Castanhas um punhado de muita saúde

Uma porção diária de nozes, amêndoas e afins garante um coração mais protegido, combate o envelhecimento precoce e ajuda a aplacar a fome. Não saia de casa sem o seu kit.

Difícil deixar de associá-las a celebrações. Castanhas, amêndoas e nozes não podem faltar a qualquer mesa de aperitivo que se preze. Por influência dos países do hemisfério norte, onde a colheita acontece no outono e no inverno, os brasileiros também criaram o hábito de devorá-las nas festas de fim de ano. Mas, apesar de acompanharem a comilança de doces e petiscos gordurosos, essas oleaginosas estão longe de comprometer a saúde. Ao contrário. Não é de hoje que a ciência investiga — e comprova — seus benefícios para o organismo.

Um levantamento que acaba de ser conduzido na Universidade Loma Linda, nos Estados Unidos, sugere que a ingestão diária de 67 gramas de castanhas e companhia, o que dá aproximadamente dois punhados, reduziria o LDL, o mau colesterol, em 7,4%. As concentrações de triglicérides chegaram a cair até 10%. “Isso é resultado da grande quantidade de gorduras monoinsaturadas que esses alimentos fornecem”, explica Joan Sabaté, chefe do Departamento de Nutrição da universidade, que revisou 25 estudos sobre o assunto, realizados em sete países.

Esse ácido graxo, presente também no azeite de oliva, é responsável por varrer as moléculas de colesterol das artérias e nos proteger de infartos e derrames. “Ele deve corresponder a 20% de todas as calorias que uma pessoa consome”, afirma a nutricionista Anna Carolina Di Creddo Alves, do Instituto do Coração, em São Paulo.

Os especialistas brasileiros só discordam da pesquisa americana em um ponto: a quantidade. “Não há dúvida de que as oleaginosas entram na lista de boas escolhas alimentares, mas 67 gramas todos os dias, para alguns, pode ser um exagero”, acredita Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração, na capital paulista. Assim, justifica o médico, fica difícil balancear a dieta. “O ideal seria comer no máximo 30 gramas, para não aumentar demais o consumo de gordura nem de calorias”, recomenda a nutricionista Silvia Cozzolino, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. E não faltam registros de que, mesmo em doses menos generosas, a turma das castanhas é capaz de manter o coração batendo cheio de vigor. Para facilitar a sua vida, seguimos as orientações desses experts e preparamos um kit cheio de vitaminas, minerais e gorduras do bem. Além de saboroso, ele fornece menos de 200 calorias e garante sua dose diária de saúde aonde quer que você vá.

Já existem indícios de que a gordura monoinsaturada, que se tornou célebre por brecar o surgimento de doenças cardiovasculares, pode acelerar o processo de emagrecimento. Mais que isso: o ácido graxo presente nas oleaginosas agiria diretamente na barriga. Universidades europeias mostraram, por exemplo, que 2 colheres de azeite de oliva deixam a silhueta mais fina. E essa não é uma questão meramente estética. O tecido gorduroso que se acumula na região abdominal contribui para o surgimento do diabete e, ao lado da hipertensão e do colesterol alto, faz parte de um conjunto de problemas que recebeu o nome de síndrome metabólica — um mal que diminui a expectativa de vida e tem deixado os médicos alertas. “A monoinsaturada age contra processos inflamatórios em geral, como aqueles envolvidos na obesidade”, explica a nutricionista Daniela Jobst, de São Paulo.

Ao prescrever que seus pacientes acrescentem algumas unidades de nozes e castanhas à dieta, não é incomum que se recomende comê-las antes das refeições. “As gorduras costumam demorar mais para ser digeridas pelo organismo, por isso prolongam a sensação de saciedade”, afirma a nutricionista gaúcha Vera Rocha Barone, que pesquisou as nozes em seu doutorado, na Universidade de Grenoble, na França.

O kit diário proposto aqui ainda está cheio de substâncias que combatem os radicais livres, aquelas moléculas que se formam naturalmente ao longo da vida e provocam o envelhecimento das células. “O selênio e a vitamina E apresentam uma capacidade antioxidante significativa”, ressalta Silvia Cozzolino. Você também vai encontrar ali boas porções de minerais como fósforo, magnésio e zinco, necessários para que o corpo funcione corretamente da cabeça aos pés. “Pouca gente se lembra de falar, mas essas oleaginosas são ricas em arginina, que ajuda a dilatar os vasos e melhorar a imunidade”, acrescenta Jobst.

Quem carrega o combinado de oleaginosas também leva consigo quantidades consideráveis de proteínas e fibras. Mas atenção: elas não são o que podemos chamar de fontes legítimas desses ingredientes, portanto jamais poderão substituir carnes, frutas e hortaliças nesses quesitos. Antes de preparar o seu estoque de nozes e castanhas, preste atenção em algumas estratégias para aproveitar melhor tudo o que elas oferecem: o ideal é guardá-las na geladeira, de preferência em um recipiente fechado. Dessa forma, você evita a oxidação das gorduras. “Quando isso acontece, dá para notar porque o sabor fica alterado, rançoso”, diz a nutricionista Vera Rocha Barone. O fogo também pode fazer com que alguns benefícios evaporem. “O selênio, por exemplo, não resiste no forno a mais de 150 graus”, avisa Silvia Cozzolino.

O nutrólogo Daniel Magnoni lembra de algo fundamental para aqueles preocupados com os assuntos do coração: a indústria costuma acrescentar sal a esses produtos vendidos como aperitivo. E, aí, comer demais é dar um tiro no pé. O sódio é uma verdadeira bomba para as artérias e nós, brasileiros, já comemos além da conta. Olhe bem nos rótulos e escolha as versões menos salgadas. De bônus, você passa longe da hipertensão.

