Pesquisadores descobrem altos valores nutricionais em cogumelos

Espécies comestíveis cultivadas no Brasil têm pouca caloria e combatem doenças comuns na velhice, como o mal de Alzheimer. Cogumelos contêm ainda vitaminas do complexo B, minerais e fibras.



Sabemos pouco sobre seus sabores, conhecemos menos ainda suas propriedades funcionais, mas o valor nutricional do cogumelo foi destrinchado por um grupo de pesquisadores da faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O fungo, ainda impopular, ganha ponto no quesito ação antioxidante, com substâncias que previnem o envelhecimento das células e são importantes para todas as reações metabólicas, além de ser pouco calórico. Em cada 100 gramas de shitaki ou shimeji, por exemplo, há apenas 35 calorias. O cogumelo contém ainda vitaminas do complexo B, minerais e fibras.

Os pesquisadores analisaram dezessete espécies de cogumelos ao longo de dois anos. As amostras vieram de vários fornecedores e foram coletadas em diferentes cidades do interior de São Paulo.

Cada tipo de cogumelo apresentou uma composição nutricional, também foi influenciada pela forma de cultivo. Em uns, há mais cálcio, em outros, mais vitaminas ou proteínas, mas todos com alto teor de ácido fólico, que mostra ações benéficas em relação a doenças como o mal de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas. “Comparado com as maiores fontes tradicionais, como o brócolis e o espinafre, o cogumelo chega a ter três vezes mais o teor desses nutrientes”, explica a pesquisadora Helena Godoy.

Cem gramas de cogumelo têm mais folato do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS) para um dia. Mas a pesquisadora Helena Godoy faz um alerta: quando o alimento é processado ou armazenado em conserva, há perda de nutrientes. Por isso, recomenda-se a ingestão do cogumelo cru ou com processamento leve.

Fonte: Jornal hoje

São Paulo tem o primeiro hospital público especializado em transplantes do Brasil

Centro projeta ser referência no País em transplantes de órgãos e tecidos


As dependências do antigo Hospital Brigadeiro, localizado na zona sul de São Paulo, agora vão abrigar o primeiro Hospital público especializado em transplantes de órgãos e tecidos do Brasil.

Com um investimento de R$ 37,3 milhões, o Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, tem como meta em seu primeiro ano realizar mais de 600 transplantes. Dentre os principais são esperados 240 de rim, 200 de córneas, 48 de pâncreas, 100 de fígado e 48 de medula óssea.

Para o cirurgião plástico responsável pelo projeto, Nacine Salomão, um hospital com esta capacidade de atendimento traz esperanças para os pacientes que estão na fila de doação. “Devido ao aumento no número dos transplantes, o atendimento as pessoas em espera deve melhorar.”

Os melhores médicos estão lá

O projeto vai contar com nove salas de cirurgia e 153 leitos de internação, dos quais 21 de UTI, e 35 consultórios para acompanhamento ambulatorial dos pacientes. A população ainda terá a disposição, 80 médicos de diferentes áreas.

Salomão conta que os especialistas foram escolhidos com muito critério. “São médicos conceituados em seus setores, de muita experiência e competência. Temos aqui o melhor transplantador de rim do mundo, José Osmar Medina, entre outros médicos renomados no país e no continente”.

Juntamente com os transplantes, o Hospital se torna diferente dos demais devido ao centro de apoio que ele oferece. “O transplante é a etapa final de um processo que começa muito antes, com exames e o suporte para os pacientes. A parte fundamental para que um procedimento seja bem sucedido são exatamente esses, os realizados anteriormente”, diz Salomão.

Central 24 horas

Além de servir para o próprio Hospital Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, o centro vai ajudar outros importantes e conceituados Hospitais de transplantes que não tem condições de oferecer espaços de alta tecnologia e diversidade de serviços.

“O Hospital terá um laboratório de anatomia patológica que será referência nacional para biópsias de rim, com objetivo de avaliar a qualidade dos órgãos de doadores e realizar o acompanhamento dos pacientes transplantados”, observa o cirurgião.  Outro serviço será uma central 24 horas que irá funcionar no local, podendo emitir laudos à distância para centros de saúde e hospitais de todo o País, a partir do encaminhamento das lâminas pelas unidades solicitantes.

Apesar da grande capacidade de atendimento oferecida pelo Hospital, o cirurgião reconhece que ainda não é o suficiente para suprir a demanda. Porém as campanhas realizadas pelos governos juntamente com as mídias tem apresentado resultados satisfatórios, segundo Salomão. “Cada vez mais a população está se sensibilizando quanto às doações de órgãos. O importante é que as pessoas se conscientizem ainda com vida, para que a família não tenha dúvidas quando estiver numa situação de doação.”

Os projetos para o futuro também são ambiciosos, segundo o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. “Transformamos esta unidade em um hospital especializado de altíssima complexidade, com equipe extremamente especializada e ênfase nas cirurgias para transplantes de órgãos e tecidos, que certamente será referência para todo o Brasil”.

Fonte: Revista Viva Saúde

Açúcar na medida

Dá para consumi-lo sem culpa. A receita para isso é economizar nas colheres e ficar atento aos alimentos que escondem o ingrediente em sua fórmula



A notícia caiu como uma bomba. E, apesar de esse chavão remeter a armamentos, o que cabe aqui, no nosso caso, é uma outra bomba, aquela que vem recheada com generosas porções de creme e coberta com chocolate. Pois bem, a tal novidade acaba de ser publicada no respeitado periódico científico Journal of the American Medical Association e mostra um forte elo entre o excesso de alimentos açucarados e o risco de aterosclerose. Para chegar a essa amarga conclusão, cientistas da Universidade Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos, analisaram hábitos de 6 113 voluntários. Entre aqueles que exageravam nos doces, as taxas de triglicérides se encontravam elevadas.

A mesma turma apresentou níveis baixos de HDL, o bom colesterol. “A relação inversa entre essas duas frações gordurosas serve de base para a formação de placas nas artérias, que dificultam a passagem livre do sangue”, concorda o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração, em São Paulo.

Para azedar um pouco mais essa receita perigosa ao coração, existe um ingrediente que atende pelo nome de AGEs. A sigla se refere a um processo que leva à caramelização das células. Isso acontece porque as moléculas de glicose têm afinidade com certos tipos de proteína. “Quando existe açúcar sobrando na circulação, aumenta o risco de ele se grudar a essas proteínas e formar compostos caramelados, ou AGEs”, explica o médico. Grudentos, eles colam na parede celular que recobre a parte interna das artérias — assim como a bala adere ao dente —, prejudicando a elasticidade dos vasos, o que funciona como estopim para o disparo da pressão arterial. Esse verdadeiro puxa-puxa celular também é acusado de levar ao envelhecimento precoce, sem falar que as articulações ficam mais vulneráveis a encrencas inflamatórias, por exemplo.

Se ao ler estas linhas você já está de pé, prestes a esvaziar a bonbonnière e mandar para o lixo aquele pedaço de torta de morango, é melhor tomar um copo de água — água com açúcar! — para se acalmar. Saiba: o que faz tudo desandar é o exagero. “Nos últimos 150 anos, o homem passou a consumir 12 vezes mais doces”, afirma Lopes.

Nem é preciso ser um expert para decifrar o porquê dessa quase compulsão da humanidade pelo gosto adocicado. Além de agregar sabor e textura às preparações, ele agrada o paladar de qualquer um, desde os bebês que desfrutam da lactose do leite materno até as vovós que recorrem ao bolo de fubá quando recebem os netos para o chá da tarde. “E é claro que não é necessário banir completamente os alimentos adocicados da dieta”, enfatiza o endocrinologista Márcio Mancini, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “O segredo é reduzir as doses açucaradas”, sugere. Tenha certeza de que, se comer na medida certa, além de desfrutar de tantas delícias, sua saúde vai sair ganhando — e muito.

“Muitas pessoas gostam de comer o açúcar puro, e, em alguns casos, a maioria delas desesperada.” Assim o francês Jean-Antheme Brillat-Savarain (1755-1826), considerado o pai da gastronomia, descreve um pouco da fome dos europeus pela substância, que, como você viu, era “prescrita” como elixir por lá. Aqui no Brasil, o apetite por doces também é antigo, como retratou o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987): “O açúcar adoçou tantos aspectos da vida brasileira que não se pode separar dele a civilização nacional”.

“Por causa da fartura de cana, a nossa culinária é mais adocicada do que deveria”, observa a nutricionista Raquel Botelho, professora da Universidade de Brasília. Goiabadas, marmeladas, bananadas e outras tantas delícias típicas não precisariam ser tão açucaradas, mas o paladar verde-amarelo moldou-se dessa maneira. Por isso mesmo, não há de causar estranheza a informação trazida por Mariana Del Bosco, nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso): “Pesquisas sobre hábitos alimentares da população brasileira indicam que consumimos três vezes mais açúcar do que o recomendado”, revela.

