em ganhar saúde, trocando o velho e manjado açúcar pela moderna frutose é muito comum. Mas, mesmo que isso pareça estranho, trocar o açúcar por frutose pode ser um erro e prejudicar a saúde. Há muitos anos tenho orientado meus pacientes a reduzir o consumo de frutas, especialmente em sucos naturais, que necessitam de uma grande quantidade de frutas para encher um copo.

O açúcar que contem a frutose causa obesidade, hipertensão, diabetes e outros problemas. O dr. Richard Johnson, da Universidade do Colorado, EUA, autor do livro Sugar Fix, afirma que suco de fruta é tão prejudicial à saúde quanto bebidas à base de cola, como os tão temidos refrigerantes.

Mas o consumo não exagerado de frutas, principalmente as ricas em vitamina C, é aceitável. Frutas ricas em vitamina C são poderosos antioxidantes e combatem os efeitos negativos da frutose. Sucos de laranja ou grapefruit, por exemplo, são os melhores para consumo por serem ricos nesse tipo de vitamina. Do outro lado da tabela encontramos os sucos de pêra e maçã, que são ricos em frutose e pobres em vitamina C.

Antes de comprar produtos ditos mais saudáveis, leia sempre os rótulos de sucos industrializados e evite os de alta concentração de frutose de xarope de milho. Essas medidas podem deixa ajudar você a ter uma alimentação mais saudável.

Fonte: Minha Vida

Por que o leite materno ainda é o melhor alimento para o bebê?

Entre os dias 01 e 7 de agosto, 120 países estão unidos para é facilitar e fortalecer a mobilização social para a importância da amamentação. Trata-se da Semana Mundial de Aleitamento Materno, comemorada desde 1992, e criada pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“Durante esse período serão feitas campanhas para ensinar e conscientizar a população sobre importância deste alimento para o bebê”, diz Ary Lopes Cardoso, pediatra e chefe da Unidade de Nutrologia do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP. Versátil e completo, o leite materno é sempre a melhor opção para o bebê.  “A amamentação protege a criança tanto da maneira nutricional, quanto de doenças futuras”, garante Cardoso.

Até quando a mãe deve amamentar?

Para as pessoas que ainda tem dúvidas sobre até quando se deve amamentar o bebê, Cardoso responde: “A criança deve alimentar-se exclusivamente do leite materno até os 6 meses de idade”. Após esse período, outros ingredientes, como legumes, verduras e carnes, devem ser inseridos aos poucos no cardápio das crianças. “Mas o leite não deve ser abandonado. Ele serve como um complemento à dieta da criança até os 2 anos de idade”, ensina o pediatra.

Outra indicação de Ary Lopes Cardoso é sobre o leite de vaca. Ele não deve ser introduzido na dieta antes de 1 ano de idade. “Um dos maiores problemas é a alergia à proteína do leite de vaca, responsável por cerca de 5 a 7% das manifestações alérgicas”. Além disso, esse tipo de bebida pode comprometer o desenvolvimento e o crescimento da criança, pois faltam ao leite de vaca alguns micronutrientes (ferro), ácidos graxos essenciais e vitaminas importantes à criança.

Qual é a composição do leite materno?

O leite materno possui diversos tipos de nutrientes:

Carboidratos: Fonte de energia. Os mais importantes são a lactose e os oligossacarídeos prebióticos. Auxilia na absorção de minerais, especialmente o cálcio.

Gorduras: Fonte concentrada de energia que provê de 50% a 60% das necessidades do lactente. Fornecem ácidos graxos importantes para o desenvolvimento do cérebro, da retina e dos tecidos nervosos.

Proteína: Fonte de aminoácidos e de nitrogênio. Além disso, tem funções específicas como a defesa contra agentes microbiológicos. Atua também como fator de crescimento.

Vitaminas e sais minerais: Envolvidos no processo de crescimento e desenvolvimento ósseo, cerebral e integridade do sistema imunológico.

Ferro: Previne a anemia.

Fonte: Revista Viva Saúde

Pesquisadores descobrem altos valores nutricionais em cogumelos

Espécies comestíveis cultivadas no Brasil têm pouca caloria e combatem doenças comuns na velhice, como o mal de Alzheimer. Cogumelos contêm ainda vitaminas do complexo B, minerais e fibras.



Sabemos pouco sobre seus sabores, conhecemos menos ainda suas propriedades funcionais, mas o valor nutricional do cogumelo foi destrinchado por um grupo de pesquisadores da faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O fungo, ainda impopular, ganha ponto no quesito ação antioxidante, com substâncias que previnem o envelhecimento das células e são importantes para todas as reações metabólicas, além de ser pouco calórico. Em cada 100 gramas de shitaki ou shimeji, por exemplo, há apenas 35 calorias. O cogumelo contém ainda vitaminas do complexo B, minerais e fibras.

Os pesquisadores analisaram dezessete espécies de cogumelos ao longo de dois anos. As amostras vieram de vários fornecedores e foram coletadas em diferentes cidades do interior de São Paulo.

Cada tipo de cogumelo apresentou uma composição nutricional, também foi influenciada pela forma de cultivo. Em uns, há mais cálcio, em outros, mais vitaminas ou proteínas, mas todos com alto teor de ácido fólico, que mostra ações benéficas em relação a doenças como o mal de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas. “Comparado com as maiores fontes tradicionais, como o brócolis e o espinafre, o cogumelo chega a ter três vezes mais o teor desses nutrientes”, explica a pesquisadora Helena Godoy.

Cem gramas de cogumelo têm mais folato do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS) para um dia. Mas a pesquisadora Helena Godoy faz um alerta: quando o alimento é processado ou armazenado em conserva, há perda de nutrientes. Por isso, recomenda-se a ingestão do cogumelo cru ou com processamento leve.

Fonte: Jornal hoje

Soja previne câncer de mama

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação


A associação de dois estudos publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention concluiu que consumir soja pode prevenir câncer de mama. segundo a publicação, o risco de mulheres que consomem soja terem câncer de mama é 60% menor. Para chegar a essa conclusão, foram combinados os dados de dois estudos de mulheres chinesas em Cingapura. O primeiro analisou os hábitos alimentares das mulheres, incluindo a ingestão de soja, enquanto o segundo usou mamografias para classificar as participantes de acordo com a densidade do tecido mamário. depois de identificarem 406 mulheres que participaram das duas pesquisas, os cientistas verificaram que a ingestão da proteína da soja estava inversamente relacionada ao risco elevado de câncer.

Antes de comer carne vermelha

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação

Para especialistas da American Dietetic Association (ADA), a ingestão de carne vermelha eleva o risco de câncer e doenças cardiovasculares. Porém, o alimento é rico em ferro e não merece ser totalmente abolido do cardápio. Veja os prós e contras dessa carne:

PRÓS
● A carne vermelha é rica em ferro, nutriente indispensável para o organismo.
● Um pedaço de carne vermelha tem 180 kcal e dez nutrientes essenciais.
● Cozinhar ou tostar demais a carne pode gerar compostos que aumentam o risco de câncer, mas se ela for servida ao ponto não oferece riscos.


CONTRAS

● As pessoas com tendência a problemas cardíacos devem evitar o alimento, pois um simples bife contém gordura saturada e aumenta o colesterol LDL (ruim).
● Pesquisadores do National Institutes of Health, nos EUA, afirmam que a carne aumenta o risco de a pessoa desenvolver alguns tumores, como o colorretal.
● O estudo feito por especialistas da ADA com 500 mil americanos mostrou que aqueles que comiam carne vermelha todos os dias morreram mais cedo do que quem comia esse alimento esporadicamente.

Troca Esperta

A nutricionista funcional daniela Jobst explica que embora a batata seja a “queridinha” da culinária, é possível substituí-la por inhame em algumas receitas.

