Maracujá (o bloqueador natural de gordura)

A casca da fruta, transformada em farinha, diminui a taxa de açúcar no sangue e impede que o organismo absorva a gordura dos alimentos, fazendo você perder peso. E não tem contra-indicação!

Ela chegou no mercado com a fama de ter o poder de baixar as taxas de açúcar no sangue, o que é ótimo para quem tem diabetes. Mas, aos poucos, a farinha feita com a casca do maracujá também se revelou um excelente bloqueador de gordura. Ou seja, impede que o organismo absorva parte desse nutriente presente nos alimentos. Daí faz você perder peso. A substância responsável pelo poder emagrecedor é a pectina, encontrada em grande quantidade na parte branca da casca da fruta. A farinha não fica atrás: tem 20% dessa fibra, segundo estudo feito pelo químico e pesquisador Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “No estômago, a pectina se transforma numa espécie de gel não digerível, provocando sensação de saciedade”, explica a médica e nutróloga Daniela Hueb. Com isso, você se sente bem alimentada com uma porção menor de comida. A pectina também reduz a velocidade com que o açúcar entra no sangue – quanto mais lento esse processo, mais a fome demora para voltar a dar sinal.

Gordura na mira

Quando chega ao intestino, a pectina bloqueia a absorção da gordura dos alimentos. A ação é bem mais suave que a do Xenical, medicamento da Roche que tem o boqueador de gordura orlistat como princípio ativo. Mas o efeito emagrecedor da farinha, assim como sua capacidade de proteger o coração, foi comprovado num estudo feito na Universidade Federal da Paraíba com 17 mulheres com colesterol alto. “Depois de 70 dias consumindo a farinha, elas não só tiveram as taxas de LDL, o colesterol ruim, reduzidas como perderam peso (algumas eliminaram 8 quilos!)”, comemora a farmacêutica Alessandra Ramos, que acompanhou o grupo por um período de um ano sem registrar reações adversas. De qualquer modo, observe como seu organismo responde ao produto.

Menos toxinas

Outra boa notícia: a fibra presente na farinha de maracujá promove uma faxina no organismo. Ela ajuda a eliminar as toxinas, que, acumuladas, prejudicam o funcionamento dos órgãos e, com isso, desequilibram o metabolismo – o que faz sua dieta emperrar. Só que para facilitar a ação desintoxicante da pectina, é importante beber mais água, no mínimo 2 litros por dia.

Modo de usar
Fonte : Revista Boa forma

O consumo da farinha tem de ser diário: uma vez ou outra não é suficiente para surtir efeito. Por isso, varie o modo de acrescentá-la no cardápio. Pode ser no suco, no iogurte, na salada, na sopa. O ideal, porém, é consumir uma colher de sopa (10 gramas, 47 calorias) antes das três principais refeições. Mas a nutricionista Anita Sacks, da Universidade Federal de São Paulo, avisa: “Não adianta usar a farinha de maracujá e abusar da gordura e do açúcar”. Portanto, aproveite para cortar alguns excessos à mesa e faça algum tipo de atividade física (vale até uma caminhada de 30 minutos pelo bairro dia sim, dia não). Vai experimentar? Conte para a gente o resultado!

Faça em casa

Existem várias opções de farinha da casca do maracujá feitas por laboratórios farmacêuticos, à venda em farmácias e lojas de produtos naturais. Não compre o produto em saquinhos sem identificação, barracas de rua ou feiras livres. Se preferir, pode preparar a farinha em casa. Use, de preferência, maracujá orgânico – sem agrotóxico. Veja como fazer.

• Lave e mergulhe seis maracujás por 20 minutos numa mistura de água com bicarbonato de sódio (1 colher de sopa por litro) ou vinagre. Volte a passá-los em água corrente.

• Corte-os ao meio, retire a polpa e guarde para fazer suco.

• Corte a casca em tirinhas, ponha numa assadeira e asse em forno médio por cerca de 30 minutos ou até que fiquem sequinhas. Espere esfriar.

• Bata no liquidificador (ou passe no processador) até obter uma farinha.

• Passe pela peneira e guarde num recipiente limpo e tampado.

Nutrientes extras

A farinha de maracujá é fonte de várias vitaminas e minerais.