Errar a mão e exagerar na dose também tem muito a ver com a doçura escondida na comida industrializada. Como você observa, logo acima, o refrigerante pode ocultar até 37 gramas de açúcar. Então, se apenas uma latinha já atinge quase a cota diária, imagine se somarmos outros itens doces devorados ao longo do dia? “O excesso provoca uma elevação rápida da glicose no sangue”, responde a endocrinologista Anete Hannud Abdo, do Projeto de Atendimento ao Obeso, da USP. Esse aumento faz o pâncreas produzir e liberar mais insulina, o hormônio responsável pela passagem da glicose para as células dos vários tecidos do corpo. Acontece que, quando a fabricação desse hormônio se dá de forma, digamos, desmedida, o pâncreas acaba sobrecarregado e o diabete do tipo 2 pode dar as caras.

“Um estudo publicado no American Journal of Public Health, com 91 249 mulheres, mostrou que aquelas que bebiam um ou mais copos de refrigerante por dia apresentavam duas vezes mais risco para o diabete do que as que tomavam menos de um copo por mês”, conta Anete. Sem falar que os picos de insulina também estão por trás do ganho de peso e propiciam o acúmulo de gordura visceral. E, assim, o enredo da história continua com o sabor do fel. Afinal, por mais jocosa que possa parecer a barriga de chope, de inofensiva ela não tem nada. “O tecido adiposo da região abdominal é capaz de interferir na produção de substâncias que causam inflamações”, explica o professor Márcio Mancini.

Novamente quem está no alvo é o coração. Isso porque, quanto maior o número desses tipinhos inflamatórios dando sopa no sangue, maior a propensão para a aterosclerose, a formação de placas de gordura nas artérias. Como você acaba de perceber, numa espécie de círculo vicioso, voltamos ao assunto tratado no começo desta reportagem e é de lá que vamos resgatar outra informação: não é preciso banir o açúcar. “Na nutrição moderna não existem vilões. Esse conceito de proibição está completamente ultrapassado”, sentencia Gisele Goveia, nutricionista do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Para reduzir o açúcar no dia a dia, a dica é ficar atento aos produtos industrializados. “De nada adianta não adoçar o café e exagerar nos biscoitos doces”, exemplifica a química Sandra Cruz, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Esalq, em Piracicaba, no interior paulista. Outra sugestão é reeducar o paladar. “O processo pode ser demorado, mas vale a pena experimentar sucos, chás e até bons cafés in natura”, diz Raquel Botelho.

Para reduzir o açúcar no dia a dia, a dica é ficar atento aos produtos industrializados. “De nada adianta não adoçar o café e exagerar nos biscoitos doces”, exemplifica a química Sandra Cruz, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Esalq, em Piracicaba, no interior paulista. Outra sugestão é reeducar o paladar. “O processo pode ser demorado, mas vale a pena experimentar sucos, chás e até bons cafés in natura”, diz Raquel Botelho.Na hora de botar o avental e ir para a cozinha, o recado é incluir mais frutas e sucos naturais nas receitas de bolos e outras preparações. “Adicionar uma pitada de sal aos doces ajuda a realçar o dulçor”, ensina, ainda, Flora Spolidoro. Outro ensinamento precioso vem da nutricionista Thais Arthur, do Hospital das Clínicas de São Paulo: observe os rótulos! “Na lista de ingredientes, se a palavra açúcar estiver na primeira posição, significa que há grande concentração dele”, diz.

A nutricionista Josefina Bressan, da Universidade de Viçosa, no interior de Minas Gerais, indica o consumo de alimentos adocicados que tragam junto boas doses de fibras. “Dessa forma a liberação de glicose é mais lenta, o que poupa o organismo dos picos de insulina”, explica. A professora ressalta, também, que é melhor ingerir com moderação os produtos industrializados com frutose na fórmula. “Estudos mostram que essa substância faz aumentar ainda mais as taxas de triglicérides”, revela. Sua colega Evie Mandelbaum, especialista em cardiologia pelo Incor, acrescenta: “Além de ficar de olho no açúcar, lembre-se de que as melhores escolhas são as que têm pouca gordura”. E, finalmente, vale analisar se a compulsão por doces não tem fundo emocional. Um bombom para aliviar o estresse é muito bem-vindo porque ajuda na produção de substâncias prazerosas, mas jamais caia na tentação de comer a caixa inteira.

Doce viagem

Alguns dizem que a cana-de-açúcar é originária do Pacífico Sul, outros defendem que é da Índia. O fato é que a planta foi levada para a Europa no século 13 e fez muito sucesso. O açúcar era um artigo exótico e, portanto, caríssimo. Além de desbancar o mel na confeitaria, também atuava como remédio — quem diria! Ele só se tornou popular após o século 16, a partir da criação dos primeiros engenhos na América, sobretudo aqui no Brasil.

Ranking açucarado

Para evitar excessos, vale ter cautela diante do açucareiro e moderação com os alimentos que já carregam no ingrediente, como os que você vê a seguir:

1º Refrigerante tipo Cola
1 lata (350 ml) tem 37 gramas de açúcar, ou 2 1/2 colheres de sopa

2º Iogurte de frutas
1 pote (170 g) tem 30 gramas de açúcar, ou 2 colheres de sopa

3º suco de laranja industrializado
1 copo (200 ml) tem 26 gramas de açúcar, ou quase 2 colheres de sopa

4º Bolo de chocolate
1 fatia (80 g) tem 20 gramas de açúcar, ou 1 1/2 colher de sopa

5ª Granola

¾ de xícara (50 g) têm 17 gramas de açúcar, ou 1 colher de sopa cheia

6º Sorvete de morango e…
1 bola (60 g) tem 14 gramas de açúcar, ou 1 colher de sopa

6º … achocolatado
1 colher (20 g) tem 14 gramas de açúcar, ou 1 colher de sopa

7º Cookies e…
3 unidade (32 g) têm 10 gramas de açúcar, ou 1/2 colher de sopa

7º… barrinha de cereais
1 unidade (28 g) tem 10 gramas de açúcar, ou 1/2 colher de sopa

8º Ketchup
1 colher (15 g) tem 4 gramas de açúcar, ou 1/4 colher de sopa

Acerte nas colheradas

A Organização Mundial da Saúde sugere, no máximo, 10% das calorias diárias de açúcar, ou seja, em uma dieta padrão de 2 mil calorias, o consumo deve ser de até 200, o que equivale a 50 gramas ou
3 colheres de sopa.

Tem açúcar na fórmula

Nem sempre os grânulos açucarados que recobrem os alimentos ficam evidentes. Por isso é fácil entornar o ingrediente no cardápio cotidiano e ultrapassar as recomendações. Há certos itens que jamais levantariam suspeitas de contê-lo, caso dos molhos de soja e daqueles do tipo italiano que temperam as saladas. “O açúcar realça o sabor de produtos salgados, atenua a acidez e colabora para a estabilidade na mistura de óleos”, revela a nutricionista e chef Flora Spolidoro, da Day by Diet, em São Paulo. Daí ser quase onipresente.

Para adoçar o café ou o bolo?

Conheça os atributos dos diferentes tipos de açúcar

Mascavo
De cor caramelo ou marrom, ele é obtido das primeiras extrações da cana e por isso costuma oferecer pitadas de minerais como o fósforo e o cálcio.

Demerara
Ele é extraído do melado e tem coloração marrom. É usado como açúcar de mesa, mas empedra com facilidade. Também traz minerais na composição.

Cristal
Graças à sua granulação, é usado para a preparação de doces e até para adoçar cafés. No quesito minerais, perde feio para as versões escuras.

Refinado
O mais comum e mais branquinho dos açúcares. Ele passa por processos físicos e químicos que alteram sua textura e coloração.

Confeiteiro
Por ser finíssimo, é perfeito para bolos e outros doces. Como pode conter amido em sua composição, não serve para cafés e sucos.

Xarope de glicose
Costuma ser obtido do amido de milho e é muito utilizado para conferir mais cor aos alimentos.

Açúcar invertido
Trata-se da modificação da estrutura molecular da sacarose. O resultado é um açúcar mais solúvel, que faz sucesso na indústria no preparo de balas e doces.

