Um vídeo sobre a importância da amamentação foi elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

O filme de vinte e dois minutos é voltado tanto para mães gestantes e que estejam amamentando, como para profissionais de saúde. Lançado em dezembro de 2009, o filme dá dicas de como amamentar, os cuidados com a mama desde a gravidez e traz ainda depoimentos de mães que amamentaram seus filhos, como Cássia Kiss, Claudia Leite e Maria Paula. Ao final, uma série de perguntas e respostas tira as dúvidas sobre o assunto. O filme foi produzido em Feira de Santana (BA) com mães usuárias dos hospitais do SUS, das unidades básicas de saúde e de clínicas privadas.

Quem quiser solicitar o vídeo ao Ministério da Saúde deve enviar um pedido por e-mail para a área crianca@saude.gov.br, com nome completo, profissão, finalidade que utilizará o vídeo e endereço completo.
Assista o vídeo!

Fonte:portal.saude.gov.br

Orientação nutricional para anemia

É necessário sabermos primeiro: 1) o que é ? Trata-se de uma doença onde podemos observar a diminuição dos , mais diretamente da quantidade de hemoglobina presente nas hemácias. A hemoglobina é uma proteína que contém o ferro na sua estrutura e transporta o oxigênio necessário para alimentar as células do organismo para produção de energia.alime-fj.gif Havendo diminuição na concentração de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina, os órgãos do corpo começam a receber menor volume de oxigênio, começando então a aparecer problemas físicos. A principal causa de é a deficiência de ferro no sangue.

2) Como a anemia é prevenida? Um dos principais focos é ter uma rica em ferro. Nunca esquecer que a anemia pode ser proveniente de outras causas como alguns tipos de ou outros problemas de produção ou perda exagerada.

Sabendo o que é anemia e como prevenir, podemos agora identificar os alimentos ricos em ferro. Alguns deles: Carne de vaca, peixe, gema de ovo, frango, feijão, soja, lentilha, grão-de-bico, espinafre, brócolis, couve e outros vegetais de folha verde escura.

A ingestão destes alimentos melhora a disponibilidade de ferro para o sangue, mas temos que nos atentar também com a questão do aproveitamento deste ferro pelo órgão produtor de sangue. Para isso devemos:

  • Quando consumir tomates, procure retirar as sementes pois elas influenciam na absorção do ferro no organismo;
  • Não use derivados de leite nas refeições principais, almoço e janta, (leite, creme de leite, queijo), pois eles interferem na absorção do ferro;
  • Durante ou após o almoço, consuma um alimento fonte de vitamina C, como frutas cítrica, pois essa vitamina facilita a absorção do ferro;
  • Tente diminuir a quantidade de alimentos industrializados presentes na sua dieta, como enlatados e chocolates;
  • O suplemento ferro em composição medicamentosa só deve ser tomado com orientação médica
  • Evite beber chá ou café durante as refeições;
  • O corpo armazena o ferro por alguns dias, portanto não é motivo de aflição se não conseguir ingerir quantidade ideal diariamente.

Não basta simplesmente comer alimentos ricos em ferro, é necessário melhorar as condições para a absorção do mesmo, assim podemos conseguir um melhor rendimento e aproveitamento deste importante componente.

Fonte: www.plugbr.net

Orientação nutricional para controle de Diabetes

Diabéticos não se descabelem. Dá para ter uma alimentação completamente normal tanto com a diabetes tipo 1 quanto com a diabetes tipo 2. Basta saber das limitações (claro, elas existem!) e se beneficiar dos produtos diet que aparecem todos os dias nos supermercados, farmácias, lojas especializadas… Apenas um lembrete: alimentos para diabéticos são isentos de açúcar, mas apresentam muitas calorias, gordura, etc. Então, se você é diabético e pretende fazer dieta, fique atendo ao rótulo dos alimentos e veja se a quantidade de calorias não é muito alta. Siga atentamente as recomendações abaixo, sua saúde agradece, e seu endocrinologista também.

1. Procure se alimentar em horários regulares. O ideal é que se faça de 05 a 06 refeições por dia, alimentando-se de 03 e m 03 horas.

2. Use adoçante em substituição ao açúcar, mas pequenas quantidades: stévia, aspartame, sucralose, frutose, sacarina e ciclamato (cuidado com estes, caso também seja hipertenso, ele tem sódio em sua composição).