Na verdade, o direito ao excesso não deve ser concedido a ninguém que preza por uma saúde sempre em equilíbrio. E isso não vale somente para as nozes e castanhas. “A ingestão exagerada de qualquer alimento resulta em sobrepeso e, às vezes, obesidade”, reforça Joan Sabaté, o líder da pesquisa americana. No caso das oleaginosas, ele considera preferível que elas substituam alimentos ricos em gordura saturada ou os muito calóricos. Em outras palavras: quando você troca o salgadinho e o refrigerante por uma porção como essa que preparamos, o corpo todo fica em festa.

Não esqueça as nozes e as castanhas no armário por muito tempo. Em contato com o calor e o oxigênio, perdem-se consistência, sabor e, principalmente, seus nutrientes.

Saúde na dose certa: incluir a combinação abaixo no seu dia a dia satisfaz o paladar e deixa os vasos mais relaxados

1 Castanha-do-pará tem
Calorias
Gordura saturada
Gordura monoinsaturada
Gordura poli-insaturada
Selênio
Vitamina E
Zinco
35
0,8 g
1,2 g
1,2 g
200 a 400 mcg
0,38 mg
0,23 mg

A porção é pequena mesmo e há um motivo para isso. Uma única unidade nativa da Floresta Amazônica brasileira já supera a recomendação diária de selênio, que é de 55 miligramas para adultos saudáveis. “O limite máximo é de 400 microgramas”, enfatiza Silvia. Os exageros fazem mal: podem enfraquecer unhas e cabelos, além de deixar o hálito com cheiro de alho. “Já em medidas adequadas, o selênio participa da produção dos hormônios da tireoide, melhora o sistema imunológico e até reduz o risco de câncer”, diz a nutricionista. Atualmente, o maior produtor dessa semente, que também pode ser chamada de castanha-do-brasil ou castanha-da-amazônia, é a Bolívia.

2 Nozes têm
Calorias
Gorduras saturadas
Gorduras monoinsaturadas
Gorduras poli-insaturadas
Magnésio
Zinco
Potássio
65,4
0,6 g
0,9 g
4,7g
15,8 mg
0,3 mg
44,1 mg

O fruto da nogueira é provavelmente a mais pesquisada das oleaginosas. “Estudos publicados em diversas partes do mundo esclarecem os benefícios das nozes para a saúde”, afirma o nutrólogo Edson Credidio, pesquisador da Univesidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, em seu livro Alimentos Funcionais na Nutrologia Médica (Editora Ottoni). Elas fornecem boas pitadas de magnésio, indispensável para quem deseja combater a fadiga e resguardar os ossos. Só não dá para exagerar por causa dos níveis de gordura — entre as suas companheiras de kit, as nozes são as que apresentam maior quantidade da versão poli-insaturada, que é, sim, benéfica, desde que não haja exageros.

6 Amêndoas têm
Calorias
Gorduras saturadas
Gorduras monoinsaturadas
Gorduras poli-insaturadas
Vitamina E
Fósforo
Potássio
41
0,3 g
2,2 g
0,9 g
1,9 mg
35 mg
51 mg

Garantem os cientistas que uma porção de amêndoas pode reduzir o LDL em 3%. E, o melhor, sem alterar o peso. Elas apresentam quantidades consideráveis da vitamina E alfatocoferol, que é a forma desse nutriente mais bem absorvida pelo corpo. Uma curiosidade: segundo o nutrólogo Edson Credidio, um estudo realizado no King’s College, em Londres, mostra que nem toda a gordura dessas oleaginosas é absorvida pelo organismo. Isso porque, durante a mastigação, não conseguimos romper todas as paredes das células da amêndoa, que participam da absorção do nutriente. O resultado leva à suspeita de que o alimento teria menos calorias do que o imaginado.

3 Castanhas de caju têm
Calorias
Gorduras saturadas
Gorduras monoinsaturadas
Gorduras poli-insaturadas
Fósforo
Magnésio
Potássio
43
0,68 g
2 g
0,58 g
36 mg
19,5 mg
42,3 mg

Não confunda: a castanha é o fruto do cajueiro, não o caju em si. Aliás, eis uma planta genuinamente brasileira. “Em terras nacionais, seu cultivo se concentra no estado do Ceará”, conta Antônio Teixeira, engenheiro agrônomo da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza. Só que hoje ocupamos o terceiro lugar no ranking dos produtores, atrás de Índia e Vietnã. Do quarteto que ilustra esta página, a castanha de caju é a campeã em gorduras monoinsaturadas — em três unidades você encontra 2 gramas. Sem falar que ela brinda o organismo com fósforo, que ajuda a prevenir a osteoporose, e potássio, essencial para equilibrar o ritmo dos batimentos cardíacos.

Não confunda: a castanha é o fruto do cajueiro, não o caju em si. Aliás, eis uma planta genuinamente brasileira. “Em terras nacionais, seu cultivo se concentra no estado do Ceará”, conta Antônio Teixeira, engenheiro agrônomo da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza. Só que hoje ocupamos o terceiro lugar no ranking dos produtores, atrás de Índia e Vietnã. Do quarteto que ilustra esta página, a castanha de caju é a campeã em gorduras monoinsaturadas — em três unidades você encontra 2 gramas. Sem falar que ela brinda o organismo com fósforo, que ajuda a prevenir a osteoporose, e potássio, essencial para equilibrar o ritmo dos batimentos cardíacos.