Mistura para acalmar

Um copo de água com açúcar em momentos de tensão pode, sim, surtir efeito, principalmente entre as crianças. É o que revela um estudo recém-publicado na revista Archives of Disease in Childhood. Os cientistas comprovaram essa eficácia em bebês durante a vacinação. “O efeito calmante está relacionado com a sensação de recompensa, que é mediada por opioides no cérebro”, explica o neurocientista Renato Malcher-Lopes, da UNB. Os tais opioides são substâncias por trás de sensações de bem-estar e atenuam a ansiedade. Vale lançar mão do recurso, mas não é por isso que você vai exagerar com a doçura.

Fonte: saude.abril.com.br

Farinha de berinjela ajuda a emagrecer

Esse ingrediente também regula o funcionamento do intestino e protege o coração

Em um passado distante, imagine só, a berinjela foi acusada de provocar demência e epilepsia. Aos poucos, derrubou mitos e conquistou algumas das principais cozinhas do mundo, como a italiana, a francesa e a árabe. Hoje, completamente reabilitada em matéria de nutrição, ela caiu no gosto dos pesquisadores, atentos às suas propriedades funcionais. Nesse cenário, um novo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constatou que sua farinha, um produto ainda pouco comum no mercado, proporciona diversas vantagens à saúde, além de combater aquela barriguinha indesejada.

Ao longo de 60 dias, os investigadores cariocas acompanharam 14 voluntárias acima do peso. Todas foram orientadas a seguir uma dieta. “Mas, no grupo que consumiu a farinha de berinjela, observamos uma maior diminuição da circunferência do abdômen, com a redução da gordura visceral, que está associada ao diabete tipo 2 e a doenças cardiovasculares”, conta a nutricionista Glorimar Rosa, coordenadora do trabalho. Essas participantes ingeriram 2 colheres de sopa do preparo duas vezes ao dia, de manhã e à noite ou durante as principais refeições.

O produto ainda foi capaz de derrubar os níveis de colesterol ruim, triglicérides e, inclusive, ácido úrico, substância que, além da conta, favorece inflamações e dores articulares. “Diferentemente do chá e do suco de berinjela, que não se mostraram eficientes para baixar o colesterol durante os testes, a farinha apresentou bons resultados em função de sua maior concentração de fibras”, afirma a pesquisadora. “Acreditamos que sua grande vantagem é o alto teor dos tipos solúveis, que limitam a concentração de gordura no sangue e ainda promovem saciedade”, aponta Glorimar.

Como o legume é rico em água, 1 quilo do fruto fresco rende apenas 100 gramas da farinha. Em comparação à sua matéria-prima propriamente dita, o produto talvez só peque pela perda de algumas vitaminas e de seu poder antioxidante. De acordo com a nutricionista Priscila Meirelles, de São Paulo, a berinjela é rica em vitaminas A, do complexo B e C, sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro, e flavonoides, compostos antioxidantes presentes na casca que ajudam a afastar doenças como o câncer. Tem mais: é praticamente livre de gorduras.

Apesar de a farinha carregar uma maior concentração de sódio, essa quantidade ainda é bem mais baixa do que a oferecida por qualquer pacote de salgadinhos. Assim, ela está liberada para hipertensos. “A única ressalva é o fato de que, após a ingestão da farinha, há um aumento na formação de radicais livres”, nota Glorimar Rosa. “Por esse motivo, recomendamos consumir, logo depois, uma fruta cítrica, rica em vitamina C”, orienta. Isso porque o nutriente das laranjas e companhia é antioxidante e neutralizaria esse efeito, digamos, colateral.

Mudanças radicais

Ao ingerir a farinha com iogurte desnatado de manhã e à noite, além de caminhar e manter uma dieta de baixa caloria, a auxiliar administrativa Daise de Menezes Vieira, de 51 anos, perdeu 10 quilos depois dos dois meses em que participou do estudo na UFRJ. “Além de emagrecer, comecei a me sentir mais disposta. O intestino passou a funcionar direito e até recebi vários elogios”, conta. Para sua colega de experimento, a corretora Rosângela Ferreira Cardozo, de 50 anos, o número do manequim diminuiu com a eliminação de quase 8 quilos. Além disso, a farinha de berinjela a ajudou a controlar sua compulsão por guloseimas. “Era o meu ponto fraco nas dietas, porque beliscava doces o tempo inteiro”, diz.

Segundo Rosângela, mesmo quem faz cara feia para a berinjela pode provar a farinha sem medo. Ela não tem sabor acentuado e, no aspecto, lembra a farinha de mandioca. Embora já seja produzida industrialmente, é possível prepará-la em casa, de forma semelhante à de um tomate seco. Basta desidratar o fruto no forno a 200 graus por duas horas e, em seguida, bater tudo no liquidificador ou no processador. Ao comprar a berinjela, selecione os exemplares com casca lisa e brilhante, sem manchas amarronzadas. A farinha obtida tem o prazo de validade de um ano quando bem armazenada e afastada da luz. Se preferir o produto pronto, você encontra no mercado potes de 100 gramas.

Fonte: saude.abril.com.br

Afinal, o que é colesterol?

Não se deixe impressionar pela má fama que o colesterol adquiriu. Todas as células do nosso corpo precisam dele. Uma de suas funções é regular a fluidez das membranas celulares, o que facilita a entrada e a saída de substâncias. No tecido nervoso, por exemplo, isso interfere na troca de informações entre os neurônios. O colesterol também é matéria-prima para a produção de hormônios, dos sexuais (testosterona e progesterona) ao cortisol, liberado pelas suprarrenais em situações de estresse. Participa da síntese de vitamina D, que auxilia o cálcio a se fixar no esqueleto, além dos ácidos biliares, utilizados na digestão das gorduras. Porém, a grande prova de seu valor é que o organismo fornece a maior parcela dele: 70% do colesterol são produzidos pelo fígado. O restante vem da alimentação, exclusivamente de produtos de origem animal.
Logo, colesterol não é sinônimo de doença. Mas podem surgir problemas quando a quantidade em circulação ultrapassa o necessário. O excedente tende a se depositar nas paredes dos vasos, dando origem – agora sim! – a uma doença que recebe o nome de aterosclerose. De evolução lenta e silenciosa, ela se caracteriza pela presença de placas de gordura que endurecem o vaso e estreitam a passagem do sangue no seu interior. Resultado: a irrigação de determinado órgão é comprometida. Tudo vai depender do local obstruído pela placa. Se for na artéria coronariana, há risco de infarto do miocárdio, a morte do tecido cardíaco por falta de irrigação. Sendo na carótida, por onde o sangue chega ao cérebro, pode ocorrer um derrame. Insuficiência renal, insuficiência vascular periférica e até mesmo disfunção erétil também aparecem na lista de estragos. Fora isso, níveis altos de colesterol podem aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer, que acarreta a morte de neurônios, como demonstrou um estudo da Organização Kaiser Permanente, nos Estados Unidos, que acompanhou quase 10 mil pessoas durante 40 anos.

HDL e LDL, os tipos principais

Uma descoberta que valeu aos cientistas Brown e Goldstein um Prêmio Nobel, em 1985, revelou a existência de partículas encarregadas de transportar o colesterol, já que ele não se dissolve no sangue. As lipoproteínas de baixa densidade (LDL) levam o colesterol do fígado, onde é produzido, e do intestino, onde é absorvido, até os tecidos; enquanto as lipoproteínas de alta densidade (HDL) recolhem o que não foi aproveitado e despejam no fígado para ser processado. Em função dessas tarefas, a fração LDL foi considerada a mais perigosa e ganhou o apelido de “mau colesterol”. No entanto a culpa não é só dela. “A LDL é uma partícula perfeita, que também carrega proteínas e vitaminas para as células”, explica o cardiologista Andrei Sposito, da Universidade de Brasília. “Mas por ação de fatores como o fumo e a pressão alta, ela se degrada, gruda na parede dos vasos e fica ali retida como espinho no dedo”. Quanto à fração HDL, estudos mostraram que além de remover o colesterol excedente, ela ainda tem a capacidade de evitar a degradação da LDL. Por isso, o HDL é considerado o “bom colesterol”. Logo, para a saúde, o melhor é manter a fração LDL baixa e a HDL alta.

Check-up

Como a aterosclerose evolui sem provocar sintomas, para saber se corre perigo você deve conhecer o seu Perfil Lipídico. Este exame de sangue dosa o colesterol total e suas frações e o triglicérides, outra gordura que em excesso obstrui os vasos. É recomendado aos adultos a partir dos 20 anos e, em caso de obesidade ou histórico familiar de colesterol elevado, crianças desde os 10 anos de idade. Se o resultado for normal, ele deve ser repetido a cada cinco anos. Havendo alteração, a periodicidade será estabelecida pelo médico. Os níveis considerados normais neste exame são:

Colesterol total (HDL + LDL): menor que 200 mg/DL

LDL: menor que 100 mg/DL

HDL: maior que 40 mg/dL (homens) e 50 mg/DL (mulheres)

Triglicérides: menor que 150 mg/DL

Se estiver alto: o médico deve estimar seu risco de sofrer um infarto ou derrame, avaliando outros fatores de risco como pressão arterial, fumo, diabetes, sedentarismo, obesidade e antecedente familiar. Se achar necessário, pode solicitar outros exames, como proteína C-reativa (indica inflamações nas artérias), escore de cálcio (tomografia sem contraste das coronárias), ultrassom da carótida ou até o cateterismo cardíaco.