3. Atenção quando utilizar alimentos dietéticos. Os alimentos DIET são aqueles que não contem açúcar, mas devem ser usados com moderação, pois podem ser muito calóricos. Os alimentos LIGHT são aqueles que contém menor quantidade de calorias, porém podem conter açúcar.

4. As sobremesas dietéticas podem ser ingeridos com moderação.

5. Leia sempre os rótulos dos alimentos industrializados, pois eles podem conter: açúcar, sacarose ou glicose. Os alimentos a seguir são PROIBIDOS para os diabéticos tipo 1 (dependentes de insulina), porém podem ser ingeridos de forma moderada por diabéticos tipo 2: açúcar, mel, rapadura, melado, garapa, balas doces, bolos, chocolates, bombons, refrigerantes, tortas, pudins, sorvetes, pães, doces, farinha Láctea, mucilon de milho e de arroz, cremogema, sustagem e outros. Procure orientação antes de consumir um produto que você tenha dúvida.

6. Utilize sempre carnes magras nas suas refeições. Retire a pele das aves, o couro dos peixes e a gordura aparente das carnes. Dê preferências às preparações grelhadas, assadas, cozidas ou ensopadas às frituras. Evite alimentos gordurosos como torresmo, feijoada, bacon, alimentos defumados, margarina, manteiga, requeijão.

7. Evite o consumo de alimentos ricos em sal: carne de sol, mortadela, lingüiça, queijos curados, enlatados. Temperar as saladas com limão, vinagre e temperos naturais como salsinha, orégano, cebolinha, manjericão, etc.

8. Substituía a gordura animal por óleos vegetais (canola, azeite extra-virgem, girassol, milho, soja, etc.).

9. Faça uso regular da soja e derivados.

10. Evite ingerir bebidas alcoólicas.

11. Procure ingerir de 2 a 3 litros de líquidos por dia (chás, sucos, água).

12. Controle o seu peso, pois a obesidade contribui para a elevação da pressão arterial.

13. Cultive hábitos saudáveis: pratique uma atividade física (com orientação de um profissional), faça uso de alimentos ricos em fibras (frutas com casca e bagaço, legumes e verduras de folha, cereais integrais, dê preferência aos alimentos naturais aos industrializados.

14. Após a atividade física faça um pequeno lanche para evitar a hipoglicemia.

15. Não deixe de utilizar corretamente a insulina ou os hipoglicemiantes orais.

16. Se sentir tremores, visão embaraçada, palpitação ou batimentos fortes no coração, suor frio exagerado: poderá ter uma crise de hipoglicemia. Coma ou beba algum alimento com açúcar (bala, refrigerante).

Alimentos que devem ser evitados:
Açúcar, mel, doces de qualquer tipo (bolo, pudim, sorvete, dentre outros), geléias, refrigerantes, sucos artificiais com açúcar, bebidas alcoólicas.
Alimentos que devem ser controlados:
Arroz, massas em geral, batata, mandioca, cará, inhame, batata baroa, pães, biscoitos, farinhas, feijão, óleos, margarina, frutas (manga, caqui, melancia, abacate, etc.).

Fonte: www.plox.com.br

Versões da doçura

Na verdade, o termo açúcar designa toda uma família de carboidratos simples, que reúne um menor número de moléculas de glicose. Veja os principais tipos:

Glicose

A molécula aparece em tudo quanto é açúcar, mas é ingrediente de destaque em produtos feitos à base de milho, muito usados na culinária.


Frutose

É a substância encontrada naturalmente nas frutas e no mel. Seu poder adoçante é bem superior ao da sacarose, por isso faz sucesso na indústria.


Lactose

Trata-se do açúcar do leite, e, claro, sua única fonte são os mamíferos. É bem famoso porque há muita gente que não o tolera, por não conseguir digeri-lo.


Sacarose

O açúcar refinado, o mascavo e o cristal são bons exemplos de sacarose. Quimicamente falando, trata-se de uma junção de glicose e frutose.

Fonte: saude.abril.com.br

Açúcar na medida

Dá para consumi-lo sem culpa. A receita para isso é economizar nas colheres e ficar atento aos alimentos que escondem o ingrediente em sua fórmula



A notícia caiu como uma bomba. E, apesar de esse chavão remeter a armamentos, o que cabe aqui, no nosso caso, é uma outra bomba, aquela que vem recheada com generosas porções de creme e coberta com chocolate. Pois bem, a tal novidade acaba de ser publicada no respeitado periódico científico Journal of the American Medical Association e mostra um forte elo entre o excesso de alimentos açucarados e o risco de aterosclerose. Para chegar a essa amarga conclusão, cientistas da Universidade Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos, analisaram hábitos de 6 113 voluntários. Entre aqueles que exageravam nos doces, as taxas de triglicérides se encontravam elevadas.