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação
Batata-inglesa
É rica em carboidratos, logo, não deve ser combinada com arroz e macarrão para não formar uma mistura calórica. Embora sua casca contenha fibras, o hábito de descascá-la antes do preparo impossibilita o consumo desse nutriente.
Inhame
Possui um índice glicêmico mais baixo do que o da batata e pode ser utilizado em quase todas as receitas feitas com ela. Além disso, o tubérculo é anti-inflamatório, ou seja, ajuda na perda de peso e na eliminação da celulite.
Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação

Pizzaria em casa

Agora é possível fazer pizza em casa com gostinho de forno à lenha. O HomePizzas é um forno a gás que utiliza o calor de uma placa cerâmica refratária para assar a pizza, proporcionando o mesmo resultado dos fornos de barro. Tem o tamanho de uma panela de pressão, apenas 40 cm de diâmetro por 35 cm de altura, e assa uma pizza em cinco minutos. À venda por R$ 430.

“A gema do ovo, fonte de colina, melhora a velocidade de raciocínio. Já a clara é cheia de proteínas, principalmente de aminoácidos ramificados, que promovem o ganho de massa muscular”
Carina Boniatti, nutricionista funciona


Por que as pessoas que têm gota não podem comer grãos?

Luiz Renato Dalben, Erechim, RS

“A gota é uma doença caracterizada pelo aumento do ácido úrico no sangue, que pode ocorrer devido a uma maior produção ou a uma dificuldade de eliminá-lo pelos rins”, explica a nutricionista Lívia Nogueira. O excesso do ácido causa episódios súbitos de dor nas articulações. “Quem sofre dessa doença deve evitar alimentos ricos em purina que aumentam o ácido úrico”, diz Lívia. Grãos como feijão, ervilha e grão-debico entram nessa categoria e devem ser evitados.

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação

5 verdades sobre as sopas

1 As sopas de legumes e vegetais são ricas em vitaminas, minerais, fibras alimentares, antioxidantes e água, nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do organismo.
2 Contribuem para abastecer nossas necessidades diárias de água.
3 As mais saudáveis são aquelas naturais, feitas com grande variedade de legumes e vegetais.
4 Perdemos os nutrientes dos legumes e vegetais cozidos somente quando não aproveitamos a água do seu cozimento. Isso não acontece com as sopas, pois a água do cozimento é utilizada na receita.
5 Têm baixas calorias e são ricas em fibras, o que auxilia o emagrecimento.

Fonte: Revista Viva Saúde

Equilibre seus hormônios

Em algumas fases da vida, como na puberdade, na menopausa e na andropausa, o corpo sofre profundas modificações. E tudo por causa dos hormônios. A boa notícia é que, com uma alimentação sob medida, é possível equilibrar de novo as funções do organismo.

Sem os hormônios, a manutenção da vida seria impossível. Isso porque estamos falando de mensageiros químicos produzidos pelo sistema endocrinológico — basicamente a partir de algumas glândulas espalhadas pelo corpo, como a hipófise, o hipotálamo, a tireoide e as suprarrenais — que regulam a função de praticamente todos os nossos órgãos. O detalhe é que, no decorrer da vida, a atividade dessas glândulas e sua ação sobre o organismo podem se alterar bastante. Então, se não desenvolvermos uma estratégia para compensar tanta instabilidade, o risco é sofrermos com sintomas desagradáveis.


Em cada fase da vida

Na puberdade, por exemplo, é o amadurecimento das glândulas hipotálamo e hipófise o que leva à estimulação e ao desenvolvimento das gônadas — testículos ou ovários. As glândulas sexuais, por sua vez, passam a produzir outros tipos de hormônios, conhecidos como esteroides sexuais — testosterona, estrogênio e progesterona — que provocam o aparecimento das características sexuais secundárias, além de tornar possível a reprodução.

Já durante o processo de envelhecimento, várias glândulas que compõem o sistema endócrino vão gradualmente reduzindo sua capacidade de produção hormonal. É o caso da glândula pineal, que diminui a produção de melatonina e acarreta, como consequência, uma modificação no padrão de sono.

Felizmente, existem terapêuticas indicadas para cada caso e que permitem tratar as causas e os sintomas das variações hormonais. “Graças aos avanços da engenharia genética, a maioria dos hormônios fundamentais ao bom funcionamento do corpo humano já pode ser sintetizada. Da mesma forma, os exames laboratoriais de dosagem hormonal estão cada vez mais sofisticados e precisos, permitindo diagnosticar as deficiências que precisam ser corrigidas”, explica Filippo Pedrinola, doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). É claro que adotar um estilo de vida saudável também faz diferença. A alimentação, em especial, pode ajudar a corrigir variações hormonais típicas de cada período da vida, aliviando os desconfortos. Saiba mais.

Reduzir a TPM


Entenda o problema.
Durante o período fértil, é a elevação nos níveis de progesterona e estrogênio o que permite que o corpo se prepare para uma possível gestação. porém, se o óvulo não é fecundado, a produção hormonal despenca e a menstruação acontece. É a diminuição significativa dos hormônios, uma semana antes da menstruação, que provoca os sintomas desagradáveis.

Inclua na dieta alimentos ricos em cálcio. “O consumo do nutriente ajuda a reduzir em até 54% o inchaço e as variações de humor”, garante a professora de nutrição da Escola Superior de Agricultura luiz de queiroz, Jocelem Salgado. para tirar proveito, é preciso ingerir três copos de leite por dia. Já os carboidratos complexos, como os cereais integrais (uma porção por dia), auxiliam na diminuição da ansiedade e da tensão. repor a vitamina B6 é outra boa estratégia. Ela está presente nas carnes, nas nozes, na banana e na batata. Duas bananas médias já oferecem a quantidade necessária de B6 que precisamos adquirir diariamente.

Risque do cardápio a cafeína, encontrada não apenas no café, mas também em chocolates, refrigerantes e até em alguns medicamentos. “Associada à mudança hormonal típica da fase, a cafeína agrava a instabilidade emocional”, explica Jocelem. O álcool é outro vilão, pois pode provocar dores de cabeça e até favorecer quadros de depressão. Da mesma forma, o sal precisa ser drasticamente reduzido. “O ingrediente corrobora com a tendência natural do organismo de reter mais líquidos”, alerta Jocelem. O excesso de açúcar é igualmente prejudicial. “Ao comermos muitos doces, o organismo diminui ainda mais os níveis de progesterona. Assim, agravamos os sintomas da tpM”, avisa a nutróloga Jane corona.

Evitar a acne na puberdade


Entender o problema.
A acne preocupa a maioria dos jovens e está relacionada ao aumento na produção dos hormônios sexuais. Isso porque esses mesmos hormônios aumentam a atividade das glândulas sebáceas. O excesso de oleosidade, por outro lado, favorece a obstrução dos poros e ainda cria, na pele, um ambiente propício para a proliferação de micro-organismos e para o surgimento de uma inflamação local, o que caracteriza a acne. “O problema atinge de 80% a 90% dos adolescentes. E, apesar de ser uma patologia relacionada ao aumento da atividade hormonal, diversos estudos comprovam sua relação com a alimentação.

Incluir na dieta os peixes ricos em ômega-3, como a sardinha, que possuem um potencial antiinflamatório. O ideal é consumi-los três vezes por semana. Na linha de frente do combate à acne devem estar as frutas e legumes de cores amarelada e alaranjada, como mamão, manga e batata-doce. Consuma uma unidade por dia. “Eles são ricos em betacaroteno, substância que ajuda a tratar processos inflamatórios. Além disso, são precursores da vitamina A, que atua para a saúde da pele”, explica Jocelem. Outra dica é consumir uma fruta cítrica diariamente, como laranja e goiaba, que promove uma espécie de faxina por dentro, graças à sua ação antioxidante.