Fonte: www.revistavivasaude.uol.com.br

Omegaterapia: para emagrecer com saúde

Os benefícios trazidos pelo consumo de alimentos que contêm “gordura ômega” não param de crescer. A novidade é que, em doses adequadas, ela elimina os quilos extras


À primeira vista, parece um contrassenso um médico indicar ao seu paciente obeso, com problemas de colesterol, diabetes e alto risco cardiovascular, que aumente a porcentagem de gordura em seu cardápio diário. Pois é cada vez maior o número de profissionais da saúde, em todo o mundo, que adere à ideia de que uma dieta com quantidades adequadas de gorduras pode ajudar a recuperar a forma. E mais: a colocar todos os índices de colesterol, triglicérides e diabetes de novo nos eixos. É claro que não estamos falando de qualquer tipo de gordura, mas sim das que atendem pelo nome de ômegas e que estão se tornando cada vez mais populares. “Trata-se de uma classe de alimentos com funções distintas. Até hoje, a maioria das pesquisas toma como base os ômegas 3, 6 e 9″, explica o nutricionista Dennys Esper Cintra, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um dos maiores estudiosos do assunto no País.
Cintra comandou uma pesquisa inédita, cujos resultados serão publicados no Journal of Clinical Investigation, reconhecido internacionalmente. Ele pesquisou os efeitos dos ômegas 3 e 9 no organismo de ratos e camundongos engordados em laboratório, com grandes quantidades de gordura saturada. E os resultados foram surpreendentes. “Administrei os dois compostos nos animais, que têm perfis genéticos diferentes. E nos dois grupos os resultados foram os mesmos: com uma dose baixa de ômegas, conseguimos reduzir significativamente a gordura visceral dos ratos e camundongos, ao mesmo tempo em que observamos o aumento do gasto energético dos animais”, conta.

Embora já existam evidências da atuação dos ômegas na prevenção e no controle de diversas doenças, ainda não há estudos sobre as quantidades desse nutriente que precisam fazer parte da dieta

Quilos a menos

A chave para entender a ação dos nutrientes, nas cobaias de laboratório, é justamente o potencial anti-inflamatório dos ômegas 3 e 9. Funciona assim: os obesos apresentam uma inflamação do hipotálamo, ocasionada pelo consumo excessivo de calorias. O hipotálamo é a região do cérebro que capta os sinais emitidos pelos hormônios envolvidos na regulação da sensação de saciedade, entre eles a leptina e a insulina. No caso dos obesos, no entanto, por mais que esses hormônios recebam a informação de que é hora de parar de comer – e que façam o caminho usual até o nosso centro nervoso, tentando transmitir a mensagem ao cérebro -, eles acabam perdendo a viagem, porque a inflamação da região impede uma comunicação eficaz. “Por isso, a obesidade é um mal tão difícil de tratar. Com o tempo, a pessoa perde totalmente o controle sobre a sensação de saciedade e vai comendo mais e mais, sem perceber que não precisa de tamanha quantidade de alimentos”, explica Cintra. Oferecendo doses de ômegas 3 e 9 aos animais – tanto na alimentação quanto por meio de injeções -, o pesquisador conseguiu diminuir a inflamação cerebral dos bichinhos, restaurando as funções desempenhadas pelos hormônios reguladores da fome. A perda de peso e a redução no porcentual de gordura, nos ratos e camundongos, permitiram um aumento do metabolismo basal e, como consequência, um gasto energético mais acelerado.
A partir deste estudo, o nutricionista e sua equipe preparam uma nova pesquisa, desta vez em humanos. “Estamos estudando 20 pacientes que fizeram cirurgia bariátrica, para redução de estômago. Avaliaremos as funções do hipotálamo desses voluntários, por meio de exames de ressonância magnética, antes e depois da cirurgia. O objetivo é verificar se, em decorrência da obesidade, as reações do organismo são as mesmas observadas nos ratos e camundongos”, diz. Os resultados do estudo devem ser divulgados ainda este ano.

Uma dieta que faz bem

Mas o principal apelo em favor de um cardápio que contemple as necessidades diárias de ômegas não é a pura e simples perda de peso. Um estudo conduzido pela Universidade de Navarra acompanhou dois grupos de 32 pessoas interessadas em perder peso e submetidas a dietas restritivas. Um deles recebeu três porções semanais de peixes de água fria – ricos em ômega-3. Nestes últimos, a perda de peso foi mais significativa e as taxas de colesterol ruim -LDL – e triglicérides simplesmente despencaram.
Por aqui, os efeitos dos ômegas na redução desses índices também já foram comprovados. A farmacêutica Renata Gorjão, pósdoutorada em Fisiologia pela Universidade de São Paulo (USP), participou da aplicação de um estudo cujo objetivo era provar a relação entre o ômega-3 e as baixas nos níveis de colesterol e triglicérides. “Acompanhamos 15 pessoas que tinham taxas de colesterol total acima de 300 durante dois meses. Elas receberam suplementação diária de 3 g de ômega-3. A redução dos níveis de colesterol e de triglicérides foi superior a 50%”, conta.
Uma queda dessas já justificaria a fama do composto, batizado de nutriente protetor do coração. Mas o ômega-3 tem ainda outra função importante. “Ele ajuda no controle da pressão e reduz o risco de formação de trombos (coágulos), que danificam os vasos e podem causar acidentes vasculares cerebrais ou infartos”, explica a nutricionista Lis Proença Vieira, do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo.

E protege até o cérebro

Porém, as vantagens de se consumir os ômegas vão além. Estudos recentes, conduzidos em parceria por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade Presbiteriana Mackenzie, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP/campus Ribeirão Preto) e da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) também provaram a ação do nutriente como neuroprotetor e coadjuvante nos tratamentos de epilepsia.
“Estudamos 14 pacientes com epilepsia, que se mostraram resistentes aos tratamentos clínicos. Observamos que, com a administração de ômega-3, em doses que variavam de 2 g a 3 g/dia, houve uma diminuição significativa da frequência de crises e uma melhora na qualidade de vida”, explica a neurologista Marly de Albuquerque, doutora em Medicina pela Unifesp e professora da Faculdade de Medicina da UMC. E, nesse caso, também é a capacidade de combater inflamações o que coloca o nobre composto em evidência, já que pacientes com epilepsia apresentam problemas dessa natureza no tecido cerebral. “Percebemos que o ômega, quando utilizado como coadjuvante, associado ao tratamento medicamentoso, pode ser capaz de diminuir a excitabilidade cerebral e ajudar a controlar e a prevenir crises”, explica o neurofisiologista Fulvio Alexandre Scorza, professor de Neurologia e Neurocirurgia da Unifesp, que também fez parte do estudo.

Consuma com moderação

À procura de resultados tão positivos quanto estes, inúmeros pesquisadores, no Brasil e no mundo, aprofundam os conhecimentos sobre o valor terapêutico dos ômegas e a melhor forma de administrá-los. “Embora já existam evidências da atuação dos ômegas na prevenção e no controle de doenças, ainda não temos estudos conclusivos sobre as quantidades desse nutriente que precisam fazer parte da dieta, especialmente no caso da suplementação”, diz Lis.
Por enquanto, as pesquisas, de modo geral, têm demonstrado que, com pequenas doses de ômega-3, entre 1 g a 3 g por dia, toda a saúde sai ganhando. Já a suplementação, ou mesmo o consumo de alimentos enriquecidos com ômegas, só deve ser feito com a orientação de um nutricionista. “Ingerir uma quantidade muito maior de ômega-3 do que de ômega-6, por exemplo, pode provocar hemorragias”, explica a nutricionista Natália Bertola Scudeler, da Le Nutre Consultoria Nutricional.