A mesma turma apresentou níveis baixos de HDL, o bom colesterol. “A relação inversa entre essas duas frações gordurosas serve de base para a formação de placas nas artérias, que dificultam a passagem livre do sangue”, concorda o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração, em São Paulo.

Para azedar um pouco mais essa receita perigosa ao coração, existe um ingrediente que atende pelo nome de AGEs. A sigla se refere a um processo que leva à caramelização das células. Isso acontece porque as moléculas de glicose têm afinidade com certos tipos de proteína. “Quando existe açúcar sobrando na circulação, aumenta o risco de ele se grudar a essas proteínas e formar compostos caramelados, ou AGEs”, explica o médico. Grudentos, eles colam na parede celular que recobre a parte interna das artérias — assim como a bala adere ao dente —, prejudicando a elasticidade dos vasos, o que funciona como estopim para o disparo da pressão arterial. Esse verdadeiro puxa-puxa celular também é acusado de levar ao envelhecimento precoce, sem falar que as articulações ficam mais vulneráveis a encrencas inflamatórias, por exemplo.

Se ao ler estas linhas você já está de pé, prestes a esvaziar a bonbonnière e mandar para o lixo aquele pedaço de torta de morango, é melhor tomar um copo de água — água com açúcar! — para se acalmar. Saiba: o que faz tudo desandar é o exagero. “Nos últimos 150 anos, o homem passou a consumir 12 vezes mais doces”, afirma Lopes.

Nem é preciso ser um expert para decifrar o porquê dessa quase compulsão da humanidade pelo gosto adocicado. Além de agregar sabor e textura às preparações, ele agrada o paladar de qualquer um, desde os bebês que desfrutam da lactose do leite materno até as vovós que recorrem ao bolo de fubá quando recebem os netos para o chá da tarde. “E é claro que não é necessário banir completamente os alimentos adocicados da dieta”, enfatiza o endocrinologista Márcio Mancini, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “O segredo é reduzir as doses açucaradas”, sugere. Tenha certeza de que, se comer na medida certa, além de desfrutar de tantas delícias, sua saúde vai sair ganhando — e muito.

“Muitas pessoas gostam de comer o açúcar puro, e, em alguns casos, a maioria delas desesperada.” Assim o francês Jean-Antheme Brillat-Savarain (1755-1826), considerado o pai da gastronomia, descreve um pouco da fome dos europeus pela substância, que, como você viu, era “prescrita” como elixir por lá. Aqui no Brasil, o apetite por doces também é antigo, como retratou o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987): “O açúcar adoçou tantos aspectos da vida brasileira que não se pode separar dele a civilização nacional”.

“Por causa da fartura de cana, a nossa culinária é mais adocicada do que deveria”, observa a nutricionista Raquel Botelho, professora da Universidade de Brasília. Goiabadas, marmeladas, bananadas e outras tantas delícias típicas não precisariam ser tão açucaradas, mas o paladar verde-amarelo moldou-se dessa maneira. Por isso mesmo, não há de causar estranheza a informação trazida por Mariana Del Bosco, nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso): “Pesquisas sobre hábitos alimentares da população brasileira indicam que consumimos três vezes mais açúcar do que o recomendado”, revela.

Errar a mão e exagerar na dose também tem muito a ver com a doçura escondida na comida industrializada. Como você observa, logo acima, o refrigerante pode ocultar até 37 gramas de açúcar. Então, se apenas uma latinha já atinge quase a cota diária, imagine se somarmos outros itens doces devorados ao longo do dia? “O excesso provoca uma elevação rápida da glicose no sangue”, responde a endocrinologista Anete Hannud Abdo, do Projeto de Atendimento ao Obeso, da USP. Esse aumento faz o pâncreas produzir e liberar mais insulina, o hormônio responsável pela passagem da glicose para as células dos vários tecidos do corpo. Acontece que, quando a fabricação desse hormônio se dá de forma, digamos, desmedida, o pâncreas acaba sobrecarregado e o diabete do tipo 2 pode dar as caras.