Riscar do cardápio o excesso de carnes, leite e derivados. “Uma das causas da acne é a ação de um composto conhecido como dihidrotestosterona no organismo, um produto da testosterona. Só que ele também é encontrado em alimentos de origem animal, como leites e carnes”, esclarece a nutróloga Daniela Hueb. Fugir do chocolate também vai render uma dose extra de bem-estar. A explicação é simples: os alimentos com elevado índice glicêmico, como balas, bolachas e massas, estimulam a produção hormonal, em especial, de testosterona.

Equilibrar a Tireoide


Entender o problema.
A tireoide é a glândula responsável pela produção dos hormônios t3 (triiodotironina) e t4 (tiroxina), que regulam o metabolismo. quando não funciona corretamente, ela pode levar a inúmeras doenças. As mais comuns são o hipotireoidismo, situação caracterizada por uma produção hormonal baixa, e o hipertireoidismo, quando a quantidade secretada está acima dos níveis normais. O primeiro problema costuma provocar sintomas como dificuldades de concentração, desânimo e ainda aumenta os riscos de apresentar quadros de depressão. Já o hiperfuncionamento da glândula pode gerar ansiedade excessiva, irritação, inquietação, tremores, perda de peso rápida e insônia.

Incluir na dieta alimentos ricos em iodo para o bom funcionamento da tireoide. Uma dieta adequada deve fornecer 150 microgramas de iodo por dia, equivalente a 150 g de bacalhau ou de mexilhão. Outro elemento importante é o selênio. “Ele atua de maneira ativa na homeostase, garantindo a estabilidade da glândula”, diz Jocelem Salgado. Alguns alimentos ricos nesse composto são as castanhas, a carne vermelha (1 porção por dia) e a laranja (uma por dia).


Riscar do cardápio
o açúcar e os carboidratos simples, como arroz, pães e massas de farinha branca. Eles podem bagunçar a atividade da glândula. Isso porque, em uma reação natural, na tentativa de equilibrar o organismo depois de um pico glicêmico, o corpo produzirá quantidades maiores de hormônios tireoidianos. O consumo excessivo de óleos vegetais com gordura saturada, por outro lado, inibe a produção de hormônios da tireoide. Assim como repolho, brócolis, couve-debruxelas e couve-flor crus.

Aliviar os desconfortos da Gravidez

Entender o problema. A produção de progesterona e estrogênio aumenta muito durante a gestação. E não por acaso. Os dois compostos terão ação fundamental na preparação do corpo da mãe para abrigar e nutrir o bebê. Além disso, é no período que outros hormônios entram em ação, como a gonadotrofina coriônica. tantas mudanças podem provocar consequências físicas e emocionais. Alguns dos sintomas da fase são: prisão de ventre, azia, cansaço, enjoos, tonturas, inchaços, dores nas pernas e nas costas.

Incluir na Dieta os cereais integrais, que promovem uma sensação de saciedade prolongada e ainda ajudam o intestino a funcionar regularmente. O melhor é consumir de 2 a 3 porções por dia. para aliviar os enjoos, vale lançar mão de pelo menos uma fruta com gosto ligeiramente azedo por dia, como o abacaxi, a laranja e o limão. Elas são fontes de vitamina c, nutriente capaz de aumentar a absorção do ferro. para combater o inchaço, vale investir nos vegetais que possuem propriedades diuréticas. “É o caso da couve, da abóbora, da alface, do agrião e da salsinha”, explica a nutróloga Jane corona.

Riscar do cardápio grandes quantidades de café, chá-preto, chocolate, alimentos com corantes artificiais, pratos light e adoçantes. “Esses ingredientes podem agravar os desconfortos típicos da gravidez”, afirma a nutricionista Jocelem Salgado. Da mesma forma, procure não exagerar nos temperos com odor forte, como o alho.


Dar energia na andropausa

Entender o problema. Poucas pessoas sabem, mas os homens, assim como as mulheres, podem sofrer alterações metabólicas decorrentes da idade, provocadas principalmente pela diminuição gradativa na produção da testosterona. A síndrome é conhecida como andropausa. “Cerca de 50% dos homens com idade superior a 55 anos apresentam queda nos níveis de testosterona, se comparados aos jovens”, afirma Jocelem Salgado. Entre os sintomas mais comuns do problema estão o desânimo e o desinteresse por atividades do dia a dia, a diminuição da libido, a tendência à irritabilidade e à depressão e a perda de massa muscular.

Incluir na dieta 200 g de carnes magras, aves sem pele ou peixes, que são boas fontes de proteínas, fornecendo aos músculos a matéria-prima de que necessitam. Hortaliças e frutas são ricas em vitaminas e sais minerais que aumentam o pique. Faça pelo menos um prato raso de hortaliças em uma das refeições principais e coma de 3 a 5 frutas ao dia. O tomate é imprescindível, pois contém licopeno, substância que combate o câncer de próstata.

Riscar do cardápio as gorduras, as carnes como bacon e fígado, o leite e o requeijão integrais, os queijos amarelos e as frituras. O consumo de açúcar deve ser diminuído. “As células gordurosas são ricas em enzimas que convertem a testosterona em estrogênio, agravando a diminuição nos níveis de testosterona livre”, explica Sergio Klepacz, médico psiquiatra, autor do livro Equilíbrio hormonal e qualidade de vida (MG Editores). As bebidas alcoólicas representam perigo, já que fornecem muitas calorias e, quando consumidas em excesso, aceleram o processo de envelhecimento.


Diminuir os sintomas da menopausa

Entender o problema. Nessa fase, a quantidade de estrogênio produzido pelo organismo diminui drasticamente. O hormônio atua sobre os ossos, o coração e o cérebro. E é a sua falta o que provoca os sintomas mais comuns da menopausa: ondas de calor, suores, mudanças de humor, entre outros. O tratamento mais adotado para amenizar o problema é a terapia de reposição hormonal (TRH), mas seus efeitos colaterais incluem sangramento irregular e ganho de peso. Por isso, recorrer a uma dieta capaz de ajudar a regular os hormônios é uma alternativa interessante.

Incluir na dieta alimentos à base de soja. Eles contêm isoflavonas, compostos químicos de estrutura muito semelhante à dos hormônios e que são capazes de se ligar aos receptores de estrogênios. Outro fitoestrogênio de função parecida vem das sementes da linhaça dourada. “Elas são ricas em lignanas, substâncias que ajudam a reequilibrar as funções hormonais”, afirma Daniela Hueb. Para tirar proveito, é preciso consumir pelo menos uma colher (sopa) por dia. Outra orientação é começar as principais refeições sempre com um prato (sobremesa) de hortaliças, contendo brócolis, couve-flor, repolho ou couvemanteiga. “Esses alimentos melhoram os sintomas associados à depressão, evitam as ondas de calor e a insônia”, diz Jane.

Riscar do cardápio as gorduras saturadas, provenientes de queijos, carnes, embutidos, chocolates e sorvetes cremosos. “Alimentos de digestão mais difícil vão agravar os sintomas típicos da fase”, explica Jane. O mesmo vale para as bebidas alcoólicas, os alimentos com cafeína e os pratos condimentados.

Fonte: Revista Viva Saúde

enxaqueca: CORTE O MAL PELA BOCA

Além dos remédios, é possível prevenir e reduzir a quantidade e a intensidade das crises por meio da alimentação. O alívio aparece, em média, depois de três meses

Enxaqueca é a mais conhecida das cefaléias – o termo técnico para dor de cabeça. Não é a única, já que a Sociedade Internacional de Cefaléia reconhece mais de 150 modalidades do distúrbio, e também não se manifesta da mesma forma para todos: há pessoas que relatam palpitações em toda a cabeça, outras, por exemplo, pontadas localizadas. Apenas um aspecto é comum: qualquer um, dos estimados 35 milhões de brasileiros que sofrem com esse problema, daria tudo para solucionálo de uma vez por todas.