• Niacina (vitamina B3): atua na produção de hormônios, melhora a ansiedade, ajuda no crescimento das crianças e protege as paredes do estômago.

• Ferro: previne anemia e aumenta o pique.

• Cálcio: favorece a contração muscular, fortalece ossos e dentes.

• Fósforo: também deixa os ossos fortes, além de melhorar a memória, a oxigenação das células e a circulação.

Fonte: Dieta Certa

Soja previne câncer de mama

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação


A associação de dois estudos publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention concluiu que consumir soja pode prevenir câncer de mama. segundo a publicação, o risco de mulheres que consomem soja terem câncer de mama é 60% menor. Para chegar a essa conclusão, foram combinados os dados de dois estudos de mulheres chinesas em Cingapura. O primeiro analisou os hábitos alimentares das mulheres, incluindo a ingestão de soja, enquanto o segundo usou mamografias para classificar as participantes de acordo com a densidade do tecido mamário. depois de identificarem 406 mulheres que participaram das duas pesquisas, os cientistas verificaram que a ingestão da proteína da soja estava inversamente relacionada ao risco elevado de câncer.

Antes de comer carne vermelha

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação

Para especialistas da American Dietetic Association (ADA), a ingestão de carne vermelha eleva o risco de câncer e doenças cardiovasculares. Porém, o alimento é rico em ferro e não merece ser totalmente abolido do cardápio. Veja os prós e contras dessa carne:

PRÓS
● A carne vermelha é rica em ferro, nutriente indispensável para o organismo.
● Um pedaço de carne vermelha tem 180 kcal e dez nutrientes essenciais.
● Cozinhar ou tostar demais a carne pode gerar compostos que aumentam o risco de câncer, mas se ela for servida ao ponto não oferece riscos.


CONTRAS

● As pessoas com tendência a problemas cardíacos devem evitar o alimento, pois um simples bife contém gordura saturada e aumenta o colesterol LDL (ruim).
● Pesquisadores do National Institutes of Health, nos EUA, afirmam que a carne aumenta o risco de a pessoa desenvolver alguns tumores, como o colorretal.
● O estudo feito por especialistas da ADA com 500 mil americanos mostrou que aqueles que comiam carne vermelha todos os dias morreram mais cedo do que quem comia esse alimento esporadicamente.

Troca Esperta

A nutricionista funcional daniela Jobst explica que embora a batata seja a “queridinha” da culinária, é possível substituí-la por inhame em algumas receitas.

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação
Batata-inglesa
É rica em carboidratos, logo, não deve ser combinada com arroz e macarrão para não formar uma mistura calórica. Embora sua casca contenha fibras, o hábito de descascá-la antes do preparo impossibilita o consumo desse nutriente.
Inhame
Possui um índice glicêmico mais baixo do que o da batata e pode ser utilizado em quase todas as receitas feitas com ela. Além disso, o tubérculo é anti-inflamatório, ou seja, ajuda na perda de peso e na eliminação da celulite.
Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação

Pizzaria em casa

Agora é possível fazer pizza em casa com gostinho de forno à lenha. O HomePizzas é um forno a gás que utiliza o calor de uma placa cerâmica refratária para assar a pizza, proporcionando o mesmo resultado dos fornos de barro. Tem o tamanho de uma panela de pressão, apenas 40 cm de diâmetro por 35 cm de altura, e assa uma pizza em cinco minutos. À venda por R$ 430.

“A gema do ovo, fonte de colina, melhora a velocidade de raciocínio. Já a clara é cheia de proteínas, principalmente de aminoácidos ramificados, que promovem o ganho de massa muscular”
Carina Boniatti, nutricionista funciona


Por que as pessoas que têm gota não podem comer grãos?

Luiz Renato Dalben, Erechim, RS

“A gota é uma doença caracterizada pelo aumento do ácido úrico no sangue, que pode ocorrer devido a uma maior produção ou a uma dificuldade de eliminá-lo pelos rins”, explica a nutricionista Lívia Nogueira. O excesso do ácido causa episódios súbitos de dor nas articulações. “Quem sofre dessa doença deve evitar alimentos ricos em purina que aumentam o ácido úrico”, diz Lívia. Grãos como feijão, ervilha e grão-debico entram nessa categoria e devem ser evitados.