“Um estudo publicado no American Journal of Public Health, com 91 249 mulheres, mostrou que aquelas que bebiam um ou mais copos de refrigerante por dia apresentavam duas vezes mais risco para o diabete do que as que tomavam menos de um copo por mês”, conta Anete. Sem falar que os picos de insulina também estão por trás do ganho de peso e propiciam o acúmulo de gordura visceral. E, assim, o enredo da história continua com o sabor do fel. Afinal, por mais jocosa que possa parecer a barriga de chope, de inofensiva ela não tem nada. “O tecido adiposo da região abdominal é capaz de interferir na produção de substâncias que causam inflamações”, explica o professor Márcio Mancini.

Novamente quem está no alvo é o coração. Isso porque, quanto maior o número desses tipinhos inflamatórios dando sopa no sangue, maior a propensão para a aterosclerose, a formação de placas de gordura nas artérias. Como você acaba de perceber, numa espécie de círculo vicioso, voltamos ao assunto tratado no começo desta reportagem e é de lá que vamos resgatar outra informação: não é preciso banir o açúcar. “Na nutrição moderna não existem vilões. Esse conceito de proibição está completamente ultrapassado”, sentencia Gisele Goveia, nutricionista do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Para reduzir o açúcar no dia a dia, a dica é ficar atento aos produtos industrializados. “De nada adianta não adoçar o café e exagerar nos biscoitos doces”, exemplifica a química Sandra Cruz, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Esalq, em Piracicaba, no interior paulista. Outra sugestão é reeducar o paladar. “O processo pode ser demorado, mas vale a pena experimentar sucos, chás e até bons cafés in natura”, diz Raquel Botelho.

Para reduzir o açúcar no dia a dia, a dica é ficar atento aos produtos industrializados. “De nada adianta não adoçar o café e exagerar nos biscoitos doces”, exemplifica a química Sandra Cruz, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Esalq, em Piracicaba, no interior paulista. Outra sugestão é reeducar o paladar. “O processo pode ser demorado, mas vale a pena experimentar sucos, chás e até bons cafés in natura”, diz Raquel Botelho.Na hora de botar o avental e ir para a cozinha, o recado é incluir mais frutas e sucos naturais nas receitas de bolos e outras preparações. “Adicionar uma pitada de sal aos doces ajuda a realçar o dulçor”, ensina, ainda, Flora Spolidoro. Outro ensinamento precioso vem da nutricionista Thais Arthur, do Hospital das Clínicas de São Paulo: observe os rótulos! “Na lista de ingredientes, se a palavra açúcar estiver na primeira posição, significa que há grande concentração dele”, diz.

A nutricionista Josefina Bressan, da Universidade de Viçosa, no interior de Minas Gerais, indica o consumo de alimentos adocicados que tragam junto boas doses de fibras. “Dessa forma a liberação de glicose é mais lenta, o que poupa o organismo dos picos de insulina”, explica. A professora ressalta, também, que é melhor ingerir com moderação os produtos industrializados com frutose na fórmula. “Estudos mostram que essa substância faz aumentar ainda mais as taxas de triglicérides”, revela. Sua colega Evie Mandelbaum, especialista em cardiologia pelo Incor, acrescenta: “Além de ficar de olho no açúcar, lembre-se de que as melhores escolhas são as que têm pouca gordura”. E, finalmente, vale analisar se a compulsão por doces não tem fundo emocional. Um bombom para aliviar o estresse é muito bem-vindo porque ajuda na produção de substâncias prazerosas, mas jamais caia na tentação de comer a caixa inteira.

Doce viagem

Alguns dizem que a cana-de-açúcar é originária do Pacífico Sul, outros defendem que é da Índia. O fato é que a planta foi levada para a Europa no século 13 e fez muito sucesso. O açúcar era um artigo exótico e, portanto, caríssimo. Além de desbancar o mel na confeitaria, também atuava como remédio — quem diria! Ele só se tornou popular após o século 16, a partir da criação dos primeiros engenhos na América, sobretudo aqui no Brasil.

Ranking açucarado

Para evitar excessos, vale ter cautela diante do açucareiro e moderação com os alimentos que já carregam no ingrediente, como os que você vê a seguir:

1º Refrigerante tipo Cola
1 lata (350 ml) tem 37 gramas de açúcar, ou 2 1/2 colheres de sopa

2º Iogurte de frutas
1 pote (170 g) tem 30 gramas de açúcar, ou 2 colheres de sopa

3º suco de laranja industrializado
1 copo (200 ml) tem 26 gramas de açúcar, ou quase 2 colheres de sopa

4º Bolo de chocolate
1 fatia (80 g) tem 20 gramas de açúcar, ou 1 1/2 colher de sopa