Outras opções anticolesterol

Amendoim
“No Brasil, ele era consumido pelos índios muito antes da chegada dos portugueses”, afirma Masaharu Nagato, engenheiro de alimentos da consultoria Nagato & Pignocchi, de São Paulo. Ele lembra que é fundamental ficar atento à segurança do alimento, que pode conter aflatoxina, substância cancerígena produzida por fungos. A dica é procurar produtos com o selo de qualidade da Abicab, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados.
Avelã
“Ela tem propriedades antioxidante e antienvelhecimento, é rica em ômega-9 e possui anti-inflamatórios potentes”, enumera a nutricionista Daniela Jobst. Em outras palavras, só tem a acrescentar quando incluída na dieta. Mas, insistimos, preste atenção nos exageros. Ainda mais no caso das avelãs, que fazem uma combinação tentadora com chocolates e outros doces.
Pistache
Originário da Ásia Central, é consumido como aperitivo ou como ingrediente de doces e sorvetes. Quando o assunto é caloria, praticamente empata com o amendoim — são 571 em 100 gramas, ante as 585 do amendoim. O pistache também carrega pitadas de cálcio e vitamina B6, uma fonte de bom humor (veja reportagem sobre o complexo B). O Irã, a Grécia, a Turquia e os Estados Unidos são seus principais produtores.

Elas vão bem com…

…doces, salgados, saladas… Pedimos algumas sugestões à chef Heloisa Bacellar, do Lá da Venda, uma mistura de armazém e restaurante em São Paulo. Bom apetite!

“Qualquer pão, bolo ou torta fica mais gostoso com um toque de nozes e castanhas”, afirma a chef. Ela recomenda picar e incluir na própria massa, durante o preparo. Só que, dessa forma, é bom avisar, prioriza-se o sabor, e não os nutrientes. Temperaturas muito altas podem degradar as vitaminas e as gorduras benéficas.

›› No café da manhã, experimente misturar as nozes e as castanhas ao cereal matinal ou ao iogurte. “Também dá para salpicar sobre a salada”, diz Heloisa. Consumi-las assim, sem cozinhar, é a melhor maneira de aproveitar seus atributos.

Para deixar os petiscos ainda mais crocantes e perfumados, Heloisa recomenda jogar um pouco de tomilho e alecrim sobre um mix de oleaginosas e levar ao fogo baixo por dez minutos.

Fonte: Revista Saúde

Pimenta: alívio ardido para as dores

A substância que lhe dá o sabor picante ameniza as sensações dolorosas e ainda contribui para queimar os quilos a mais. Fique por dentro de notícias ardentes da ciência.

Degustar um prato apimentado deflagra reações no organismo que vão muito além daquela ardência na língua. Esse incêndio todo é obra de uma substância encontrada na malagueta, na cumari, na dedo-de-moça e em outras tantas pimentas: a capsaicina. Em contato com membranas da boca, do nariz e da garganta, ela desencadeia um sinal de dor transmitido de célula a célula até chegar lá em cima, na massa cinzenta. “É a mesma mensagem enviada em casos de queimadura por fogo”, afirma Rita de Cássia Pereira Alves, pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, no Ceará. O cérebro, aflito, reage produzindo endorfinas — compostos similares à morfina, que eliminam a sensação dolorosa.

Em outras palavras, a pimenta é uma contradição em forma de fruta (sim, ela é fruta): arde, mas ao mesmo tempo alivia dores. Cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, levaram a pequena incendiária da cozinha para o laboratório e comprovaram sua dupla faceta. Eles isolaram a capsaicina e a associaram a um derivado de lidocaína, um anestésico local usado para operações dentárias e para apagar inflamações. O preparado conseguiu silenciar os neurônios sensíveis à dor. “A capsaicina bloqueia apenas a condução do impulso dolorido. Já os analgésicos tradicionais barram os estímulos de todos os neurônios sensoriais, afetando sentidos como o tato”, explica a farmacêutica Isabela Guerreiro, do Rio de Janeiro.

Além de mitigar dores, a ardência do tempero acelera os batimentos cardíacos, aumenta a produção de suor e de saliva. Em suma, faz o corpo queimar mais energia, sobretudo aquela armazenada na forma de gordura. Esse mérito não cabe somente à capsaicina, mas também à dihidrocapsaicina, que, diga-se, é menos ardida do que sua prima. Prova disso veio da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, também nos Estados Unidos. Ali, um grupo de pesquisadores analisou 33 homens e mulheres obesos: parte deles recebeu placebo e outra parte uma dose de dihidrocapsaicina. Os resultados mostraram que a substância ajudou a torrar entre 100 e 200 calorias extras por dia.

A pimenta também possui propriedades vasodilatadoras, ou seja, ela aumenta o calibre de nossos vasos. Esse efeito dá aquela mãozinha para a circulação sanguínea, melhorando a irrigação inclusive dos órgãos genitais — daí sua fama de afrodisíaca. “Além disso, ela contém poucas calorias e é fonte de vitaminas A, C e do complexo B”, lembra a nutricionista Camila Leonel Mendes de Abreu, da equipe de nutrição do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo.

A vitamina A é famosa por preservar a saúde dos olhos. Já a C, um dos antioxidantes mais badalados, entra na produção de anticorpos. Finalmente, o time do complexo B, que inclui substâncias que evitam a malformação fetal. Para tirar proveito de todos esses benefícios, a sugestão é apostar nas pimentas vermelhas. “Elas possuem maior valor nutricional do que as verdes”, diz Camila.