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação

5 verdades sobre as sopas

1 As sopas de legumes e vegetais são ricas em vitaminas, minerais, fibras alimentares, antioxidantes e água, nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do organismo.
2 Contribuem para abastecer nossas necessidades diárias de água.
3 As mais saudáveis são aquelas naturais, feitas com grande variedade de legumes e vegetais.
4 Perdemos os nutrientes dos legumes e vegetais cozidos somente quando não aproveitamos a água do seu cozimento. Isso não acontece com as sopas, pois a água do cozimento é utilizada na receita.
5 Têm baixas calorias e são ricas em fibras, o que auxilia o emagrecimento.

Fonte: Revista Viva Saúde

São Paulo tem o primeiro hospital público especializado em transplantes do Brasil

Centro projeta ser referência no País em transplantes de órgãos e tecidos


As dependências do antigo Hospital Brigadeiro, localizado na zona sul de São Paulo, agora vão abrigar o primeiro Hospital público especializado em transplantes de órgãos e tecidos do Brasil.

Com um investimento de R$ 37,3 milhões, o Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, tem como meta em seu primeiro ano realizar mais de 600 transplantes. Dentre os principais são esperados 240 de rim, 200 de córneas, 48 de pâncreas, 100 de fígado e 48 de medula óssea.

Para o cirurgião plástico responsável pelo projeto, Nacine Salomão, um hospital com esta capacidade de atendimento traz esperanças para os pacientes que estão na fila de doação. “Devido ao aumento no número dos transplantes, o atendimento as pessoas em espera deve melhorar.”

Os melhores médicos estão lá

O projeto vai contar com nove salas de cirurgia e 153 leitos de internação, dos quais 21 de UTI, e 35 consultórios para acompanhamento ambulatorial dos pacientes. A população ainda terá a disposição, 80 médicos de diferentes áreas.

Salomão conta que os especialistas foram escolhidos com muito critério. “São médicos conceituados em seus setores, de muita experiência e competência. Temos aqui o melhor transplantador de rim do mundo, José Osmar Medina, entre outros médicos renomados no país e no continente”.

Juntamente com os transplantes, o Hospital se torna diferente dos demais devido ao centro de apoio que ele oferece. “O transplante é a etapa final de um processo que começa muito antes, com exames e o suporte para os pacientes. A parte fundamental para que um procedimento seja bem sucedido são exatamente esses, os realizados anteriormente”, diz Salomão.

Central 24 horas

Além de servir para o próprio Hospital Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, o centro vai ajudar outros importantes e conceituados Hospitais de transplantes que não tem condições de oferecer espaços de alta tecnologia e diversidade de serviços.

“O Hospital terá um laboratório de anatomia patológica que será referência nacional para biópsias de rim, com objetivo de avaliar a qualidade dos órgãos de doadores e realizar o acompanhamento dos pacientes transplantados”, observa o cirurgião.  Outro serviço será uma central 24 horas que irá funcionar no local, podendo emitir laudos à distância para centros de saúde e hospitais de todo o País, a partir do encaminhamento das lâminas pelas unidades solicitantes.

Apesar da grande capacidade de atendimento oferecida pelo Hospital, o cirurgião reconhece que ainda não é o suficiente para suprir a demanda. Porém as campanhas realizadas pelos governos juntamente com as mídias tem apresentado resultados satisfatórios, segundo Salomão. “Cada vez mais a população está se sensibilizando quanto às doações de órgãos. O importante é que as pessoas se conscientizem ainda com vida, para que a família não tenha dúvidas quando estiver numa situação de doação.”

Os projetos para o futuro também são ambiciosos, segundo o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. “Transformamos esta unidade em um hospital especializado de altíssima complexidade, com equipe extremamente especializada e ênfase nas cirurgias para transplantes de órgãos e tecidos, que certamente será referência para todo o Brasil”.

Fonte: Revista Viva Saúde

Equilibre seus hormônios

Em algumas fases da vida, como na puberdade, na menopausa e na andropausa, o corpo sofre profundas modificações. E tudo por causa dos hormônios. A boa notícia é que, com uma alimentação sob medida, é possível equilibrar de novo as funções do organismo.