5ª Granola

¾ de xícara (50 g) têm 17 gramas de açúcar, ou 1 colher de sopa cheia

6º Sorvete de morango e…
1 bola (60 g) tem 14 gramas de açúcar, ou 1 colher de sopa

6º … achocolatado
1 colher (20 g) tem 14 gramas de açúcar, ou 1 colher de sopa

7º Cookies e…
3 unidade (32 g) têm 10 gramas de açúcar, ou 1/2 colher de sopa

7º… barrinha de cereais
1 unidade (28 g) tem 10 gramas de açúcar, ou 1/2 colher de sopa

8º Ketchup
1 colher (15 g) tem 4 gramas de açúcar, ou 1/4 colher de sopa

Acerte nas colheradas

A Organização Mundial da Saúde sugere, no máximo, 10% das calorias diárias de açúcar, ou seja, em uma dieta padrão de 2 mil calorias, o consumo deve ser de até 200, o que equivale a 50 gramas ou
3 colheres de sopa.

Tem açúcar na fórmula

Nem sempre os grânulos açucarados que recobrem os alimentos ficam evidentes. Por isso é fácil entornar o ingrediente no cardápio cotidiano e ultrapassar as recomendações. Há certos itens que jamais levantariam suspeitas de contê-lo, caso dos molhos de soja e daqueles do tipo italiano que temperam as saladas. “O açúcar realça o sabor de produtos salgados, atenua a acidez e colabora para a estabilidade na mistura de óleos”, revela a nutricionista e chef Flora Spolidoro, da Day by Diet, em São Paulo. Daí ser quase onipresente.

Para adoçar o café ou o bolo?

Conheça os atributos dos diferentes tipos de açúcar

Mascavo
De cor caramelo ou marrom, ele é obtido das primeiras extrações da cana e por isso costuma oferecer pitadas de minerais como o fósforo e o cálcio.

Demerara
Ele é extraído do melado e tem coloração marrom. É usado como açúcar de mesa, mas empedra com facilidade. Também traz minerais na composição.

Cristal
Graças à sua granulação, é usado para a preparação de doces e até para adoçar cafés. No quesito minerais, perde feio para as versões escuras.

Refinado
O mais comum e mais branquinho dos açúcares. Ele passa por processos físicos e químicos que alteram sua textura e coloração.

Confeiteiro
Por ser finíssimo, é perfeito para bolos e outros doces. Como pode conter amido em sua composição, não serve para cafés e sucos.

Xarope de glicose
Costuma ser obtido do amido de milho e é muito utilizado para conferir mais cor aos alimentos.

Açúcar invertido
Trata-se da modificação da estrutura molecular da sacarose. O resultado é um açúcar mais solúvel, que faz sucesso na indústria no preparo de balas e doces.

Mistura para acalmar

Um copo de água com açúcar em momentos de tensão pode, sim, surtir efeito, principalmente entre as crianças. É o que revela um estudo recém-publicado na revista Archives of Disease in Childhood. Os cientistas comprovaram essa eficácia em bebês durante a vacinação. “O efeito calmante está relacionado com a sensação de recompensa, que é mediada por opioides no cérebro”, explica o neurocientista Renato Malcher-Lopes, da UNB. Os tais opioides são substâncias por trás de sensações de bem-estar e atenuam a ansiedade. Vale lançar mão do recurso, mas não é por isso que você vai exagerar com a doçura.

Fonte: saude.abril.com.br

Receitas com farinha de berinjela

Além de caldos e sopas, a farinha de berinjela ainda pode entrar em outras preparações. Veja algumas receitas elaboradas pela nutricionista funcional Priscila Cardoso Meirelles, de São Paulo.

1 – Pasta de atum e farinha de berinjela

• 1 lata de atum light (em água) – escorrer o excesso de água
• 2 colheres de sopa de requeijão light ou creme de soja
• 1 colher de sopa de farinha de berinjela
• Salsinha a gosto

Modo de preparo

Misture tudo e sirva com torradinhas.

2 – Omelete de legumes

• 2 ovos inteiro
• 1 colher de sopa de farinha de berinjela
• Cebola e pimentão picados
• Tomate picado
• Cenoura ralada
• Folhas de beterraba
• Salsa, orégano, manjericão, pimenta vermelha e outros temperos naturais
• Sal e óleo de oliva extravirgem

Modo de preparo

Bata os ovos a mão. Misture a farinha de berinjela. Em seguida, coloque todos os legumes e folhas picados com os ovos batidos e a farinha de berinjela e tempere. Unte uma frigideira com um pouco de óleo e coloque o preparado. Tampe até o ovo ficar cozido. Use fogo baixo. Se preferir refogue a cebola e o pimentão antes de acrescentá-los aos ovos.