O único senão para o consumo do condimento vai para as pessoas que sofrem de gastrite. Para esses indivíduos, o conselho é evitar exageros, porque as pimentas financiam a produção de ácido clorídrico, o que pode incendiar ainda mais o cenário estomacal. E, para aqueles que não deixam uma pimentinha de lado, um recado: a capsaicina não é solúvel em água, somente em óleo. Então pouco adianta entornar copos e mais copos do líquido para aplacar a queimação. Nessas horas, prefira alimentos com pitadas de gordura na composição, como um gole de leite, para obter algum alívio.

Um trabalho da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostra que, ao sinal de ferimento, o corpo libera uma substância semelhante à capsaicina, a responsável pela ardência de pimentas como a malagueta.

Tipinhos apimentados
O gênero de pimentas Capsicum, que tem como princípio ativo a capsaicina, possui muitos exemplares.

Pimenta-de-cheiro
Frequente na cozinha nordestina, seu grau de ardência varia de leve a muito picante, mas o que mais atrai nessa pimenta é o aroma forte. Pode ser usada em saladas e combina com peixes e carnes.

Dedo-de-moça
É picante, porém menos ardida do que parentes como a malagueta. Acompanha bem carnes, peixes e molho de tomate. Pode ser usada em pratos adocicados, como arroz-doce e chutney (veja a receita na próxima página).

Habanero
Considerada a mais poderosa entre as pimentas por ser a que mais queima calorias. Nasceu no Caribe e no norte do México e é ideal para quem já é, digamos, iniciado. É usada principalmente em molhos, bem diluída.

Murupi
Representante da Região Norte do Brasil, é uma das pimentas com maior teor de ardência do país. Tradicionalmente usada no pato ao tucupi, também serve para a preparação de molhos e conservas.

Malagueta
Uma das mais picantes, é conhecida como piri-piri em Portugal e Moçambique. É rica em licopeno, fitoquímico que dá cor vermelha aos vegetais e é um aliado contra o câncer de próstata. Vai bem com feijoadas e pratos da culinária baiana.

Biquinho
Tem a forma de pingo e é a mais suave de todas. Por anos foi usada como planta ornamental e só recentemente chegou às cozinhas. É uma boa pedida em saladas, pratos vegetarianos e até como tira-gosto.

Cumari
Pra lá de picante, é encontrada apenas no Brasil. De acordo com pesquisas nacionais, é uma das mais ricas em antioxidantes. Usada em conservas, é ideal para molhos, cozidos e marinados.

Fonte: Revista Saúde

Pesquisadores descobrem altos valores nutricionais em cogumelos

Espécies comestíveis cultivadas no Brasil têm pouca caloria e combatem doenças comuns na velhice, como o mal de Alzheimer. Cogumelos contêm ainda vitaminas do complexo B, minerais e fibras.



Sabemos pouco sobre seus sabores, conhecemos menos ainda suas propriedades funcionais, mas o valor nutricional do cogumelo foi destrinchado por um grupo de pesquisadores da faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O fungo, ainda impopular, ganha ponto no quesito ação antioxidante, com substâncias que previnem o envelhecimento das células e são importantes para todas as reações metabólicas, além de ser pouco calórico. Em cada 100 gramas de shitaki ou shimeji, por exemplo, há apenas 35 calorias. O cogumelo contém ainda vitaminas do complexo B, minerais e fibras.

Os pesquisadores analisaram dezessete espécies de cogumelos ao longo de dois anos. As amostras vieram de vários fornecedores e foram coletadas em diferentes cidades do interior de São Paulo.

Cada tipo de cogumelo apresentou uma composição nutricional, também foi influenciada pela forma de cultivo. Em uns, há mais cálcio, em outros, mais vitaminas ou proteínas, mas todos com alto teor de ácido fólico, que mostra ações benéficas em relação a doenças como o mal de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas. “Comparado com as maiores fontes tradicionais, como o brócolis e o espinafre, o cogumelo chega a ter três vezes mais o teor desses nutrientes”, explica a pesquisadora Helena Godoy.

Cem gramas de cogumelo têm mais folato do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS) para um dia. Mas a pesquisadora Helena Godoy faz um alerta: quando o alimento é processado ou armazenado em conserva, há perda de nutrientes. Por isso, recomenda-se a ingestão do cogumelo cru ou com processamento leve.

Fonte: Jornal hoje

Soja previne câncer de mama

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação


A associação de dois estudos publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention concluiu que consumir soja pode prevenir câncer de mama. segundo a publicação, o risco de mulheres que consomem soja terem câncer de mama é 60% menor. Para chegar a essa conclusão, foram combinados os dados de dois estudos de mulheres chinesas em Cingapura. O primeiro analisou os hábitos alimentares das mulheres, incluindo a ingestão de soja, enquanto o segundo usou mamografias para classificar as participantes de acordo com a densidade do tecido mamário. depois de identificarem 406 mulheres que participaram das duas pesquisas, os cientistas verificaram que a ingestão da proteína da soja estava inversamente relacionada ao risco elevado de câncer.

Antes de comer carne vermelha

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação

Para especialistas da American Dietetic Association (ADA), a ingestão de carne vermelha eleva o risco de câncer e doenças cardiovasculares. Porém, o alimento é rico em ferro e não merece ser totalmente abolido do cardápio. Veja os prós e contras dessa carne:

PRÓS
● A carne vermelha é rica em ferro, nutriente indispensável para o organismo.
● Um pedaço de carne vermelha tem 180 kcal e dez nutrientes essenciais.
● Cozinhar ou tostar demais a carne pode gerar compostos que aumentam o risco de câncer, mas se ela for servida ao ponto não oferece riscos.