Só nos últimos anos, a indústria farmacêutica lançou inúmeros medicamentos eficazes para o tratamento de enxaquecas e com mínimos efeitos colaterais. Ainda assim, há vários pacientes que não respondem satisfatoriamente às pílulas e, por isso, necessitam usar essas medicações várias vezes na semana. Se você, ou alguém próximo, faz parte desse grupo, sabe bem os transtornos que acompanham essa enxaqueca no diaa- dia (mal-estar, indisposição, enjôo, falta no trabalho), e o quanto seria bom encontrar uma forma de evitar pelo menos as crises agudas.

A boa notícia é que há sim um tratamento preventivo capaz de minimizar a necessidade de medicamento. Mas não espere um milagre ou uma saída mágica e complicada. A velha e tão recomendada alimentação saudável é um santo remédio. Quem garante a sua eficácia é o médico Alexandre Feldman, um dos maiores especialistas em cefaléias do país, membro ativo da Sociedade Americana de Cefaléia (American Headache Society) e fundador da Associação Brasileira para a Prevenção da Enxaqueca.

LISTA DOS ALIMENTOS PROIBIDOS:
Os itens abaixo devem ser totalmente suspensos das suas refeições somente por três meses, por conterem substâncias que comprovadamente acentuam os sintomas de enxaqueca. Para fazer as substituições, confira a LISTA DOS ALIMENTOS LIBERADOS, seguindo as recomendações quanto ao modo de preparo.

 Leite de vaca
 Café, chás, guaraná em pó
 Sucos, inclusive os naturais, e refrigerantes
 Açúcar, adoçantes, mel
 Pães, massas, batatas, mandiocas, amidos em geral e farináceos
 Óleos vegetais (exceto os da lista dos permitidos)
 Margarina, gordura hidrogenada vegetal
 Frango, moluscos, camarões e frutos do mar, embutidos, enlatados
 Glutamato monossódico e aditivos artificiais
 Frituras e alimentos muito gordurosos

Entenda a dor
A enxaqueca é uma doença crônica, causada por uma disfunção transitória do cérebro.

A dor é geralmente do tipo pulsátil, latejante, em um lado da cabeça, acompanhada por náusea, às vezes vômitos e sensibilidade a luz e sons. Este tipo de cefaléia está presente em 10% a 20% dos indivíduos. Uma série de evidências liga o distúrbio aos hormônios sexuais femininos, estrógeno e progesterona. Por isso, ela é mais freqüente entre as mulheres (18%) do que em homens (6%). Influenciada por diversas mudanças hormonais ao longo da vida feminina, tais como, menstruação, uso de contraceptivos orais, menopausa, gravidez e terapia de reposição hormonal – em 60% dos casos as crises de enxaqueca estão ligadas à tensão prémenstrual (a TPM).

ATENÇÃO: PARA A TERAPIA FUNCIONAR, É FUNDAMENTAL SEGUIR À RISCA A PRESCRIÇÃO DOS ALIMENTOS A SEREM EVITADOS E INCLUÍDOS NAS REFEIÇÕES, BEM COMO A SUA QUANTIDADE E O MODO DE PREPARO

“Portadores de enxaqueca possuem um desequilíbrio bioquímico no cérebro, que é agravado por diversos estímulos. A alimentação é o principal deles”, explica Feldman. Por esse motivo, de acordo com anos de estudo e comprovação científica, foi possível fundamentar um método para afastar as crises, totalmente baseado nos hábitos à mesa e capaz de contar o mínimo possível com a ajuda dos remédios. A regra é simples: evitar os ingredientes que desencadeiam a crise de enxaqueca e incrementar a dieta com aqueles que constituem uma alimentação saudável e balanceada.

Certas restrições alimentares são comuns a todos os casos de enxaqueca, como redução de gordura, aditivos químicos, açúcar ou adoçantes.

Mas, como cada pessoa tem seu ritmo e estilo de dieta, é fundamental, inicialmente, a pessoa fazer um registro alimentar diário, anotando os ingredientes que se repetem nos dias que antecedem as crises.

Alimentos no lugar de remédios
Para o neurologista Mário Peres, do Centro de Cefaléia de São Paulo, “se a dor de cabeça é uma experiência de quase todo ser humano e a nutrição um elemento crucial na vida de todo ser vivo, a interação dos dois temas é natural”. O neurologista também concorda que somente uma investigação particular na alimentação de cada pessoa com enxaqueca resultaria na precisão dos elementos desencadeantes das crises. “De maneira geral, pode-se dizer que existem três grandes fatores alimentares que causam enxaquecas: o jejum, as bebidas alcoólicas e o excessivo consumo de cafeína”. Além disso, há uma lista grande de alimentos provocadores de cefaléia e uma outra lista dos alimentos que ajudam positivamente na química cerebral (veja quadro na página anterior), como aqueles com alto teor de cálcio e magnésio, a vitamina B6, os ácidos graxos essenciais (ômega 3 e 6, presentes na semente de linhaça, óleo de peixe ou de prímula), e a niacina, um vasodilatador natural.

Para o médico Alexandre Feld man, autor do livro Enxaqueca, finalmente uma saída (Editora Arx), “a maior farmácia do mundo está muito mais perto do que pensamos, em nossa própria cozinha”, conclui.

CARDÁPIO CONTRA ENXAQUECA
De acordo com o médico Alexandre Feldman, é importante saber escolher os alimentos (preferindo-os frescos), prepará-los (sem gordura) e combiná-los de maneira apropriada, sempre evitando os excessos. O cardápio a seguir é um modelo elaborado a partir do livro do especialista A dor de cabeça morre pela boca (Editora A Girafa).

Fonte: www.vivasaude.com.br

Acabe com a anemia de uma vez

Por ser muitas vezes assintomática, essa deficiência nutricional pode levar meses e até anos para ser descoberta. Veja o que é preciso observar no próprio corpo para evitar complicações mais sérias

O dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) são alarmantes: cerca de 1/3 da população mundial sofre com a anemia, considerada a deficiência nutricional mais comum em nossos tempos.

Ela causa a redução da concentração de hemoglobina no sangue, uma proteína cuja função primordial no organismo é transportar oxigênio.

A queda nos níveis de hemoglobina se traduz, portanto, numa dificuldade maior do sangue em manter todos os tecidos do corpo devidamente oxigenados.

Unhas planas, quebradiças ou em forma de colher e cabelos excessivamente frágeis podem indicar um quadro de anemia por falta de ferro

Como consequência, o indivíduo que sofre de anemia por deficiência de ferro – existem também as provocadas pela falta de vitamina B12 e ácido fólico, que são mais raras – tende a sentir-se constantemente cansado, fraco, sofre com dores de cabeça, e, em casos mais graves, pode chegar a perceber uma significativa redução nas suas habilidades cognitivas e psicomotoras.

Outros sinais de que a deficiência nutricional está prejudicando a saúde podem estar nas unhas e nos cabelos. “Unhas planas, quebradiças ou em forma de colher e cabelos excessivamente frágeis podem indicar que o corpo já está começando a usar as reservas do organismo para manter seu funcionamento. É imprescindível investigar”, alerta a nutricionista da Santa Casa de São Paulo, Andrea Garcia

Nas crianças, um dos sintomas mais comuns é o atraso no crescimento.

O grande perigo é que, em muitos casos, essas mudanças físicas ocorrem de maneira lenta e gradual e não é raro que pacientes demorem meses e até mesmo anos para buscar ajuda especializada.

O que poucos sabem é que, sem tratamento, a anemia pode oferecer sérios riscos à saúde. “Essa deficiência nutricional pode agravar outros problemas, como as complicações coronarianas.