3 – Bolo de aveia, maçã e passas de uva

• 2 maçãs sem casca e sem semente picadas
• Meia xícara de chá de passas de uva sem semente
• 1 colher de chá de canela em pó
• Meia xícara de chá de suco de limão
• Meia xícara de chá de margarina sem sal
• 1 xícara de chá de açúcar mascavo
• 1 xícara de farinha de trigo
• Meia xícara de chá de farinha de berinjela
• 1 xícara de chá de aveia em flocos finos
• 1 xícara de chá de água morna
• 1 colher de sopa de fermento em pó
• 3 ovos inteiros

Modo de preparo

Em uma tigela, junte as maçãs, as passas, a canela e o suco de limão. Reserve. Bata a margarina, o açúcar e os ovos até formar um creme. Acrescente um pouco da água, a farinha de trigo e de berinjela e a aveia. Misture e observe a consistência (não pode ficar muito mole). Se necessitar coloque o restante da água. Acrescente a mistura com as maçãs e mexa bem. Por último acrescente o fermento e misture lentamente sem bater. Leve ao forno para assar.

Farinhas funcionais

Conheça outros tipos

Farinha de linhaça
Há duas versões: a dourada e a marrom. Fonte de fibras, proteínas e ômega-3, elas baixam o colesterol,
melhoram o trânsito intestinal e diminuem o risco de tumores. Podem entrar em cena no arroz e feijão, em iogurtes, frutas, saladas, pães e bolos.

Farinha de maracujá
Originária da casca, da polpa e até da semente da fruta, tem  efeito calmante e restringe a absorção de gorduras. A recomendação é consumi-la à noite para espantar a insônia ou pela manhã para aplacar a ansiedade e até ajudar a equilibrar os níveis de glicose.

Farinha de uva
Vem da casca de uvas vermelhas e, por isso, é rica em antioxidantes, como o resveratrol, que ajudam a proteger as  artérias. O produto é mais eficaz quando utilizado à noite e dá
para associá-lo a iogurtes, leite, sucos, bolos e tortas.

Farinha de banana verde
É campeã em amido resistente, com 84% desse carboidrato duro
na quebra, que tem propriedades semelhantes às das fibras. Assim, estimula a flora intestinal, acabando com a constipação,
desengordurando os vasos e facilitando o emagrecimento.

Fonte: saude.abril.com.br

Farinha de berinjela ajuda a emagrecer

Esse ingrediente também regula o funcionamento do intestino e protege o coração

Em um passado distante, imagine só, a berinjela foi acusada de provocar demência e epilepsia. Aos poucos, derrubou mitos e conquistou algumas das principais cozinhas do mundo, como a italiana, a francesa e a árabe. Hoje, completamente reabilitada em matéria de nutrição, ela caiu no gosto dos pesquisadores, atentos às suas propriedades funcionais. Nesse cenário, um novo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constatou que sua farinha, um produto ainda pouco comum no mercado, proporciona diversas vantagens à saúde, além de combater aquela barriguinha indesejada.

Ao longo de 60 dias, os investigadores cariocas acompanharam 14 voluntárias acima do peso. Todas foram orientadas a seguir uma dieta. “Mas, no grupo que consumiu a farinha de berinjela, observamos uma maior diminuição da circunferência do abdômen, com a redução da gordura visceral, que está associada ao diabete tipo 2 e a doenças cardiovasculares”, conta a nutricionista Glorimar Rosa, coordenadora do trabalho. Essas participantes ingeriram 2 colheres de sopa do preparo duas vezes ao dia, de manhã e à noite ou durante as principais refeições.

O produto ainda foi capaz de derrubar os níveis de colesterol ruim, triglicérides e, inclusive, ácido úrico, substância que, além da conta, favorece inflamações e dores articulares. “Diferentemente do chá e do suco de berinjela, que não se mostraram eficientes para baixar o colesterol durante os testes, a farinha apresentou bons resultados em função de sua maior concentração de fibras”, afirma a pesquisadora. “Acreditamos que sua grande vantagem é o alto teor dos tipos solúveis, que limitam a concentração de gordura no sangue e ainda promovem saciedade”, aponta Glorimar.