CONTRAS

● As pessoas com tendência a problemas cardíacos devem evitar o alimento, pois um simples bife contém gordura saturada e aumenta o colesterol LDL (ruim).
● Pesquisadores do National Institutes of Health, nos EUA, afirmam que a carne aumenta o risco de a pessoa desenvolver alguns tumores, como o colorretal.
● O estudo feito por especialistas da ADA com 500 mil americanos mostrou que aqueles que comiam carne vermelha todos os dias morreram mais cedo do que quem comia esse alimento esporadicamente.

Troca Esperta

A nutricionista funcional daniela Jobst explica que embora a batata seja a “queridinha” da culinária, é possível substituí-la por inhame em algumas receitas.

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação
Batata-inglesa
É rica em carboidratos, logo, não deve ser combinada com arroz e macarrão para não formar uma mistura calórica. Embora sua casca contenha fibras, o hábito de descascá-la antes do preparo impossibilita o consumo desse nutriente.
Inhame
Possui um índice glicêmico mais baixo do que o da batata e pode ser utilizado em quase todas as receitas feitas com ela. Além disso, o tubérculo é anti-inflamatório, ou seja, ajuda na perda de peso e na eliminação da celulite.
Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação

Pizzaria em casa

Agora é possível fazer pizza em casa com gostinho de forno à lenha. O HomePizzas é um forno a gás que utiliza o calor de uma placa cerâmica refratária para assar a pizza, proporcionando o mesmo resultado dos fornos de barro. Tem o tamanho de uma panela de pressão, apenas 40 cm de diâmetro por 35 cm de altura, e assa uma pizza em cinco minutos. À venda por R$ 430.

“A gema do ovo, fonte de colina, melhora a velocidade de raciocínio. Já a clara é cheia de proteínas, principalmente de aminoácidos ramificados, que promovem o ganho de massa muscular”
Carina Boniatti, nutricionista funciona


Por que as pessoas que têm gota não podem comer grãos?

Luiz Renato Dalben, Erechim, RS

“A gota é uma doença caracterizada pelo aumento do ácido úrico no sangue, que pode ocorrer devido a uma maior produção ou a uma dificuldade de eliminá-lo pelos rins”, explica a nutricionista Lívia Nogueira. O excesso do ácido causa episódios súbitos de dor nas articulações. “Quem sofre dessa doença deve evitar alimentos ricos em purina que aumentam o ácido úrico”, diz Lívia. Grãos como feijão, ervilha e grão-debico entram nessa categoria e devem ser evitados.

Fotos: Shutterstock / Thinkstock / Divulgação

5 verdades sobre as sopas

1 As sopas de legumes e vegetais são ricas em vitaminas, minerais, fibras alimentares, antioxidantes e água, nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do organismo.
2 Contribuem para abastecer nossas necessidades diárias de água.
3 As mais saudáveis são aquelas naturais, feitas com grande variedade de legumes e vegetais.
4 Perdemos os nutrientes dos legumes e vegetais cozidos somente quando não aproveitamos a água do seu cozimento. Isso não acontece com as sopas, pois a água do cozimento é utilizada na receita.
5 Têm baixas calorias e são ricas em fibras, o que auxilia o emagrecimento.

Fonte: Revista Viva Saúde

Farinhas funcionais

Conheça outros tipos

Farinha de linhaça
Há duas versões: a dourada e a marrom. Fonte de fibras, proteínas e ômega-3, elas baixam o colesterol,
melhoram o trânsito intestinal e diminuem o risco de tumores. Podem entrar em cena no arroz e feijão, em iogurtes, frutas, saladas, pães e bolos.

Farinha de maracujá
Originária da casca, da polpa e até da semente da fruta, tem  efeito calmante e restringe a absorção de gorduras. A recomendação é consumi-la à noite para espantar a insônia ou pela manhã para aplacar a ansiedade e até ajudar a equilibrar os níveis de glicose.

Farinha de uva
Vem da casca de uvas vermelhas e, por isso, é rica em antioxidantes, como o resveratrol, que ajudam a proteger as  artérias. O produto é mais eficaz quando utilizado à noite e dá
para associá-lo a iogurtes, leite, sucos, bolos e tortas.

Farinha de banana verde
É campeã em amido resistente, com 84% desse carboidrato duro
na quebra, que tem propriedades semelhantes às das fibras. Assim, estimula a flora intestinal, acabando com a constipação,
desengordurando os vasos e facilitando o emagrecimento.

Fonte: saude.abril.com.br

Farinha de berinjela ajuda a emagrecer

Esse ingrediente também regula o funcionamento do intestino e protege o coração

Em um passado distante, imagine só, a berinjela foi acusada de provocar demência e epilepsia. Aos poucos, derrubou mitos e conquistou algumas das principais cozinhas do mundo, como a italiana, a francesa e a árabe. Hoje, completamente reabilitada em matéria de nutrição, ela caiu no gosto dos pesquisadores, atentos às suas propriedades funcionais. Nesse cenário, um novo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constatou que sua farinha, um produto ainda pouco comum no mercado, proporciona diversas vantagens à saúde, além de combater aquela barriguinha indesejada.