Sem os hormônios, a manutenção da vida seria impossível. Isso porque estamos falando de mensageiros químicos produzidos pelo sistema endocrinológico — basicamente a partir de algumas glândulas espalhadas pelo corpo, como a hipófise, o hipotálamo, a tireoide e as suprarrenais — que regulam a função de praticamente todos os nossos órgãos. O detalhe é que, no decorrer da vida, a atividade dessas glândulas e sua ação sobre o organismo podem se alterar bastante. Então, se não desenvolvermos uma estratégia para compensar tanta instabilidade, o risco é sofrermos com sintomas desagradáveis.


Em cada fase da vida

Na puberdade, por exemplo, é o amadurecimento das glândulas hipotálamo e hipófise o que leva à estimulação e ao desenvolvimento das gônadas — testículos ou ovários. As glândulas sexuais, por sua vez, passam a produzir outros tipos de hormônios, conhecidos como esteroides sexuais — testosterona, estrogênio e progesterona — que provocam o aparecimento das características sexuais secundárias, além de tornar possível a reprodução.

Já durante o processo de envelhecimento, várias glândulas que compõem o sistema endócrino vão gradualmente reduzindo sua capacidade de produção hormonal. É o caso da glândula pineal, que diminui a produção de melatonina e acarreta, como consequência, uma modificação no padrão de sono.

Felizmente, existem terapêuticas indicadas para cada caso e que permitem tratar as causas e os sintomas das variações hormonais. “Graças aos avanços da engenharia genética, a maioria dos hormônios fundamentais ao bom funcionamento do corpo humano já pode ser sintetizada. Da mesma forma, os exames laboratoriais de dosagem hormonal estão cada vez mais sofisticados e precisos, permitindo diagnosticar as deficiências que precisam ser corrigidas”, explica Filippo Pedrinola, doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). É claro que adotar um estilo de vida saudável também faz diferença. A alimentação, em especial, pode ajudar a corrigir variações hormonais típicas de cada período da vida, aliviando os desconfortos. Saiba mais.

Reduzir a TPM


Entenda o problema.
Durante o período fértil, é a elevação nos níveis de progesterona e estrogênio o que permite que o corpo se prepare para uma possível gestação. porém, se o óvulo não é fecundado, a produção hormonal despenca e a menstruação acontece. É a diminuição significativa dos hormônios, uma semana antes da menstruação, que provoca os sintomas desagradáveis.

Inclua na dieta alimentos ricos em cálcio. “O consumo do nutriente ajuda a reduzir em até 54% o inchaço e as variações de humor”, garante a professora de nutrição da Escola Superior de Agricultura luiz de queiroz, Jocelem Salgado. para tirar proveito, é preciso ingerir três copos de leite por dia. Já os carboidratos complexos, como os cereais integrais (uma porção por dia), auxiliam na diminuição da ansiedade e da tensão. repor a vitamina B6 é outra boa estratégia. Ela está presente nas carnes, nas nozes, na banana e na batata. Duas bananas médias já oferecem a quantidade necessária de B6 que precisamos adquirir diariamente.

Risque do cardápio a cafeína, encontrada não apenas no café, mas também em chocolates, refrigerantes e até em alguns medicamentos. “Associada à mudança hormonal típica da fase, a cafeína agrava a instabilidade emocional”, explica Jocelem. O álcool é outro vilão, pois pode provocar dores de cabeça e até favorecer quadros de depressão. Da mesma forma, o sal precisa ser drasticamente reduzido. “O ingrediente corrobora com a tendência natural do organismo de reter mais líquidos”, alerta Jocelem. O excesso de açúcar é igualmente prejudicial. “Ao comermos muitos doces, o organismo diminui ainda mais os níveis de progesterona. Assim, agravamos os sintomas da tpM”, avisa a nutróloga Jane corona.