Como o legume é rico em água, 1 quilo do fruto fresco rende apenas 100 gramas da farinha. Em comparação à sua matéria-prima propriamente dita, o produto talvez só peque pela perda de algumas vitaminas e de seu poder antioxidante. De acordo com a nutricionista Priscila Meirelles, de São Paulo, a berinjela é rica em vitaminas A, do complexo B e C, sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro, e flavonoides, compostos antioxidantes presentes na casca que ajudam a afastar doenças como o câncer. Tem mais: é praticamente livre de gorduras.

Apesar de a farinha carregar uma maior concentração de sódio, essa quantidade ainda é bem mais baixa do que a oferecida por qualquer pacote de salgadinhos. Assim, ela está liberada para hipertensos. “A única ressalva é o fato de que, após a ingestão da farinha, há um aumento na formação de radicais livres”, nota Glorimar Rosa. “Por esse motivo, recomendamos consumir, logo depois, uma fruta cítrica, rica em vitamina C”, orienta. Isso porque o nutriente das laranjas e companhia é antioxidante e neutralizaria esse efeito, digamos, colateral.

Mudanças radicais

Ao ingerir a farinha com iogurte desnatado de manhã e à noite, além de caminhar e manter uma dieta de baixa caloria, a auxiliar administrativa Daise de Menezes Vieira, de 51 anos, perdeu 10 quilos depois dos dois meses em que participou do estudo na UFRJ. “Além de emagrecer, comecei a me sentir mais disposta. O intestino passou a funcionar direito e até recebi vários elogios”, conta. Para sua colega de experimento, a corretora Rosângela Ferreira Cardozo, de 50 anos, o número do manequim diminuiu com a eliminação de quase 8 quilos. Além disso, a farinha de berinjela a ajudou a controlar sua compulsão por guloseimas. “Era o meu ponto fraco nas dietas, porque beliscava doces o tempo inteiro”, diz.

Segundo Rosângela, mesmo quem faz cara feia para a berinjela pode provar a farinha sem medo. Ela não tem sabor acentuado e, no aspecto, lembra a farinha de mandioca. Embora já seja produzida industrialmente, é possível prepará-la em casa, de forma semelhante à de um tomate seco. Basta desidratar o fruto no forno a 200 graus por duas horas e, em seguida, bater tudo no liquidificador ou no processador. Ao comprar a berinjela, selecione os exemplares com casca lisa e brilhante, sem manchas amarronzadas. A farinha obtida tem o prazo de validade de um ano quando bem armazenada e afastada da luz. Se preferir o produto pronto, você encontra no mercado potes de 100 gramas.

Fonte: saude.abril.com.br

Sobrepeso e obesidade já atingem quase metade da população brasileira, conclui pesquisa do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde acaba de divulgar que a soma dos índices de sobrepeso e obesidade da população brasileira avançou expressivamente de 2006 a 2009: de 42,7% para 46,6%. O percentual de obesos, por exemplo, subiu de 11,4% para 13,9%, numa escalada que vem preocupando as autoridades da saúde e a classe médica. A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) entrevistou 54 mil adultos.Segundo os dados da Vigitel 2009, o sobrepeso já atinge 51% dos homens e 42,3% da população feminina. Entre indivíduos do sexo masculino o quadro é mais comum a partir dos 35 anos, chegando a 59,6% na faixa etária de 55 aos 64 anos de idade. Entre as mulheres, o índice passa de 24,9%, na faixa dos 18 aos 24 anos, para 52,9% (45 aos 54 anos), ou seja, chega a mais do que o dobro.

Quando se fala em obesidade, entre homens a prevalência quase triplica no grupo dos 18 a 24 anos (7,7%) comparado com a faixa etária dos 55 aos 64 anos (19,9%). Quando se trata da população feminina, o índice pula de 6,2% para 21,3% entre as duas faixas etárias.

“O Brasil não está isolado nessas estimativas”, comenta a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, referindo-se à tendência mundial. Segundo ela, os dados são “um reflexo da queda no consumo de alimentos saudáveis e substituição deles por produtos industrializados e refeições pré-prontas”.

Especialistas no assunto afirmam que o sobrepeso e a obesidade estão relacionados a fatores genéticos, mas alertam para a influência significativa de maus hábitos no decorrer da vida: sedentarismo e padrões alimentares não saudáveis. Eles podem levar também diversas doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares etc.

Leia sobre Vigitel 2008.

Fonte: Agência Saúde

Afinal, o que é colesterol?