Ao longo de 60 dias, os investigadores cariocas acompanharam 14 voluntárias acima do peso. Todas foram orientadas a seguir uma dieta. “Mas, no grupo que consumiu a farinha de berinjela, observamos uma maior diminuição da circunferência do abdômen, com a redução da gordura visceral, que está associada ao diabete tipo 2 e a doenças cardiovasculares”, conta a nutricionista Glorimar Rosa, coordenadora do trabalho. Essas participantes ingeriram 2 colheres de sopa do preparo duas vezes ao dia, de manhã e à noite ou durante as principais refeições.

O produto ainda foi capaz de derrubar os níveis de colesterol ruim, triglicérides e, inclusive, ácido úrico, substância que, além da conta, favorece inflamações e dores articulares. “Diferentemente do chá e do suco de berinjela, que não se mostraram eficientes para baixar o colesterol durante os testes, a farinha apresentou bons resultados em função de sua maior concentração de fibras”, afirma a pesquisadora. “Acreditamos que sua grande vantagem é o alto teor dos tipos solúveis, que limitam a concentração de gordura no sangue e ainda promovem saciedade”, aponta Glorimar.

Como o legume é rico em água, 1 quilo do fruto fresco rende apenas 100 gramas da farinha. Em comparação à sua matéria-prima propriamente dita, o produto talvez só peque pela perda de algumas vitaminas e de seu poder antioxidante. De acordo com a nutricionista Priscila Meirelles, de São Paulo, a berinjela é rica em vitaminas A, do complexo B e C, sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro, e flavonoides, compostos antioxidantes presentes na casca que ajudam a afastar doenças como o câncer. Tem mais: é praticamente livre de gorduras.

Apesar de a farinha carregar uma maior concentração de sódio, essa quantidade ainda é bem mais baixa do que a oferecida por qualquer pacote de salgadinhos. Assim, ela está liberada para hipertensos. “A única ressalva é o fato de que, após a ingestão da farinha, há um aumento na formação de radicais livres”, nota Glorimar Rosa. “Por esse motivo, recomendamos consumir, logo depois, uma fruta cítrica, rica em vitamina C”, orienta. Isso porque o nutriente das laranjas e companhia é antioxidante e neutralizaria esse efeito, digamos, colateral.

Mudanças radicais

Ao ingerir a farinha com iogurte desnatado de manhã e à noite, além de caminhar e manter uma dieta de baixa caloria, a auxiliar administrativa Daise de Menezes Vieira, de 51 anos, perdeu 10 quilos depois dos dois meses em que participou do estudo na UFRJ. “Além de emagrecer, comecei a me sentir mais disposta. O intestino passou a funcionar direito e até recebi vários elogios”, conta. Para sua colega de experimento, a corretora Rosângela Ferreira Cardozo, de 50 anos, o número do manequim diminuiu com a eliminação de quase 8 quilos. Além disso, a farinha de berinjela a ajudou a controlar sua compulsão por guloseimas. “Era o meu ponto fraco nas dietas, porque beliscava doces o tempo inteiro”, diz.

Segundo Rosângela, mesmo quem faz cara feia para a berinjela pode provar a farinha sem medo. Ela não tem sabor acentuado e, no aspecto, lembra a farinha de mandioca. Embora já seja produzida industrialmente, é possível prepará-la em casa, de forma semelhante à de um tomate seco. Basta desidratar o fruto no forno a 200 graus por duas horas e, em seguida, bater tudo no liquidificador ou no processador. Ao comprar a berinjela, selecione os exemplares com casca lisa e brilhante, sem manchas amarronzadas. A farinha obtida tem o prazo de validade de um ano quando bem armazenada e afastada da luz. Se preferir o produto pronto, você encontra no mercado potes de 100 gramas.

Fonte: saude.abril.com.br

Incremente sua receita e deixe com mais sabor e saúde: Temperos Funcionais

Crédito: Blog da Dieta

A alimentação funcional deixou de ser um tabu e passou a fazer parte da vida das pessoas que se preocupam cada vez mais com sua saúde e de sua família. Abaixo tem uma tabela que mostra quais benefícios alguns temperos podem trazer a sua saúde. Usados no seu dia-a-dia podem dar um sabor especial aos pratos além de fazer bem, que é o mais importante.

TEMPEROS PROPRIEDADES
SALSÃO Indicado para flatulência (gases) e diurético.
ALECRIM Estimulante, ativador da circulação sanguínea, antidepressivo e anti-séptico.
MANJERICÃO Sedativo, tônico, auxilia no tratamento da febre, infecções bacterianas e parasitas intestinais.
ALHO Melhora a circulação e purifica o sangue, e previne alguns tipos de câncer.
CANELA Ajuda na prevenção da osteoporose, sintomas da menopausa e controla a pressão sanguínea.
CEBOLA Antioxidante e digestiva.
COENTRO Auxilia no tratamento da ansiedade e como moderador de apetite.
ERVA-DOCE Combate tontura, náuseas, infecções intestinais e estomacais.
GENGIBRE Ajuda a tratar enjôos, combater infecções e prevenir doenças cardiovasculares.
HORTELÃ Estimulante. O pó da folha também é usado para combater parasitas intestinais.
LOURO Estimula o apetite e auxilia no tratamento da gripe.
ORÉGANO Antibacteriano, antibiótico, analgésico, sedativo. Auxilia na gripe e cólicas menstruais.
PIMENTAS Purificam o sangue, previnem doenças cardíacas e auxiliam no tratamento da obesidade.
SALSINHA Favorece o equilíbrio hormonal, alivia os sintomas da bronquite, asma, cólicas menstruais, e cistite, além de auxiliar no tratamento de cálculos e cólicas renais.