Assim, um indivíduo com a doença e que já tem predisposição a desenvolver males do coração estará ainda mais suscetível a sofrer um infarto, por exemplo”, avisa o hematologista do Hospital Israelita Albert Einstein, José Mauro Kutner.

O especialista alerta, ainda, para outro risco associado à descoberta da doença já em estágio avançado.

“Não podemos nos esquecer de que a deficiência também pode ser causada pela dificuldade do organismo em absorver os nutrientes dos alimentos. Assim, por mais que a pessoa tenha uma dieta equilibrada, esses nutrientes não chegarão à corrente sanguínea.

Nesse sentido, dizemos que a anemia pode estar mascarando algum desequilíbrio mais importante no organismo e, ao mesmo tempo, é um sinal para que seja investigada mais a fundo.

Daí a importância de se fazer um acompanhamento médico regular”, diz o hematologista.

Doenças crônicas, perdas de sangue pelo trato gastrointestinal ou mesmo verminoses podem responder por uma baixa na concentração de hemoglobina no sangue e, nesse caso, será necessário tratar também o problema de base.

Atenção: mulheres e crianças

Mulheres em período reprodutivo, particularmente na gestação, e crianças nos primeiros anos de vida estão mais suscetíveis a desenvolver quadros de anemia por falta de ferro.

Nas mulheres férteis, são as perdas durante o período menstrual que contribuem para aumentar os riscos.

É muito comum que pacientes com esse tipo da doença apresentem um quadro chamado de hipermenorreia – menstruam num volume muito acima da média.

Desatentas a esse sintoma e considerando tal fato como normal, elas não buscam tratamento.

Assim, a longo prazo, apresentam essa deficiência. Já na gravidez é o desenvolvimento do feto que pode aumentar o uso das reservas da mãe, deixando-a mais fragilizada
Por esse motivo, é normal que, durante o pré-natal, elas recebam uma suplementação para repor o ferro perdido.
Nas crianças, o crescimento acelerado é o responsável pelo uso de grande quantidade desse mineral pelo organismo.

“Segundo dados do Ministério da Saúde, a prevalência de anemia por deficiência de ferro em crianças é de 50% entre os menores de cinco anos. Na idade escolar, essa porcentagem cai para 30%”, alerta a nutricionista Andrea Garcia.

E tudo isso pode ser evitado de uma maneira fácil, já que um dos exames laboratoriais mais simples, o hemograma, é capaz de detectar a anemia. Para a prevenção, o ideal é repeti-lo pelo menos uma vez ao ano.

Diminua os riscos

Nas classes mais baixas, é a falta de acesso à alimentação adequada que responde pela alta prevalência de anemia. Porém, nos lares mais favorecidos, é a negligência em relação aos bons hábitos à mesa que permite que a doença faça suas vítimas. “O prato tradicional do brasileiro, composto de arroz, feijão e um tipo de carne, está sendo cada vez mais substituído por alimentos industrializados e sanduíches de fast-food. Esses últimos, apesar de oferecerem elevado aporte energético, nem sempre garantem as quantidades necessárias de nutrientes”, explica Andrea. Com o passar do tempo, essa mudança de cardápio pode agravar as carências de substâncias essenciais ao bom funcionamento do organismo, como o ferro.

Outros tipos de doença

Além daquela causada pela falta de ferro, que é a mais comum em nosso país, há outros tipos da doença, relacionadas à falta de nutrientes como a caracterizada pela baixa nas reservas de vitamina B12.

Essa molécula é indispensável para a proliferação dos glóbulos vermelhos do sangue e para a manutenção da integridade das células nervosas.

Como se trata de uma vitamina de origem exclusivamente animal, esse tipo de disfunção costuma atingir vegetarianos.

Outros alvos fáceis são as pessoas que têm problemas na absorção da vitamina, normalmente causados por uma doença autoimune da mucosa do estômago, chamada de gastrite atrófica.

Os sintomas mais comuns desse tipo de anemia são língua vermelha e com sensação de ardência e dormência nas extremidades (mãos e pés).

Se não for tratado, o problema pode causar alterações neurológicas importantes.

A interação do ácido fólico com a vitamina B12, por sua vez, é indispensável para o crescimento dos glóbulos do sangue.

Por isso mesmo, uma baixa nas reservas desse ácido pode levar à anemia. Nesse caso os sintomas são diferentes e o mais comum é que a pessoa que sofre desse problema perca completamente o apetite e, como consequência, emagreça muito rapidamente. Nos dois casos, o tratamento com suplementos é o mais utilizado para corrigir a deficiência, além de uma reeducação alimentar.

fonte: davimar miranda borducchi, hematologista e professora da faculdade de medicina do ABC .

Outro erro bastante comum é a combinação inadequada de alimentos durante as refeições.

O bom e velho cafezinho, quando consumido logo após o almoço ou o jantar, pode se transformar num vilão e tanto.

“Bebidas como café, chá, achocolatado e vinho, por serem ricos em compostos fenólicos, polifenóis e fosfatos, podem retardar a absorção do ferro pelo organismo”, explica Andrea.

O leite e seus derivados, por conterem grande quantidade de cálcio, também podem inibir o aproveitamento do ferro pelo organismo, quando ingeridos nas refeições principais.

No outro extremo estão os alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas e os vegetais escuros. Consumidos durante o almoço ou o jantar, ou logo depois deles, são capazes de potencializar o aproveitamento desse mineral tão importante para o funcionamento do nosso corpo.

“A vitamina C pode aumentar em até três vezes a absorção do ferro”, indica Andrea Garcia. Encher o prato de verduras ou terminar suas refeições com uma boa salada de frutas é uma medida preventiva para evitar a deficiência do nutriente.

Uma maneira bastante eficiente de evitar ou tratar o problema é incluir alimentos ricos em ferro na dieta diária. São eles: fígado, rim, coração, carnes vermelhas, de aves ou de peixes, ostras, mariscos, gema de ovo, frutas secas, melaço, pães de trigo integrais e enriquecidos, vinhos, cereais e feijão.

Nos casos em que a anemia está mais avançada ou quando é causada por outras doenças de base, que atrapalham a absorção de ferro, é comum que os médicos receitem um suplemento capaz de corrigir a deficiência.

A medida também é bastante utilizada no caso dos vegetarianos, que suprimem de seus cardápios a carne, uma das principais fontes do mineral.

COMA PARA SE RECUPERAR

Embora o acompanhamento médico seja indispensável no tratamento da anemia, a alimentação correta pode acelerar a melhora de quem já está sofrendo desse mal.

Optar por uma dieta que respeite as necessidades diárias de ferro certamente ajudará a diminuir mais rapidamente os sintomas desagradáveis que a doença causa. A nutricionista Luciana Coppini, consultora do Ganep – Grupo de Nutrição Humana, dá algumas dicas de como incrementar a dieta para tratar ou prevenir esse tipo de deficiência.

café-da-manhã

* Prefira o pão de trigo integral ao convencional e coma de uma a duas fatias.

* Inclua cereais integrais na refeição matinal. A aveia e o farelo de trigo, por exemplo, podem ser consumidos combinados com uma fruta, de preferência cítrica, como o abacaxi, o kiwi e a goiaba. Use de 2 a 3 colheres (sopa) de cereais integrais nesta refeição.

lanches da manhã e da tarde

* Frutas secas são ricas em ferro e uma excelente pedida para os intervalos entre as refeições principais. consuma dois ou três damascos ou figos secos a cada lanche ou, ainda, uma xícara (café) de uvas-passas brancas e pretas.

almoço e jantar

* É recomendado consumir carne vermelha todos os dias, nas duas refeições principais. Embora todos os tipos de carne contenham uma quantidade considerável de ferro, a vermelha é, de todas elas, a campeã nesse nutriente. Uma porção (bife com 100 g) no almoço e no jantar é suficiente.