Não se deixe impressionar pela má fama que o colesterol adquiriu. Todas as células do nosso corpo precisam dele. Uma de suas funções é regular a fluidez das membranas celulares, o que facilita a entrada e a saída de substâncias. No tecido nervoso, por exemplo, isso interfere na troca de informações entre os neurônios. O colesterol também é matéria-prima para a produção de hormônios, dos sexuais (testosterona e progesterona) ao cortisol, liberado pelas suprarrenais em situações de estresse. Participa da síntese de vitamina D, que auxilia o cálcio a se fixar no esqueleto, além dos ácidos biliares, utilizados na digestão das gorduras. Porém, a grande prova de seu valor é que o organismo fornece a maior parcela dele: 70% do colesterol são produzidos pelo fígado. O restante vem da alimentação, exclusivamente de produtos de origem animal.
Logo, colesterol não é sinônimo de doença. Mas podem surgir problemas quando a quantidade em circulação ultrapassa o necessário. O excedente tende a se depositar nas paredes dos vasos, dando origem – agora sim! – a uma doença que recebe o nome de aterosclerose. De evolução lenta e silenciosa, ela se caracteriza pela presença de placas de gordura que endurecem o vaso e estreitam a passagem do sangue no seu interior. Resultado: a irrigação de determinado órgão é comprometida. Tudo vai depender do local obstruído pela placa. Se for na artéria coronariana, há risco de infarto do miocárdio, a morte do tecido cardíaco por falta de irrigação. Sendo na carótida, por onde o sangue chega ao cérebro, pode ocorrer um derrame. Insuficiência renal, insuficiência vascular periférica e até mesmo disfunção erétil também aparecem na lista de estragos. Fora isso, níveis altos de colesterol podem aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer, que acarreta a morte de neurônios, como demonstrou um estudo da Organização Kaiser Permanente, nos Estados Unidos, que acompanhou quase 10 mil pessoas durante 40 anos.

HDL e LDL, os tipos principais

Uma descoberta que valeu aos cientistas Brown e Goldstein um Prêmio Nobel, em 1985, revelou a existência de partículas encarregadas de transportar o colesterol, já que ele não se dissolve no sangue. As lipoproteínas de baixa densidade (LDL) levam o colesterol do fígado, onde é produzido, e do intestino, onde é absorvido, até os tecidos; enquanto as lipoproteínas de alta densidade (HDL) recolhem o que não foi aproveitado e despejam no fígado para ser processado. Em função dessas tarefas, a fração LDL foi considerada a mais perigosa e ganhou o apelido de “mau colesterol”. No entanto a culpa não é só dela. “A LDL é uma partícula perfeita, que também carrega proteínas e vitaminas para as células”, explica o cardiologista Andrei Sposito, da Universidade de Brasília. “Mas por ação de fatores como o fumo e a pressão alta, ela se degrada, gruda na parede dos vasos e fica ali retida como espinho no dedo”. Quanto à fração HDL, estudos mostraram que além de remover o colesterol excedente, ela ainda tem a capacidade de evitar a degradação da LDL. Por isso, o HDL é considerado o “bom colesterol”. Logo, para a saúde, o melhor é manter a fração LDL baixa e a HDL alta.

Check-up

Como a aterosclerose evolui sem provocar sintomas, para saber se corre perigo você deve conhecer o seu Perfil Lipídico. Este exame de sangue dosa o colesterol total e suas frações e o triglicérides, outra gordura que em excesso obstrui os vasos. É recomendado aos adultos a partir dos 20 anos e, em caso de obesidade ou histórico familiar de colesterol elevado, crianças desde os 10 anos de idade. Se o resultado for normal, ele deve ser repetido a cada cinco anos. Havendo alteração, a periodicidade será estabelecida pelo médico. Os níveis considerados normais neste exame são:

Colesterol total (HDL + LDL): menor que 200 mg/DL

LDL: menor que 100 mg/DL

HDL: maior que 40 mg/dL (homens) e 50 mg/DL (mulheres)

Triglicérides: menor que 150 mg/DL

Se estiver alto: o médico deve estimar seu risco de sofrer um infarto ou derrame, avaliando outros fatores de risco como pressão arterial, fumo, diabetes, sedentarismo, obesidade e antecedente familiar. Se achar necessário, pode solicitar outros exames, como proteína C-reativa (indica inflamações nas artérias), escore de cálcio (tomografia sem contraste das coronárias), ultrassom da carótida ou até o cateterismo cardíaco.

Fonte: www.revistavivasaude.uol.com.br

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