Ômega-3: facilita a perda de peso

Colabora para a vasodilatação e diminuição da viscosidade do sangue, promove redução do colesterol ruim (LDL) e triglicérides, mantém estáveis os níveis de pressão arterial e possui efeito antiagregante plaquetário e antitrombótico. Novas pesquisas indicam que ele facilita a perda de peso, afastando o risco das doenças associadas à obesidade. Principais fontes: salmão, sardinha, atum, sementes de linhaça moídas e óleos de peixe, de soja, de canola e de linhaça.
Como consumir: a ingestão de ômega 3 deve ser de 1g/dia, ou seja, 7g por semana. Para se ter uma ideia de quanto isso representa na dieta, basta saber que consumir uma porção de 150g a 200g de peixe, de duas a três vezes na semana, já supre a necessidade de ômega 3 do organismo. Na linhaça, a porcentagem de ômega impressiona: em uma colher (sopa) da semente moída podem ser encontrados 2,9g! Mas vale ficar atento: mesmo sendo considerada uma gordura do bem, convém não ultrapassar as doses diárias recomendadas.

Ômega-6: reduz o colesterol ruim

Diminui as taxas de colesterol total e do colesterol ruim (LDL). Porém, em excesso, colabora para a vasoconstrição – o estreitamento dos vasos. Tem efeito cicatrizante, agregante plaquetário e trombolítico – facilitando, portanto, a coagulação. Ou seja, o ômega-6 tem alguns efeitos que são completamente opostos ao ômega-3.
Principais fontes: óleos vegetais (girassol, milho, soja e canola) e sementes oleaginosas (castanhas, nozes, etc).
Como consumir: para obter todos os benefícios, é importante que os alimentos-fontes sejam consumidos em proporções adequadas. De modo geral, para cada cinco partes de ômega-6, deve-se consumir uma parte de ômega-3. É importante evitar os excessos: muito ômega-6 no organismo aumenta as chances de desenvolver processos inflamatórios e, consequentemente, problemas cardiovasculares.

Ômega-9: protege o colesterol bom

O consumo desse ômega colabora para a redução do colesterol total e do colesterol ruim (LDL),sem impactar o colesterol bom (HDL). Também desempenha um papel fundamental na síntese de hormônios que regulam a produção do colesterol no organismo.
Principais fontes: óleos vegetais (oliva, amendoim e canola), sementes oleaginosas, (castanhas e nozes) gergelim e abacate.
Como consumir: segundo os especialistas, ainda não há um consenso na recomendação diária estabelecida para a ingestão de ômega-9.

Fonte: www.revistavivasaude.uol.com.br

Café e chá protegem contra problemas cardíacos, diz estudo

Quantidade moderada reduz o risco de doenças do coração em um terço, aponta pesquisa realizada com 40 mil pessoas

Tomar várias xícaras de café ou chá por dia pode proteger o consumidor de doenças cardíacas, segundo um estudo holandês realizado durante 13 anos. As pessoas que tomavam mais de seis xícaras de chá por dia reduziram o risco de doenças do coração em um terço, segundo a pesquisa, que envolveu 40 mil pessoas. O consumo de dois a quatro cafés por dia também estaria ligado a um risco menor.

Enquanto o efeito protetor cessava com mais de quatro xícaras de café por dia, até aqueles que bebiam esta quantidade não apresentavam riscos maiores de morrer por nenhuma causa, incluindo derrame e câncer, do que aqueles que não bebiam nada.

Os holandeses costumam tomar café com uma pequena quantidade de leite e chá sem leite. Houve descobertas conflitantes sobre a influência do leite nos polifenóis, considerados a substância mais benéfica encontrada no chá.

O café tem propriedades que poderiam em teoria aumentar e reduzir os riscos simultaneamente – potencialmente aumentar o colesterol ao mesmo tempo em que combate o prejuízo inflamatório associado à doença cardíaca.

Porém, o estudo publicado no Journal of the American Heart Association concluiu que os que tomavam entre dois e quatro xícaras por dia diminuíam os riscos da doença em 20%. “É basicamente uma história de boas notícias para aqueles que gostam de chá e café. Estas bebidas parecem oferecer benefícios para o coração sem aumentar o risco de morte de alguma outra causa”, afirmou Yvonne van der Schouw, que liderou a pesquisa.

Ellen Mason, da British Heart Foundation, disse que o estudo reforça os indícios de que tomar chá e café em moderação não é prejudicial à maioria das pessoas e pode até reduzir o risco de desenvolver, ou morrer, de doenças cardíacas. “Porém, é bom lembrar que levar uma vida saudável é o que realmente importa quando se quer deixar o coração em boas condições. Fumar um cigarro com seu café cancelaria completamente qualquer benefício, e tomar muito chá em frente à televisão durante horas sem fim sem se exercitar provavelmente não protegeria muito seu coração”, afirmou Mason.

Fonte: BBC Brasil

Shakes industrializados secam músculos e não gorduras

Seguir um cardápio balanceado e manter a dieta não é tarefa fácil. Você precisa de tempo e disposição para preparar refeições leves, nutritivas e equilibradas, muitas vezes, isso não é possível em meio à correria do dia a dia. Às vezes mal sobra tempo de mastigar, certo?

É aí que a solução mais fácil aparece: para não ficar sem comer nada ou consumir alimentos calóricos, você substitui sua refeição por um copão de shake e acredita que conseguiu economizar calorias e suprir todas as necessidades nutricionais de que seu corpo precisa para manter-se saudável.

O problema é que a bebida prática e saborosa nem sempre possui a quantidade necessária de vitaminas e sais minerais presentes em uma refeição e trocar o almoço ou o jantar por ela pode deixar sua imunidade em baixa e causar doenças graves, como anemia e disfunções renais.

“O shake é feito à base de leite e por isso carrega nutrientes importantes para o nosso organismo, porém, não apresenta todas as outras vitaminas e sais minerais que devem compor uma refeição balanceada, o que torna a substituição perigosa. O ideal é consumi-lo como complemento e não como refeição”, explica a nutricionista da Unifesp Eliana Cristina de Almeida.

Shake

Raio X da bebida
Um teste divulgado em fevereiro deste ano, realizado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Proteste, contestou os benefícios do shakes para a saúde e para a dieta, quando seu uso é contínuo. Além de não possuir a quantidade ideal de nutrientes, a bebida apresenta desequilíbrio nas taxas de vitaminas e sais minerais que possui.

Entre os cinco produtos testados pela Proteste, nenhum apresentava equilíbrio nutricional suficiente. Os shakes testados foram Bio Slim, Diet Shake, Diet Way, Herbalife e In Natura.

Segundo a Proteste, três das cinco marcas analisadas (Diet Shake, Bio Slim e Diet Way), fornecem em seus produtos taxas excessivas de carboidratos e proteínas e gordura a menos do que deveriam, o que pode acarretar na perda de músculos (massa magra) e água em vez de gordura corporal, como prometem as embalagens e as tabelas nutricionais presentes nos rótulos destes produtos.

Sobre estes resultados, as nutricionistas da Nutrilatina, fabricante do Diet Shake, Daniela Tolari, da Herbalife, Lívia Venâncio e a assessoria de imprensa da Bio Slim, afirmam que estão dentro dos padrões estipulados pela Anvisa e pela OMS e que se de fato seus produtos oferecessem riscos à saúde, como sugere a Proteste, certamente não seriam liberados por estes órgãos e que é preciso saber quais critérios foram usados pela Proteste para se chegar a estes resultados, já que, segundo eles, os métodos da pesquisa não foram divulgados. As fabricantes do shake Diet Way e do In Natura não se pronunciaram.

Bomba de proteína
Segundo a Proteste, o consumo excessivo de proteína promovido pelos shakes, não deveria ultrapassar 10 a 15% do valor energético do produto, porém, em média, todas as marcas apresentam 32% de proteína.

A nutricionista da Unifesp, Eliana Cristina de Almeida explica que estes substitutos alimentares usados para emagrecer apresentam alto teor de proteínas exatamente para acelerar a perda de peso, porém, este excesso compromete o metabolismo sobrecarregando algumas funções importantes, como a renal e a hepática: “O excesso de proteínas compromete a ação dos rins e do fígado prejudicando a excreção de substâncias tóxicas e a oxigenação do sangue para manter o metablismo em dia”, explica.

Gordura zero
Quanto a quantidade de gordura, a pesquisa da Proteste mostra que os níveis aparecem muito abaixo do normal em todas as marcas, comprometendo a absorção de vitaminas e a síntese de hormônios: “As vitaminas A, B, E e K só são completamente metabolizadas em conjunto com a ação das gorduras no organismo. Quando não ingerimos gordura suficiente para metabolizá-las, corremos o risco de desenvolver anemia e, em pessoas mais velhas, desnutrição”, afirma a nutricionista da Unifesp.

Cadê as fibras?
Já com relação às fibras, para substituir uma grande refeição, os shakes deveriam ter cerca de 10 gramas por porção, segundo a Proteste, porém nenhum deles chega perto deste valor. “As fibras funcionam como uma vassoura que vai limpando todas as impurezas de nosso corpo, se deixamos de consumi-la por muito tempo, deixamos nosso organismo vulnerável a infecções”, explica Eliana.