* Inclua um prato de sobremesa de folhas verdes escuras, como espinafre e couve, nas duas refeições.

* Prefira sucos de frutas cítricas para acompanhar: de laranja, acerola, limão ou abacaxi.

* Consuma pelo menos 2 colheres (sopa) de feijão. O preto contém ainda mais ferro que o carioca.

* Substitua o arroz branco pelo integral. Além de mais saudável, ele tem uma porcentagem maior desse mineral na sua composição.

produção: beth macedo / agradecimentos à marlene e

Fonte: www.vivasaude.com.br

Novidades no seu cardápio

Conheça o superleite que previne diabetes e tumores

Fotos: Shutterstock / Divulgação

O superleite que previne diabetes e tumores

Um grupo de cientistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), localizado na Argentina, criou uma mistura de leite de vaca e de cabra que, segundo eles, pode prevenir doenças cardíacas, diabetes e tumores. O autor da pesquisa, o engenheiro agrônomo Gerardo Gagliostro, explicou que a novidade, batizada de “superleite”, é produzida por animais alimentados somente com suplementos à base de soja, leite de soja e azeite de peixe.

Devido a essa dieta especial, as vacas e cabras estão produzindo um leite menos gorduroso e com maior quantidade de ácidos benéficos à saúde. Assim, esse novo alimento funcional tem se mostrado capaz de reduzir a gordura saturada do corpo e ainda contém níveis mais altos de ácido linoleico conjugado (CLA) e ácido vacênico (AV), duas substâncias que ajudam na prevenção contra a formação de tumores, principalmente de mama e de ovário. Os benefícios ainda incluem a desobstrução das artérias e impedem o aparecimento de diabetes tipo 2.

Comer frutas em excesso pode provocar aumento de peso?
Flávia Pereira, São Paulo, SP

Fotos: Shutterstock / Divulgação

Todo alimento ingerido em grande quantidade leva ao ganho de peso. Isso acontece quando a soma das calorias provenientes dos alimentos ingeridos supera a soma das calorias gastas (metabolismo basal + atividades físicas). O nome dessa conta é balanço energético positivo. Todo excesso, seja de um doce ou de uma fruta, é transformado em gordura e armazenado no corpo.

“Para melhorar os sintomas da gastrite, engula sementes do mamão com a fruta. Mas não as morda, pois elas são amargas”
Edson Velardi Credidio, nutrólogo

Fotos: Shutterstock / Divulgação

Agora você vai comer mais chocolate

Os pesquisadores Sarab Sahib e Gustavo Saposnik, da Universidade McMaster, no Canadá, concluíram que o chocolate pode diminuir o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Tudo graças aos flavonoides, que estão no alimento. Veja por que é hora de comer mais chocolate.

 Pessoas que comiam chocolate, em qualquer quantidade, uma vez por semana, tiveram 22% menos riscos de ter um AVC.
 Consumindo ao menos 50 g de chocolate, uma vez por semana, esses indivíduos tiveram 46% menos chances de morrer após serem acometidos por um AVC .
 Quanto mais escuro e amargo, maior a concentração de flavonoides. Uma barra de 30 g apresenta a mesma quantidade de flavonoides encontrada em seis maçãs.
 O processo de produção do chocolate destrói cerca de 25% dos flavonoides. Porém, as empresas estão começando a usar métodos que podem preservar de 70% a 95% da substância.

Fonte: www.revistavivasaude.com.br

O melhor peixe para cada parte do corpo

Um alimento tão completo não pode ficar fora da sua dieta diária. Principalmente agora, que os nutricionistas descobriram qual tipo de pescado faz bem para coração, pulmões, olhos…

Fotos Fabio Mangabeira

Todo mundo sabe que comer peixe faz bem à saúde, principalmente a do coração. O que talvez seja novidade para algumas pessoas é que os pescados, dependendo da espécie, benefi – ciam muitas outras partes do corpo. O bacalhau, por exemplo, é ótimo para o desenvolvimento e a fortifi cação dos ossos e dos dentes, pois é rico em fósforo. Já o atum tem alto teor de ferro, essencial para o transporte de oxigênio e a formação de glóbulos vermelhos no sangue, prevenindo anemias.

Independentemente do tipo, a maioria dos peixes é rica em proteínas, tem grande quantidade de fósforo, iodo, cobalto, e cálcio — possui quatro vezes mais cálcio que os outros tipos de carne. Os pescados também contêm vitaminas A, E, do complexo B e, principalmente, D, que possui importante atuação na calcifi cação óssea, o que ajuda na prevenção da osteoporose. Mas, sem dúvida, seu principal nutriente é o ômega-3, que diminui o risco de doenças cardíacas e contribui para o desenvolvimento cerebral e a regeneração das células nervosas. E, por agir nessas células, também pode ajudar no combate à depressão e à ansiedade.

Para saber o que os peixes podem fazer pelo seu organismo, a VivaSaúde conversou com especialistas em Nutrição que elegeram dez tipos de peixes repletos em nutrientes e indispensáveis para o bom funcionamento de cada parte do corpo. Terminada a leitura desta matéria, será fácil decidir qual a melhor opção para a sua saúde.

OS CAMPEÕES DE ÔMEGA-3
Veja a quantidade deste nutriente presente em 100 g de alguns peixes:
Arenque: 1,2 a 3,1 gramas.
Sardinha: 1,5 a 2,5 gramas.
Salmão: 1,0 a 1,4 grama.
Atum: 0,5 a 1,6 grama.
Bacalhau: 0,2 a 0,3 grama.
Linguado: 0,2 a 0,3 grama.

VENDENDO NOSSO PEIXE

O Brasil é hoje o 27º produtor mundial de pescados, fi cando atrás de Chile, Peru e Argentina. Embora o nosso país possua uma vasta costa litorânea, estendendo-se por mais de 8 mil quilômetros, e aproximadamente 12% de toda a reserva de água-doce do mundo, a média de consumo de peixe é considerada baixa, cerca de 7 kg por pessoa anualmente. Também há diferenças nas estatísticas entre as regiões do País. Na região Norte, por exemplo, consome-se mais de 30 kg por pessoa no mesmo período, isso porque as regiões litorâneas contam com a praticidade do acesso facilitado do alimento.

Fotos Fabio Mangabeira

O consumo ideal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é de 16 kg por indivíduo/ano. Em alguns Estados não banhados pelo mar, como Minas Gerais, o consumo é ainda menor: 2,5 kg por pessoa. Uma boa frequência para o consumo de peixe fi ca em torno de três vezes por semana, podendo ser consumido mais vezes sem problemas.

Para Gabriela Cunha, nutricionista clínica funcional, esse hábito ainda não foi incorporado. As pessoas comem peixe menos que uma vez por semana. Ela associa o baixo consumo aos preços do produto. “Em Amazonas e Belém do Pará, onde o mercado desse tipo de alimento tem muito mais oferta por preços mais baixos, a ingestão é bem maior”, declara.

Outro problema encontrado é com relação ao preparo do alimento. Será que os brasileiros sabem preparar o peixe de forma saudável? A nutricionista da equipe de Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no RJ, Fernanda Mattos, garante que não. Ela explica que abusamos das frituras na hora do preparo. “Hoje, as pessoas não têm tempo de fi car na cozinha, é tudo corrido e a alimentação sempre acaba fi cando para segundo plano. Mas é possível preparar um peixe saudável no mesmo tempo em que se leva para fritá-lo”, garante.

Para aproveitar os benefícios que o ômega-3 proporciona para a saúde, é preciso ingerir pelo menos 1 g da substância por dia

CARNE CLARA OU ESCURA?