Especialistas recomendam água de coco para o verão

No verão mais quente dos últimos anos, como ajudar o corpo a se proteger? A receita do bem-estar começa pela mesa. Manter a saúde, com os termômetros em alta, é um desafio. Quais os alimentos que mais podem nos ajudar? O Globo Repórter consultou os maiores centros de nutrição do país, e eles criaram uma lista surpreendente.

Vamos começar pela unanimidade. O alimento mais importante, na verdade, não se come. A água é essencial. Nos dias mais quentes, devemos beber, no mínimo, dois litros.

Mas é na hora de comer que os especialistas revelam a diversidade dos nossos sabores. E não imagine nada complicado. Em sexto lugar, deu empate: o iogurte, grande fonte de cálcio, e a mistura número um da nutrição brasileira: arroz e o feijão. Esta é uma combinação que nunca deve ser esquecida.

Mas que tal mudar a receita? “O feijão fradinho é ótimo para comer como salada. Você já mistura o tomate com a cebola, pode temperar do jeito que quiser. Então, você está com a tua leguminosa, com o hábito alimentar do brasileiro, e você pode comer frio”, afirma a nutricionista Márcia Madeira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Na cozinha de sua própria casa, a doutora em segurança alimentar garante: a salada de feijão frio, fonte riquíssima de proteínas, é uma opção menos arriscada do que uma feijoada.

Os pratos quentes estragam mais rápido no verão. Tanto que 30% dos casos de intoxicação alimentar acontecem nessa estação.

“Se você deixar, em duas horas, a comida quente já corre risco de contaminação, porque a gente está vivendo em uma umidade relativa muito alta e em uma temperatura muito alta. É uma estufa excelente para o crescimento microbiano. Você tem menos risco (com a comida fria), é mais uma vantagem”, sugere a nutricionista Márcia Madeira.

Em quinto lugar, mais um empate: o tomate e a laranja. Mas, se você está pensando naquele suco geladinho, cuidado.

“Se você for tomar como suco, aumenta muito a proporção de calorias nesta porção. Então, é preferível comer a laranja, chupar a laranja e engolir o bagaço. Por conta das fibras, ela ajuda no funcionamento do intestino, além de contribuir com vitaminas e minerais”, aponta a nutricionista Sônia Tucunduva Phillípi, da Universidade de São Paulo (USP).

Em quarto lugar, vem outra fonte de fibras: a alface. A rainha de todos os regimes brilha nas dietas do verão.

“O verão é uma época do ano em que as pessoas querem normalmente emagrecer e querem uma condição de vida boa para poder fazer as suas atividades. Então, eu pensei primeiro que a alface representa este grupo das verduras e é muito leve, muito gostosa de comer”, ressalta Sônia Tucunduva Phillípi.

E o que dizer da saborosa melancia? Ela ficou em terceiro lugar, indicada por um em cada dois cientistas que consultamos. Gelada, ela é um dos símbolos do verão, uma paixão brasileira. E o vermelho forte é fonte de muita saúde.

“Tem uma ação interessante na proteção de algumas membranas, de alguns órgãos importantes. Para os homens, tem a questão da prevenção. O hábito destes alimentos no cotidiano previne doenças graves, como o câncer de próstata”, declara a nutricionista Ana Vládia Bandeira Moreira, da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

“A melancia está no auge da sua safra, está mais doce, é um alimento considerado refrescante pela grande quantidade de água, pela sua quantidade de carboidratos. Então, é uma fruta que une hidratação e energia”, explica o nutrólogo Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O segundo colocado da lista derrubou a proteína preferida do brasileiro. No lugar da carne, ficou o peixe. Indicado por seis das dez universidades consultadas, ele sustenta e não pesa no estômago.

“A maior parte do nosso organismo é feita de proteína, massa muscular. E tem várias reações no organismo que dependem de aminoácidos essenciais. Então, a gente precisa de proteínas. É quando entra o peixe que é de fácil digestão. Então, no verão, ele é bem indicado”, diz a nutricionista Márcia Madeira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Você deve estar se perguntando qual o alimento que ficou em primeiro lugar. Nada mais verão, nada mais tropical, nada melhor do que uma boa água de coco nesta estação quente. O líquido foi indicado por sete dos dez pesquisadores consultados.

“Primeiro, ele porque refresca. Você consome a água de coco gelada. Junto dela, vem o potássio, cálcio e magnésio, e estes minerais são importantes para a saúde humana”, diz o engenheiro de alimentos Fernando Abreu, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Nesse calorão, uma pessoa pode perder até dois litros de água por dia na transpiração, para manter a temperatura do corpo. E no suor não eliminamos apenas água.

“O suor é um pouco salgado, porque tem muito sódio, potássio e magnésio. Então, a água de coco repõe isso. Várias outras frutas, vários outros alimentos também repõem, mas a água de coco é especial, porque ela já vem prontinha”, declara o engenheiro de alimentos da Embrapa.

A água de coco é boa para o coração e outros músculos. Evita as cãibras, como a banana. Mas a água de coco tem uma vantagem: quase nada de gordura e pouquíssimas calorias. Mas ela só é perfeita e completa na embalagem natural.

No laboratório, pesquisadores tentam criar um processo capaz de manter as qualidades originais dessa água milagrosa. Quem imaginaria: até Madonna deve estar interessada nesse trabalho. A rainha do pop diz que não fica sem este gostinho brasileiro, nem nos Estados Unidos. E por lá, a nossa água de coco já está sendo chamada de água da juventude.

Fonte: g1.com/globoreporter

Fitoterapia: plantas, uma opção preventiva

Ao conhecimento das plantas e respectivas aplicações terapêuticas dá-se o nome de fitoterapia.