Evitar a acne na puberdade


Entender o problema.
A acne preocupa a maioria dos jovens e está relacionada ao aumento na produção dos hormônios sexuais. Isso porque esses mesmos hormônios aumentam a atividade das glândulas sebáceas. O excesso de oleosidade, por outro lado, favorece a obstrução dos poros e ainda cria, na pele, um ambiente propício para a proliferação de micro-organismos e para o surgimento de uma inflamação local, o que caracteriza a acne. “O problema atinge de 80% a 90% dos adolescentes. E, apesar de ser uma patologia relacionada ao aumento da atividade hormonal, diversos estudos comprovam sua relação com a alimentação.

Incluir na dieta os peixes ricos em ômega-3, como a sardinha, que possuem um potencial antiinflamatório. O ideal é consumi-los três vezes por semana. Na linha de frente do combate à acne devem estar as frutas e legumes de cores amarelada e alaranjada, como mamão, manga e batata-doce. Consuma uma unidade por dia. “Eles são ricos em betacaroteno, substância que ajuda a tratar processos inflamatórios. Além disso, são precursores da vitamina A, que atua para a saúde da pele”, explica Jocelem. Outra dica é consumir uma fruta cítrica diariamente, como laranja e goiaba, que promove uma espécie de faxina por dentro, graças à sua ação antioxidante.

Riscar do cardápio o excesso de carnes, leite e derivados. “Uma das causas da acne é a ação de um composto conhecido como dihidrotestosterona no organismo, um produto da testosterona. Só que ele também é encontrado em alimentos de origem animal, como leites e carnes”, esclarece a nutróloga Daniela Hueb. Fugir do chocolate também vai render uma dose extra de bem-estar. A explicação é simples: os alimentos com elevado índice glicêmico, como balas, bolachas e massas, estimulam a produção hormonal, em especial, de testosterona.

Equilibrar a Tireoide


Entender o problema.
A tireoide é a glândula responsável pela produção dos hormônios t3 (triiodotironina) e t4 (tiroxina), que regulam o metabolismo. quando não funciona corretamente, ela pode levar a inúmeras doenças. As mais comuns são o hipotireoidismo, situação caracterizada por uma produção hormonal baixa, e o hipertireoidismo, quando a quantidade secretada está acima dos níveis normais. O primeiro problema costuma provocar sintomas como dificuldades de concentração, desânimo e ainda aumenta os riscos de apresentar quadros de depressão. Já o hiperfuncionamento da glândula pode gerar ansiedade excessiva, irritação, inquietação, tremores, perda de peso rápida e insônia.

Incluir na dieta alimentos ricos em iodo para o bom funcionamento da tireoide. Uma dieta adequada deve fornecer 150 microgramas de iodo por dia, equivalente a 150 g de bacalhau ou de mexilhão. Outro elemento importante é o selênio. “Ele atua de maneira ativa na homeostase, garantindo a estabilidade da glândula”, diz Jocelem Salgado. Alguns alimentos ricos nesse composto são as castanhas, a carne vermelha (1 porção por dia) e a laranja (uma por dia).


Riscar do cardápio
o açúcar e os carboidratos simples, como arroz, pães e massas de farinha branca. Eles podem bagunçar a atividade da glândula. Isso porque, em uma reação natural, na tentativa de equilibrar o organismo depois de um pico glicêmico, o corpo produzirá quantidades maiores de hormônios tireoidianos. O consumo excessivo de óleos vegetais com gordura saturada, por outro lado, inibe a produção de hormônios da tireoide. Assim como repolho, brócolis, couve-debruxelas e couve-flor crus.

Aliviar os desconfortos da Gravidez

Entender o problema. A produção de progesterona e estrogênio aumenta muito durante a gestação. E não por acaso. Os dois compostos terão ação fundamental na preparação do corpo da mãe para abrigar e nutrir o bebê. Além disso, é no período que outros hormônios entram em ação, como a gonadotrofina coriônica. tantas mudanças podem provocar consequências físicas e emocionais. Alguns dos sintomas da fase são: prisão de ventre, azia, cansaço, enjoos, tonturas, inchaços, dores nas pernas e nas costas.