A maioria dos peixes tem entre 0,2% e 7% de gordura, sendo classifi cados como: baixo teor de gordura (menos de 2%), médio teor de gordura (de 2% a 5%) e alto teor de gordura (mais de 5%). Peixes de carne mais clara possuem menor quantidade de gordura, como badejo, bacalhau, carpa, corvina, dourado, garoupa, linguado e pescada. Peixes de carne escura possuem maior quantidade de gordura, entre eles estão arenque, anchova, atum, bagre, cavala, salmão e sardinha.

A nutricionista Fernanda explica que os peixes possuem uma gordura poli-insaturada (ômega-3) essencial para o organismo. Ela promove diversos benefícios à saúde do indivíduo quando consumida em quantidades diárias ideais, o que corresponde a cerca de 1 g por dia. Entre os benefícios do ômega-3 destacam-se a redução da pressão arterial, diminuição das taxas de triglicérides e colesterol total no sangue, redução dos riscos de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (AVC), além de sua ação anti-infl amatória.

Com relação às proteínas, Fernanda afi rma que os peixes possuem uma de alta qualidade que favorece a digestão e possui um valor nutritivo superior ao das carnes vermelhas.

Tilápia e truta
Partes do corpo benefi ciadas: coração, cérebro, células, olhos, sistema psicomotor.
Ação no organismo: possuem ômega-3 em menor quantidade, mas diminuem o risco de doenças cardíacas e aterosclerose, ajudam a curar infl amações, contribuem para o desenvolvimento cerebral e para a regeneração das células nervosas. Contêm grande quantidade de ômega-6, que contribui para o desenvolvimento cerebral, psicomotor, da visão e de vários aspectos da função neural. Porém, o consumo excessivo desse tipo de gordura facilita o processo infl amatório e provoca um desequilíbrio na proporção entre os ácidos ômega-6 e ômega-3, logo, é necessário ingerir alimentos ricos em ômega-3 para compensar a infl amação produzida pelo ômega-6.
Recomendação: consumir de 2 a 3 vezes por semana (de 400 g a 600 g).

Bacalhau
Partes do corpo benefi ciadas: coração, cérebro, olhos, pele, vasos sanguíneos, músculos, ossos e dentes.
Ação no organismo: contém altos teores de vitaminas A, E, B6 e B12, sódio, cálcio, fósforo e magnésio. Rico em ácidos graxos ômega-3, que possuem um forte efeito protetor para a saúde do coração. Já a vitamina A tem ação protetora sobre a visão, a pele e as mucosas, e a vitamina E melhora a oxigenação celular, ajuda nas dores menstruais e aumenta a energia muscular. A vitamina B12 age sobre os glóbulos vermelhos, células nervosas, equilíbrio hormonal, na beleza da pele e no controle dos níveis de glicose no sangue. O cálcio é indispensável para a contração dos músculos; o magnésio ajuda no metabolismo energético; e o fósforo é importante na formação de ossos e dentes.
Recomendação: consumir de 2 a 3 vezes por semana (de 400 g a 600 g).

Anchova, arenque, cavala, linguado, salmão e sardinha
Partes do corpo benefi ciadas: coração, tecidos corporais e sistema imunológico.
Ação no organismo: ricos em ômega-3, ajudam na prevenção de doenças cardíacas, além de aumentarem o HDL (colesterol bom), o que contribui na redução do colesterol total. São excelentes fontes de proteína animal cuja função é fortalecer o sistema imunológico, devido às suas propriedades anti-infl amatórias.
Recomendação: consumir de 2 a 3 vezes por semana (de 400 g a 600 g).

Atum
Partes do corpo benefi ciadas: coração, cérebro, ossos, células e vasos sanguíneos.
Ação no organismo: contribui para a diminuição dos níveis de colesterol e de triglicérides no sangue e melhora a fl exibilidade das artérias. Rico em ferro, essencial para o transporte de oxigênio e a formação de glóbulos vermelhos no sangue, prevenindo anemias. Fonte de vitaminas B3, B6 e B12. A B3 participa dos processos relacionados ao material genético, permitindo o crescimento e o desenvolvimento sadios. A vitamina B6 é importante para o bom funcionamento do sistema imunológico. E a vitamina B12 é fundamental para o bom funcionamento das células nervosas.
Recomendação: consumir de 2 a 3 vezes por semana (de 400 g a 600 g).

PARA O PRATO TER UM GOSTINHO A MAIS

Fotos Fabio Mangabeira

Alho e cebola: contêm organosulfurados, que são antioxidantes e ajudam a manter a saúde do coração por prevenir  a formação de placas de gordura.

Fotos Fabio Mangabeira

Pimenta: possui capsaicina, que previne e trata infl amações. Lembrando que a obesidade nada mais é do que um tipo de infl amação, a pimenta ajuda a tratar e prevenir o excesso de peso também

Fotos Fabio Mangabeira

Azeite: de preferência extravirgem, adicionado no peixe logo antes de servir (para não alterar suas propriedades). O óleo contém gorduras insaturadas, que ajudam a manter os níveis de colesterol adequados

Fotos Fabio Mangabeira

Cúrcuma: é uma opção natural para quem quer dar uma cor especial ao prato. Contém betacaroteno, vitamina boa para a pele e para a visão. a cúrcuma também ajuda a reduzir gorduras no sangue

ESCOLHA A SUA FORMA DE PREPARO

Frito: quando o peixe é frito, ele perde a maioria das propriedades nutricionais, porque é levado a altas temperaturas e se utiliza óleo.
Assado: fi lés ou postas podem ser assados em forno preaquecido (150°C) e não há necessidade de virá-los durante o cozimento. Para que não ressequem, pincele-os de vez em quando com manteiga ou um molho de seu gosto.
Cozido: deve ser cozido rapidamente, só o necessário para coagular as proteínas e realçar o sabor. Ele estará pronto logo que a carne tenha fi cado opaca e branca. Para testar o ponto, enfi e os dentes de um garfo na parte mais grossa do peixe: a carne deverá partir facilmente.
Grelhado: o melhor é usar postas, fi lés ou peixes inteiros. Os pedaços fi nos têm tendência a ressecar rapidamente, enquanto os maiores podem dourar por fora antes de estarem cozidos por dentro.
No vapor: para esse tipo de cozimento, utilize a panela própria para banho-maria. Coloque água na panela em uma altura de uns 2,5 cm e deixe levantar fervura. Arrume o peixe em um prato untado e coloque-o sobre o suporte de metal ou dentro da panela para banho-maria; tampe e deixe cozinhar até fi car no ponto desejado. Os fi lés e as postas levam de 10 a 15 minutos e os peixes maiores alguns minutos a mais.
Na panela de pressão: as sardinhas possuem grande quantidade cálcio e, cozidas dessa forma, é possível consumir também as espinhas, cartilagem que concentra muito cálcio.

Fonte: www.revistavivasaude.com.br

Couves: uma família de hortaliças que cuida de você

Descubra como elas ajudam a retardar o envelhecimento celular

fotos fabio mangabeira

Você sabia que canola, raiz forte, mostarda, nabo, couve, couvede- bruxelas, couve-flor, brócoli e repolho são todas variedades de uma mesma espécie de vegetais? Se a ideia é mudar a dieta para preservar a saúde e ficar longe das doenças, essas hortaliças, conhecidas como crucíferas, não podem faltar na sua mesa. Com baixo teor calórico, ricas em fibras, vitaminas (E, K e C) e minerais (cálcio, magnésio, fósforo, selênio, etc.), esses vegetais são ainda fontes de luteína, betacaroteno, kampferol, quercetina e ácido éster hidrocinâmico, poderosos antioxidantes que atuam sobre as células cancerosas e ativam a apoptose, ou seja, o suicídio celular programado.