A fitoterapia usa os princípios ativos das plantas para tratamento de algumas doenças e, sobretudo, como meio de prevenção. Pode, ainda, ser um excelente coadjuvante da nutrição e dos fármacos tradicionais.

O ananás tem outras finalidades, para além de uma boa sobremesa. O talo contém uma substância – a bromeleína – utilizada em medicamentos anti-inflamatórios e para tratamento de certas formas de celulite.

O botão e as primeiras folhas dos ramos da planta do chá verde são muito utilizados para o emagrecimento, mas a sua acção é essencialmente diurética, não devendo ser utilizados indiscriminadamente.

Desde tempos idos que o homem desenvolve o conhecimento e a utilização das virtudes das plantas. Ao conhecimento das plantas e respectivas aplicações tera­pêuticas dá-se o nome de fitoterapia.

«É uma ciência que aplica os princípios activos de alimentos – aqueles que tradicionalmente não eram designados como nutrientes ou nutrimentos – e que podem ser utilizados sobretudo para prevenir e/ou controlar algumas doenças», diz o Dr. Sérgio Cunha Velho, nutricionista, referindo-se à fitoterapia.

Simplificando, trata-se de uma terapêutica em que se usam componentes naturais, sendo que os mesmos podem ser utilizados, essencialmente, como forma de prevenção.

Em termos de fármacos, a Medicina, no passado recente, foi buscar às plantas princípios activos que, posteriormente, foram isolados e concentrados. Actualmente, são também sintetizados.

Por exemplo, a subs­tância activa da aspirina – ácido salicílico – derivou da casca do salgueiro.

«Para prevenir as complicações relacionadas com a menopausa são utilizados já com bastante frequência os fitoestrogénios de soja isolados ou em combinação com outros provenientes de outras leguminosas secas como uma alternativa à terapia hormonal de substituição (THS)», exemplifica Sérgio Cunha Velho, continuando:

«O estanol (derivado do fitoesterol) é utilizado para controlar e reduzir a absorção do colesterol e o cardo mariano (planta muito usada no Alentejo na confecção de alimentos) é excelente para doenças do fígado.

Fonte: saude.sapo.pt

Ervas e especiarias: Use a seu favor

Cada vez mais presentes nas cozinhas, as ervas e especiarias podem dar um sabor especial a mais simples receita, além de possuírem propriedades excelentes que podem contribuir de maneira significativa para sua saúde. E o melhor: têm baixa caloria e a maioria é relativamente barata.

Dentre os benefícios, está a quantidade de antioxidantes presentes nessas plantas, substâncias que combatem os radicais livres que contribuem para o envelhecimento precoce e desenvolvimento de doenças crônico degenerativas, como o câncer, o que pode ser uma boa alternativa para quem come pouca verdura, apesar de não ser um substituto para esses alimentos. De uma forma geral, o uso de temperos naturais reduz a necessidade do uso de sal, contribuindo, assim, para a prevenção e redução da hipertensão arterial. E alguns temperos possuem também propriedades específicas na prevenção de certas doenças, como é o caso da canela, que tem o poder de controlar os níveis de açúcar do sangue, prevenindo o diabetes. E não para por aí. Algumas dessas plantas possuem excelente propriedades antiinflamatórias e digestivas, como é o caso do gengibre e da pimenta, diuréticas, no caso da salsa e do aipo, e antibacteriana, presente no alho e no hortelã.

Apesar de todos esses benefícios, como qualquer outras planta, esses temperos ficam sujeitos ao uso de pesticidas que podem ser nocivos à nossa saúde. Além disso, o sabor pode ser reduzido pelo transporte e o armazenamento antes de chegar à sua casa. Por isso, para evitar a ingestão de produtos químicos e aproveitar ao máximo o sabor das ervas, plantar uma pequena quantidade em casa é uma ótima opção. E não precisa de muito: um pequeno vazio com algumas mudas próximo à janela já é o suficiente!

Aprenda um pouco mais sobre as formas de uso e as propriedades medicinais de alguns temperos:

ALHO

Uso: Aves, carnes, molhos em geral, refogados, sopas, recheios, saladas e frutos do mar.

Propriedades: Ação antibacteriana, digestiva e melhora da pressão arterial.

CANELA

Uso: no café, no chá, na fruta (crua ou cozida), no iogurte, na vitamina ou no suco.

Propriedades: Estimulante, digestiva, antiespasmódica, usada no tratamento de febre, gripes e resfriados e no controle da glicose sanguinea.

GENGIBRE

Uso: Aves, sopas, espremido no molho da salada, em forma de chá ou batido com suco de fruta

Propriedades: Melhora enjôo e náuseas, antiinflamatório, digetivo e antiflatulento. Seu chá é utilizado no combate à enxaqueca.

MANJERICÃO

Uso: Combina com preparações que levem alho, tomate, molho de tomate, berinjela, pimentão abobrinha e pizza. Principal ingrediente do molho pesto.

Propriedades: Digestivo, indicado no tratamento de problemas respiratórios e dores de cabeça associadas à má digestão.

PIMENTA

Uso: em verduras e legumes refogados, carnes e peixes ensopados, em molhos ou salpicada em saladas. Também pode ser usada em sopas e caldos como tempero. Acrescente a pimenta sempre no fim da preparação.

Propriedades: reduz o colesterol, tem propriedade antiinflamatória, melhora a circulação sanguinea e a má digestão, além de ser um potente antioxidante, combatendo os radicais livres.

Fonte: www.dietacerta.com.br

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