Shake

Carboidrato, sim!
Uma dieta saudável também precisa de carboidratos, cerca de 50 a 60%, de acordo com a Proteste, mas três dos shakes analisados, Diet Shake, Bio Slim e Herbalife, fornecem mais do que isso. “Ao contrário do que propõem, os shakes, ao fornecerem alto teor de carboidratos, provocam o acúmulo de gordura já que o nosso metabolismo não consegue processá-los de uma vez só, dificultando o emagrecimento“, diz a nutricionista.

Valor calórico que não equivale a uma refeição
Além dos nutrientes necessários para alimentar uma pessoa, uma refeição saudável e equilibrada precisa ter teor calórico compatível com o metabolismo dela para suprir seu gasto calórico diário.

Segundo a Proteste, alguns shakes possuem valor energético baixo – de 190 kcal (Herbalife) a 230 kcal (Diet Shake) – já misturados com leite. Para a nutricionista da Unifesp, o baixo teor calórico faz com que a pessoa perca, a curto prazo, a disposição e o pique já que não tem energia suficiente para gastar, podendo sofrer enjoos e cansaço anormais.

Os shakes proporcionam perda de massa muscular e não de gordura.

Emagrecimento que não funciona
A nutricionista explica que este tipo de suplemento não promove a perda de gordura, e sim de músculos e água, comprometendo a saúde de quem os consome: “sem energia os músculos vão se desgastando e perdemos massa muscular e não gordura. O problema disso é que sem os músculos ficamos sem força para executar nossas atividades em especial, as esportivas”, diz.

Exercícios x shakes
Uma pessoa que substitui suas refeições por shakes e mantém seu ritmo de treino gasta suas reservas de glicose do organismo, perde massa muscular e corre o perigo de ficar desnutrida ou ter uma crise glicêmica. “Se você gasta mais energia do que consome e não tem os nutrientes adequados, fica fraco e sem combustível, daí a baixa na taxa de glicose e os enjoos típicos de quadros de sobrecarga metabólica”, afirma a especialista da Unifesp.

Versões leves e caseiras fazem a diferença
Segundo a nutricionista, as versões caseiras dos shakes são mais saudáveis, porém, mesmo assim eles não devem substituir refeições, mas atuar como complemento.

“Eles são mais saudáveis porque não têm os produtos químicos próprios da industrialização, mas nem por isso são completos o suficiente para substituir o almoço ou jantar. A escolha entre o industrializado e o caseiro vai depender da disponibilidade da pessoa de preparar algo, mas não se deve perder de foco o benefício apenas complementar destas bebidas”, explica Eliana Cristina de Almeida.

Fonte: www.minhavida.com.br

Clínica Geral – 25 exames que seu médico deveria pedir

Além do check-up anual, existem outros testes que devem ser feitos por cada tipo de pessoa. Veja quais deles são necessários a você.

É comum sair de uma consulta médica com uma lista de exames laboratoriais a fazer: hemograma completo, urina, ultrassom, raio X. Mas você sabia que existe uma série de outros testes que são fundamentais para a manutenção da sua saúde? De acordo com a idade de cada paciente, há uma gama de diferentes exames, incluindo alguns que não fazem parte do check-up anual.

Mas antes de voltar correndo para o consultório solicitando uma nova bateria de testes, você precisa saber que eles são apenas a primeira fase do diagnóstico. “A consulta médica inicia-se com uma cuidadosa investigação clínica, que consiste em uma conversa minuciosa, seguida por um bom exame físico, no qual é possível definir possíveis anormalidades que irão guiar a solicitação de testes laboratoriais”, explica o cardiologista Hélio Castello, coordenador do Centro de Hemodinâmica e Intervenções Cardiovasculares do Hospital Bandeirantes, em São Paulo.

Para Ana Cristina Camarozano, cardiologista do Hospital de Medicina e Cirurgia do Paraná, os exames de rotina e as recomendações de acordo com a faixa etária do paciente devem ser estabelecidos primariamente. “A necessidade de exames complementares deve ser avaliada pelo médico, de acordo com o risco que aquele paciente apresenta, seja pela apresentação de um sintoma, pela história familiar ou seus hábitos e costumes”.

Então, afinal, qual é a hora certa de ir além do check-up ? Para saber a resposta, VivaSaúde consultou um time de especialistas em busca dos 25 exames mais importantes em todas as etapas da vida, tanto para homens quanto para mulheres. Dos testes feitos em recém-nascidos até exames essenciais da terceira idade, saiba quando e porque fazer cada um deles.

exames para BEBÊS

1- Teste do pezinho
o que é: O exame identifica erros de metabolismo que podem causar deficiência mental, como fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito, além de anemia falciforme, que causa a destruição crônica das hemácias (células vermelhas do sangue).
Quando realizá-lo: Entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê.
 como é feito: A partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recémnascido. Não provoca dor à criança. Rede pública X particular: Toda criança brasileira tem direito ao teste, gratuito. Existe uma versão ampliada que permite identificar mais de 30 doenças, mas não está disponível na rede pública.
 Preço: Gratuito.

2- teste do olhinho (ou teste do reflexo vermelho)
o que é: Reconhece doenças como retinoblastoma, o tumor maligno ocular mais frequente em crianças; catarata, que compromete seriamente a visão; e glaucoma congênito, que pode levar à cegueira.
Quando realizá-lo: Nas primeiras 48 horas de vida do bebê.
como é feito: É um exame ocular realizado em recém-nascidos com oftalmoscópio direto.
Rede pública X particular: O teste do reflexo vermelho é obrigatório em todas as maternidades e estabelecimentos hospitalares do país.
Preço: Gratuito.

3- Teste da orelhinha
 o que é: O objetivo principal é a identificação precoce da deficiência auditiva, já que ouvir bem é fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem da criança.
 Quando realizá-lo: Nos três primeiros meses de vida.
 como é feito: O exame demora entre três e cinco minutos e é realizado por um fonoaudiólogo, com um pequeno fone na parte externa da orelha.
 Rede pública X particular: É obrigatório em todos os bebês nascidos em hospitais e maternidades do país.
 Preço: Gratuito.

exames para CRIANÇAS

4- exame oftalmológico
 o que é: Serve para corrigir problemas comuns de grau, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
 Quando realizá-lo: Por volta dos três anos de idade, quando a criança consegue fornecer informações sobre seu aparelho visual, devendo ser repetido anualmente.
 como é feito: No próprio consultório, o médico mede a acuidade visual, avalia a musculatura ocular extrínseca e faz a biomicroscopia e o mapeamento de retina.
 Rede pública X particular: É feito em ambas, porém, o custo deve ser consultado na sua cidade.
 Preço: Varia de acordo com o preço da consulta médica.

5- radiografia panorÂmiCa de toda a Coluna vertebral
 o que é: Este exame é capaz de identificar escoliose e outras malformações de coluna que podem ser corrigidas na infância, quando as placas de crescimento ósseo ainda não fecharam
 Quando realizá-lo: Uma vez por ano, para verificar se não há alterações na formação da coluna da criança.
 como é feito: Faz-se um raio X de toda a coluna vertebral.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 50 e R$ 450.

6- hemograma Completo Com Contagem de plaquetas
 o que é: Analisa as células presentes no sangue, tanto da série vermelha quanto da série branca, e visa a detectar anemia, baixa imunidade, infecções bacterianas ou viróticas, infestações parasitárias, alergia e leucemia, entre outras doenças.
 Quando realizá-lo: Pelo menos uma vez por ano.
 como é feito: Por meio de coleta de amostragens de sangue e análise laboratorial.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 15 e R$ 60

7- Eletroforese de lipoproteínas
 O que é: Mede os níveis de colesterol e triglicérides, permitindo que a criança controle doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, hipertensão arterial e doenças renais precocemente.
 Quando realizá-lo: Pelo menos uma vez ao ano. Em caso de obesidade, hipertensão e dislipidemia, a cada seis meses.
 Como é feito: É preciso jejum de 12 horas antes da punção venosa, evitando exercícios físicos e dieta fora do habitual até três dias antes do exame.
 Rede pública X particular: É realizado somente na rede particular.
 Preço: entre R$ 10 e R$ 150.

exames para ADOLESCENTES

8- Eletrocardiograma (ECG)
 O que é: um exame simples e complementar para toda avaliação cardiológica, capaz de detectar alterações cardíacas, se a sequência de batimentos é normal e, assim, diagnosticar o infarto agudo do miocárdio precocemente.
 Quando realizá-lo: Durante consultas de rotinas, anualmente, ou em caso de dores no peito, em até 10 minutos após a chegada no pronto-socorro.
 Como é feito: Com a pessoa em repouso, são colocados 12 eletrodos nas pernas, braços e tórax, que captam a atividade elétrica do coração.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 20 e R$ 380.