Citados pela literatura médica desde a Grécia antiga, foi na década de 1950 que esses alimentos passaram a despertar o interesse da comunidade científica. O então professor da Universidade de Stanford (EUA), Garnet Cheney, comprovou que o suco de couve era capaz de curar úlceras. Passados 60 anos, uma das principais descobertas do poder terapêutico desse grupo de vegetais é o estudo dirigido por Richard B. Hayes, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer, nos EUA: “O alto consumo de crucíferas, incluídos brócoli e couve-flor, pode estar associado à redução do risco do câncer de próstata”.

Segundo estatísticas da American Cancer Society, o câncer é a segunda causa de morte nos EUA, e 1/3 dos pacientes desenvolveram a doença em razão de suas escolhas alimentares. “A falta de componentes anticarcinogênicos na dieta (ácido ascórbico, selênio, polifenóis, etc.) pode contribuir para o maior risco de câncer”, afirma John W. Finley, pesquisador do Ministério da Agricultura americano. Em um artigo publicado pela revista Integrative Cancer Therapies, Finley diz que a associação entre a menor incidência da doença e o consumo de porções diárias de frutas e verduras em geral é grande, “Mas em relação às crucíferas, essa incidência é menor ainda”.

ALTA PROTEÇÃO

Mas o que torna essas hortaliças tão poderosas? O segredo dessa família de 3.200 espécies é a grande concentração de fitoquímicos, os glucosinolatos, agentes incumbidos de proteger as plantas contra o ataque de insetos. “Eles também são responsáveis pelo sabor e odor característicos desses vegetais”, fala Jocelem Mastrodi Salgado, especialista em alimentos funcionais e professora de Nutrição e Alimentos do departamento de Agroindústria da Universidade de São Paulo (USP).

“O foco das crucíferas é a prevenção de diversos tipos de câncer, porque atuam em diferentes mecanismos celulares, inibindo a doença. E elas integram um dos únicos grupos de alimentos que compõem a dieta humana com alto teor dessas substâncias”, completa Jocelem.

O nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), acrescenta que “todos os vegetais são antioxidantes e possuem efeitos metabólicos no trato digestório, melhoram o trânsito intestinal e previnem doenças crônico-degenerativas. Entretanto, o glucosinolato de sulforafano, presente principalmente no brócoli, tem atividade anticancerígena mais acentuada”, afirma.

BRÓCOLIS E CIGARROS

Atento às propriedades dessa notável família, Li Tang, pesquisador do Roswell Park Cancer Institute, nos EUA, observou os efeitos desses alimentos entre os fumantes. Os resultados, apresentados na conferência anual promovida pela American Association of Cancer Research, em 2008, foram os seguintes: “O brócoli não é uma droga que trata doenças, mas para quem não pensa em parar de fumar, nem faz nada para diminuir os riscos dessa decisão, consumi-lo é algo positivo”.

“Nossos resultados ainda não são suficientemente fortes para uma recomendação pública. Mas há evidências sólidas que sustentam essa conclusão, e elas indicam que as crucíferas podem ter um papel importante na prevenção do câncer entre as pessoas expostas ao cigarro ou fumantes”, declarou o cientista.

A lista de estudos sobre os benefícios das couves inclui também câncer de bexiga, pâncreas, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas (como doença de Parkinson e Alzheimer). Para além dessas patologias, as crucíferas ainda potencializam as defesas naturais (vitaminas A, C, K e minerais), são indispensáveis para as grávidas (dada a alta concentração de ácido fólico), combatem a anemia, favorecem a diurese e ainda protegem contra a gastrite causada pela bactéria Helicobacter Pylori.

HORMÔNIOS VEGETAIS

Entre as mulheres, a couve-flor e o brócoli previnem o câncer de mama e suas recidivas. Isso porque contêm fitoestrógenos, hormônios vegetais que combatem a ação dos hormônios femininos naturais (estrógenos) relacionados ao processo de desenvolvimento de tumores. A alta concentração de minerais (uma porção de 200 g contém 100 mg de cálcio, em média), faz desses vegetais opção indispensável para quem deseja combater a osteoporose. Outro mineral, o manganês, é também antioxidante, combate inflamações e auxilia no controle das ondas de calor, típicas da menopausa.

Se a necessidade é potencializar as defesas imunológicas, a opção é o repolho, especialmente na forma do chucrute, iguaria alemã que utiliza a fermentação natural da hortaliça. O processo produz ácido lático que é regulador, antifermentativo, depurativo, desinfetante do intestino e da flora intestinal.

Na maioria das vezes, as couves são bem toleradas por todos, mas por serem de difícil digestão, podem potencializar flatulências, fermentação intestinal e dispepsia (má digestão), bem como intensificar sintomas de algumas doenças como a síndrome do cólon irritável, ou patologias relacionadas à inflamação da vesícula biliar. Nesses casos, a indicação é limitar o consumo a uma vez por semana.

FRESCAS OU CONGELADAS?

Para melhor aproveitar tantas propriedades e nutrientes, é preciso ficar atento na hora da compra. Esse grupo de vegetais possui características distintas entre si, mas a coloração e a textura das folhas sinalizam se a verdura está em condições para o consumo.

“A cor deve ter um esverdeado intenso, sem aquele amarelo-castanho nas bordas, que caracteriza a oxidação”, ensina Jocelem Salgado. “As versões congeladas também são saudáveis, pois as embalagens a vácuo garantem oxidação mínima”, acrescenta Durval Ribas. Seja qual for a sua opção, as verduras devem ser mantidas na geladeira.

No momento do preparo, os especialistas sugerem cozimento a vapor ou sob pressão, que permitem a retenção dos glucosinolatos. Se for usar água, é importante lembrar que quanto maior for o tempo utilizado nesse processo, menor será a concentração de nutrientes. Além disso, cozinhar muito significa ter vegetais murchos e menos digeríveis. Uma dica para diminuir o odor típico exalado durante o cozimento (culpa do enxofre que os compõe) é adicionar um pouco de vinagre ou um pedaço de pão seco à água.

Quanto à quantidade a ser consumida, os dois especialistas divergem. Enquanto a nutricionista Jocelem Salgado afirma que não há porção defi- nida pela ciência, o médico Durval Ribas sugere o consumo de uma porção de 100 g todos os dias. “A ideia é variar os tipos de crucíferas. A melhor forma de consumi-las é na forma de saladas. A couve-flor, por exemplo, é ótima crua, cortada bem fininha, só ou misturada a outros legumes. Mas a forma clássica é refogar com alho e óleo para acompanhar massas ou carnes”.

fotos fabio mangabeira

Repolho e Couve

O que eles fazem por você: equilibram o metabolismo; juntamente com o ferro, estimulam a formação de glóbulos vermelhos. para as grávidas, previnem a malformação congênita; estimulam o trânsito intestinal; previnem a osteoporose; controlam os calores típicos da menopausa; favorecem a diurese, regulam a pressão arterial (abaixa quando é excessiva e aumenta quando é muito baixa).
Principais nutrientes: vitamina C, e, B, betacaroteno, ácido fólico; fósforo e cálcio, manganês; magnésio e potássio.
Calorias: 24 kcal (para cada 100 g)

fotos fabio mangabeira

Brócoli

O que ele faz por você: imunoestimulante; ajuda no trânsito intestinal, combate inflamações e radicais livres; previne tumor de mama, próstata e pulmão.
Principais nutrientes: grande concentração de vitamina C; flavonoides, glucosinatos e fitoestrógenos.
Calorias: 28 kcal (para cada 100 g)

fotos fabio mangabeira

Couve-flor

O que ela faz por você: reforça o sistema imunológico, previne gripes e resfriados; ativa a circulação sanguínea; combate inflamações e radicais livres, previne o câncer de próstata.
Principais nutrientes: vitaminas a, C e K, cálcio, fósforo e potássio, flavonoides, glucosinato.
Calorias: 31 kcal (para cada 100 g)

Fonte: www.revistavivasaude.com.br

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