Incluir na Dieta os cereais integrais, que promovem uma sensação de saciedade prolongada e ainda ajudam o intestino a funcionar regularmente. O melhor é consumir de 2 a 3 porções por dia. para aliviar os enjoos, vale lançar mão de pelo menos uma fruta com gosto ligeiramente azedo por dia, como o abacaxi, a laranja e o limão. Elas são fontes de vitamina c, nutriente capaz de aumentar a absorção do ferro. para combater o inchaço, vale investir nos vegetais que possuem propriedades diuréticas. “É o caso da couve, da abóbora, da alface, do agrião e da salsinha”, explica a nutróloga Jane corona.

Riscar do cardápio grandes quantidades de café, chá-preto, chocolate, alimentos com corantes artificiais, pratos light e adoçantes. “Esses ingredientes podem agravar os desconfortos típicos da gravidez”, afirma a nutricionista Jocelem Salgado. Da mesma forma, procure não exagerar nos temperos com odor forte, como o alho.


Dar energia na andropausa

Entender o problema. Poucas pessoas sabem, mas os homens, assim como as mulheres, podem sofrer alterações metabólicas decorrentes da idade, provocadas principalmente pela diminuição gradativa na produção da testosterona. A síndrome é conhecida como andropausa. “Cerca de 50% dos homens com idade superior a 55 anos apresentam queda nos níveis de testosterona, se comparados aos jovens”, afirma Jocelem Salgado. Entre os sintomas mais comuns do problema estão o desânimo e o desinteresse por atividades do dia a dia, a diminuição da libido, a tendência à irritabilidade e à depressão e a perda de massa muscular.

Incluir na dieta 200 g de carnes magras, aves sem pele ou peixes, que são boas fontes de proteínas, fornecendo aos músculos a matéria-prima de que necessitam. Hortaliças e frutas são ricas em vitaminas e sais minerais que aumentam o pique. Faça pelo menos um prato raso de hortaliças em uma das refeições principais e coma de 3 a 5 frutas ao dia. O tomate é imprescindível, pois contém licopeno, substância que combate o câncer de próstata.

Riscar do cardápio as gorduras, as carnes como bacon e fígado, o leite e o requeijão integrais, os queijos amarelos e as frituras. O consumo de açúcar deve ser diminuído. “As células gordurosas são ricas em enzimas que convertem a testosterona em estrogênio, agravando a diminuição nos níveis de testosterona livre”, explica Sergio Klepacz, médico psiquiatra, autor do livro Equilíbrio hormonal e qualidade de vida (MG Editores). As bebidas alcoólicas representam perigo, já que fornecem muitas calorias e, quando consumidas em excesso, aceleram o processo de envelhecimento.


Diminuir os sintomas da menopausa

Entender o problema. Nessa fase, a quantidade de estrogênio produzido pelo organismo diminui drasticamente. O hormônio atua sobre os ossos, o coração e o cérebro. E é a sua falta o que provoca os sintomas mais comuns da menopausa: ondas de calor, suores, mudanças de humor, entre outros. O tratamento mais adotado para amenizar o problema é a terapia de reposição hormonal (TRH), mas seus efeitos colaterais incluem sangramento irregular e ganho de peso. Por isso, recorrer a uma dieta capaz de ajudar a regular os hormônios é uma alternativa interessante.

Incluir na dieta alimentos à base de soja. Eles contêm isoflavonas, compostos químicos de estrutura muito semelhante à dos hormônios e que são capazes de se ligar aos receptores de estrogênios. Outro fitoestrogênio de função parecida vem das sementes da linhaça dourada. “Elas são ricas em lignanas, substâncias que ajudam a reequilibrar as funções hormonais”, afirma Daniela Hueb. Para tirar proveito, é preciso consumir pelo menos uma colher (sopa) por dia. Outra orientação é começar as principais refeições sempre com um prato (sobremesa) de hortaliças, contendo brócolis, couve-flor, repolho ou couvemanteiga. “Esses alimentos melhoram os sintomas associados à depressão, evitam as ondas de calor e a insônia”, diz Jane.

Riscar do cardápio as gorduras saturadas, provenientes de queijos, carnes, embutidos, chocolates e sorvetes cremosos. “Alimentos de digestão mais difícil vão agravar os sintomas típicos da fase”, explica Jane. O mesmo vale para as bebidas alcoólicas, os alimentos com cafeína e os pratos condimentados.

Fonte: Revista Viva Saúde

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