9- Prova de função pulmonar
 O que é: Também conhecido como espirometria, mede o fluxo e o volume do pulmão, para identificar problemas nesse órgão.
 Quando realizá-lo: Uma vez por ano, ou quando o seu médico achar necessário.
 Como é feito: O paciente assopra bem forte no aparelho com os lábios no bocal e o nariz tampado.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 80 e R$ 345.

10 - Colposcopia
 O que é: É o único exame que permite descobrir HPV e câncer do colo do útero em fase inicial.
 Quando realizá-lo: Recomendado para mulheres com vida sexualmente ativa que tem um resultado anormal do exame de Papanicolau, alteração de exame ginecológico ou suspeita de HPV.
 Como é feito: Após colocar o espéculo vaginal, o médico examina o colo do útero com o colposcópio, que aumenta de 10 a 40 vezes o tamanho normal.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 90 e R$ 250.

11- Papanicolau
O que é: Para detectar o vírus HPV e outras doenças que podem ocorrer no colo do útero, como o câncer. Quando realizá-lo: Pelo menos uma vez ao ano em mulheres com vida sexualmente ativa.
Como é feito: Introduz-se um instrumento chamado espéculo pelo canal vaginal para recolher células da parte final do útero para exame microscópico.
Rede pública X particular: É feito em ambas.
Preço: entre R$ 20 e R$ 155.

12 – Ultrassonografia pélvica
 O que é: Esse exame é usado para detectar doenças na região (útero, trompas, artérias e veias), além de localizar tumores e crescimentos anormais dos ovários.
 Quando realizá-lo: Normalmente, o médico irá solicitar o exame para identificar causas de sangramentos anormais.  Como é feito: O paciente deve ingerir cerca de seis copos de água duas horas antes do procedimento para que a bexiga esteja cheia para o exame, tornando as imagens muito mais claras.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 50 e R$ 360.

exames para ADULTOS

13 – Eletroencefalograma (EEG )
 O que é: O objetivo é obter registro da atividade elétrica cerebral.
 Quando realizá-lo: Em pacientes com suspeita de epilepsia e outras doenças neurológicas ou infecciosas.
 Como é feito: Colocam-se eletrodos no couro cabeludo.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 60 e R$ 400.

14 – Ultrassonografia de abdome total
 O que é: Utilizado para avaliação e diagnóstico de alterações no fígado, vesícula biliar, rins, pâncreas, bexiga, grandes vasos, e, eventualmente, desce do trato gastrointestinal.
 Quando realizá-lo: Uma vez por ano, mas caso o paciente apresente alguma alteração, o médico pode solicitar acompanhamento.
 Como é feito: O paciente deve ingerir quatro copos de água até duas horas antes do exame, para que as imagens fiquem mais claras.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 100 e R$ 700.

15 -Teste ergoespirométrico
 O que é: Uma avaliação dinâmica do coração que busca sinais de arritmias desencadeadas durante o esforço físico, no intuito de detectar doença coronariana e risco de infarto.
 Quando realizá-lo: Anualmente, em indivíduos com mais de 35 anos de idade como avaliação de risco para infarto, ou em atletas, semestralmente.
 Como é feito: Em uma esteira elétrica, o paciente usa uma máscara com analisador de oxigênio e sensor que detecta as variáveis ventilatórias. Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 180 e R$ 400.

16 - Tipagem sanguínea ABO -Rh
 O que é: É feito para checar a compatibilidade sanguínea entre um casal. Se a mãe possui sangue tipo Rh negativo e o pai é Rh positivo, por exemplo, existe a possibilidade de a criança ser Rh positiva e a mãe, por ser Rh negativo, pode produzir anticorpos contra o feto e causar doença hemolítica.
 Quando realizá-lo: Pode ser feito em qualquer fase da vida, mas deve ser obrigatório em casais que planejam ter filhos, como parte do pré-natal.
 Como é feito: Por meio do exame de sangue.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 10 e R$ 100.

17 – Exames de dosagem hormonal
 O que é: Capaz de detectar problemas como distúrbios menstruais ou da tireoide com exatidão.
 Quando realizá-lo: No mínimo uma vez ao ano.
 Como é feito: Trata-se de um exame de sangue em que se medem os níveis de hormônios como FSH, LH, prolactina, estrógenos, progesterona plasmática, T3, T4, TSH e testosterona.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: R$ 80, em média, de acordo com o tipo de exame.

18- Mamografia
 O que é: o método mais eficaz para a detecção de câncer de mama.
 Quando realizá-lo: Anualmente, após os 40 anos de idade.
 Como é feito: A mama é posicionada no aparelho de raio X, e então comprimida vertical e horizontalmente.
 Rede pública X particular: Feito em ambas.

19 – DHEA plasmático
 O que é: O exame DHEA (dehidroepiandrosterona) é usado para avaliar a função das glândulas adrenais como parte do planejamento de fertilidade, em crianças com puberdade precoce ou para rastreamento de doenças genéticas.
 Quando realizá-lo: Quando houver suspeita de estresse acentuado, ou investigação de necessidade de reposição hormonal masculina a partir dos 40 anos.
 Como é feito: Por meio de exame de sangue, mas antes é preciso ficar oito horas em jejum completo.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 35 e R$ 100

20 - Sangue oculto nas fezes
 O que é: Verifica a necessidade de realização da colonoscopia, em casos de suspeita de câncer de intestino.
 Quando realizá-lo: A partir dos 50 anos de idade, anualmente.
 Como é feito: Por meio de exame de fezes.
 Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 20 e R$ 70.

21 - Ecocardiograma com Doppler
 O que é: Serve para avaliar a estrutura anatômica do coração e confirmar ou descartar alterações nas válvulas cardíacas, que, nos idosos, geralmente provêm de doenças degenerativas.
 Quando realizá-lo: Em qualquer idade e sempre que houver maior chance da pessoa possuir alterações anatômicas e funcionais. Por exemplo, crianças com suspeita de doenças cardíacas congênitas e adultos com possibilidade de doenças do coração.
 Como é feito: Por meio de ultrassom, obtêm-se várias imagens do coração em cores, que são registradas em papel posteriormente. Rede pública X particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 120 e R$ 150.

22- Dosagem de vitamina B12 e de acido fólico
 O que é: A falta de vitamina B12 no organismo pode causar anemia e alterações neurológicas progressivas, se não houver tratamento. A interação dessa vitamina com o ácido fólico é essencial para a proliferação dos glóbulos do sangue, por isso este exame medirá os níveis dessas duas substâncias no organismo.
 Quando realizá-lo: Em pacientes com queixa de memória, principalmente a partir dos 65 anos de idade.
 Como é feito: Por meio de exame de sangue.
 Rede pública X particular: Atualmente, é feito somente na rede particular.
 Preço: entre R$ 30 e R$ 80 (cada exame, separadamente).

23 - Dosagem de vitamina D
 O que é: Além do tradicional impacto negativo na massa óssea, os níveis baixos de vitamina D estão relacionados a um maior risco de diabetes tipo 2, aumento dos níveis de colesterol e até mesmo infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
 Quando realizá-lo: Anualmente, a partir dos 40 anos de idade.
 Como é feito: Por meio de exame de sangue.
 Rede pública X particular: Atualmente, é feito somente na rede particular.
 Preço: entre R$ 60 e R$ 150.

24 - Radiografia simples da coluna lombar
O que é: teste para descartar metástases ósseas de neoplasias de mama, próstata ou pulmão.
Quando realizá-lo: Em pacientes com queixas de dores.
Como é feito: raio X da coluna.
Rede pública X particular: É feito em ambas.
Preço: entre R$ 50 e R$ 260.

25 - Densitometria óssea
 O que é: O melhor método para medir a densidade óssea e, assim, diagnosticar a osteoporose e outras doenças que atacam os ossos.
 Quando realizá-lo: A partir dos 30 anos de idade, o ginecologista deve monitorar a perda óssea da mulher anualmente. Os homens também podem fazer o exame a partir dos 40 anos.
 Como é feito: Por meio de um aparelho que mede a massa óssea de determinados ossos do corpo, verificando a quantidade de perda óssea e determinando o risco de fraturas.
 Rede pública x particular: É feito em ambas.
 Preço: entre R$ 100 e R$ 300.

Fonte: www.revistavivasaude.com.br

Perca peso todo dia

Entenda como pequenas mudanças de hábitos diários podem ajudar você e toda a família a emagrecer, combater o ócio e, de quebra, prevenir as doenças cardiovasculares

A manufatura da roda revolucionou a vida do ser humano. A criação da circunferência tinha um princípio básico: reduzir a quantidade de esforço empregado pelo homem em algumas das atividades diárias. Desde então tem sido assim: século após século, a rotina é transformada por inventos que facilitam todo tipo de tarefa, seja no preparo de um café da manhã ou em uma operação bancária entre contas de diferentes continentes.

Tanta facilidade, no entanto, pode ter reflexos negativos no organismo. Em uma era onde tudo é remoto ou automático, a mobilidade do homem é pouco ou nada exigida. A medicina declara o sedentarismo como um dos principais inimigos da saúde. O movimento é um mecanismo que desencadeia uma série de reações no organismo, essenciais para que o corpo funcione corretamente. Além disso, são poucos os que têm uma dieta regrada. O excesso de calorias consumidas, combinado com a estagnação física, resulta no ganho de peso, catalisador de muitos malefícios ao nosso bem-estar.

“Ser saudável é uma combinação de nutrição equilibrada, movimentação física e uma boa noite de sono”, ensina Páblius Staduto Braga da Silva, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho. A importância das atividades físicas não é novidade para nenhum leigo. O problema é que poucos podem ou estão dispostos a dedicar algumas horas do dia para os exercícios.

ABAIXO O SEDENTARISMO

De acordo com José Kawazoe Lazzoli, especialista em Cardiologia e em Medicina do Esporte e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), essas mudanças de atitude compõem um conceito que surgiu na década de 1980, a partir de estudos epidemiológicos que mostraram a redução da taxa de mortalidade geral e cardiovascular associada a um maior gasto energético. “Esse conceito é denominado lifestyle exercise, ou seja, o exercício como um estilo de vida. Baseia-se na noção de que é necessário acumular gasto energético e que esse acúmulo pode ocorrer ao longo do dia”.

Segundo Páblius da Silva, qualquer mudança de hábito que faça um indivíduo se movimentar mais será benéfica. Uma pessoa adulta com cerca de 70 kg de peso pode consumir de 1.500 a 2.000 calorias por dia. Esse valor varia individualmente, determinado por características físicas e metabólicas. A equação, então, é simples: quem consome mais energia do que gasta, ganha peso. Outro fator envolvido nessa conta se refere justamente às atividades manuais que realizamos. “Elas que estimulam a queima de calorias”, ensina Silva. Por isso, mesmo os movimentos mais simples, como levantar-se para trocar de canal, ajudam no combate ao sedentarismo.

Um estudo de 1986, envolvendo quase 17 mil ex-alunos da Universidade de Harvard, nos EUA, comprovou que um gasto energético semanal igual ou superior a 2.000 kcal estava associado à redução do risco de mortalidade geral e por motivos cardiovasculares. Outra pesquisa da mesma instituição, essa de 1993, mostrou uma taxa 22% menor de mortalidade geral em indivíduos que caminhavam pelo menos nove milhas (14,48 km) por semana, quando comparados aos que percorriam menos de três milhas (4,82 km) por semana. O artigo mostrou, ainda, que pessoas que subiam mais de 55 lances (com 10 degraus) de escadas em sete dias apresentaram mortalidade geral 33% inferior em relação àquelas que enfrentavam menos de 20 lances de escada no mesmo período.

É HORA DE MUDAR

Cada pessoa que opta por mudanças pequenas deve respeitar suas características físicas. “Em primeiro lugar, ela deve se sentir bem, sem cansaço excessivo, até que seu corpo se adapte a essa carga. Depois de algum tempo, o praticante terá mais facilidade para realizar essa atividade e, se quiser, poderá aumentar a intensidade ou a frequência. Uma pessoa pouco acostumada aos exercícios, mas que decide usar a escada para subir andares de um prédio, pode percorrer parte do percurso a pé e o restante pelo elevador”, aconselha Silva.

Lição assimilada, pense no seu dia e por onde começar. Tudo é estratégia. Veja os benefícios de cada atividade e elabore seu plano para vencer a luta contra a balança.

Ilustração Cecília Andrade

Cozinhar
88 kcal em 30 minutos*

Use a força motora para preparar suas deliciosas receitas. Deixa a batedeira de lado no preparo de um bolo e esqueça o espremedor, use a mão para preparar o suco de laranja de manhã. Crie uma regra na cozinha: nada de eletrônicos no preparo de alimentos. O tempo ideal para esta atividade é de 30 minutos.
Kcal/min = 3

Caminhar moderadamente
131 kcal em 30 minutos*

O carro sempre deve ser considerado um artigo de luxo, utilizado apenas para percorrer grandes distâncias. Caminhe sempre que possível. Vale ir a pé à padaria ou até mesmo descer do ônibus alguns pontos antes do real destino. A distância ideal por dia (somada ida e volta) é de 2,5 km, a uma velocidade de 5 km/h. Caso seu destino fique mais próximo, faça um caminho mais longo ou dê voltas a mais no quarteirão para chegar ao local.
Kcal/min = 4

Ilustração Cecília Andrade

Pedalar
50 kcal em 10 min*

Outro caso em que o veículo automotor deve ser preterido. Na bicicleta são trabalhados os músculos dos membros inferiores e superiores. Pedalar 3 km por dia, a 20 km/h, atinge a meta diária, mas se puder, estique o tempo de atividade. Use-a sempre que possível. Há até quem use a magrela para ir ao trabalho todos os dias. Esses têm inúmeros benefícios.
Kcal/min = 5

Aposente o controle remoto
2 kcal por minuto*

Levantar-se para trocar de canal não queima uma quantidade significativa de energia, mas certamente ajudará a manter o sedentarismo longe de você. As pessoas, geralmente, se encorajam a fazer outra atividade uma vez que abandonam a posição confortável que o sofá oferece.

Cuidar do jardim
420 kcal em 1 hora*

Escavar, carregar terra, cortar madeira, podar e semear. Cada uma dessas tarefas de jardinagem tem a taxa de gasto calórico semelhante. Manter plantas e flores sempre bonitas envolve um combinado de movimentos potentes para queimar energia, recurso ideal para aqueles que querem perder peso e têm paixão por essa atividade.
Kcal/min = 5 a 7

Ilustração Cecília Andrade

Subir escada
50 kcal por dia*

Abandone o elevador e vá de escada. Se você trabalha ou mora no sexto andar, por exemplo, que tal sair do elevador alguns andares antes, somando 15 degraus por dia? Essa mudança representa 5 minutos diários subindo escadas, com um gasto de até 50 kcal. Porém, os benefícios começam a partir de 10 minutos diários, ou 30 andares.
Kcal/min = 10

Descer escada
37,5 kcal por dia*

A dica é semelhante para quem vai do térreo para cima, mas, por exigir menos esforço, o gasto energético é menor. Você pode, então, adotar uma estratégia diferente para queimar mais calorias. Para atingir 5 minutos de atividade, você deve descer, em média, cerca de 20 andares por dia.
Kcal/min = 4

Voltar a pé do supermercado
47 kcal em 10 min na volta*

Nesse caso, além do benefício da caminhada, o percurso de volta terá um consumo de calorias levemente maior, motivado pelo peso extra das sacolas (carregando 11,25 kg). Por isso, programe-se para ir mais vezes ao estabelecimento. Só não exagere nos quilos das embalagens para não ter dores nos ombros ou na coluna.
Kcal/min = 5

Ilustração Cecília Andrade

Beber água
4 kcal por minuto*

Em vez de encher uma garrafinha de água, tome um copo por vez, medida que o obrigará ir mais até o bebedouro? Os efeitos começam partir de 10 minutos de atividade, mas este é mais um recurso contra o sedentarismo.

Ilustração Cecília Andrade

Dançar
105 kcal em 30 minutos*

Jazz, samba, rock, salsa, reggae… não importa: na balada ou em casa, dançar é um dos melhores recursos para queimar calorias com mais intensidade. Além de ser extremamente prazeroso, você ainda pode contar com companhia para perder peso.
Kcal/min = 4

Ilustração Cecília Andrade

Limpar o chão
58 kcal em 15 minutos*

Vale esfregar, varrer ou passar o aspirador de pó. Lembre-se que um chão brilhante significa muitas calorias a menos.
Kcal/min = 4

Lavar a louça
58 kcal em 20 minutos*

Se você não preparou a refeição, nada de ir para o sofá assistir novela ou futebol.
Kcal/min = 3

UM DIA DEPOIS…
Se você está dentro do perfil de cálculo (adulto com 75 kg) e optar em subir e descer escadas, ir a pé à padaria, preparar o jantar sem uso de eletrônicos, brincar com seu filho, passear com o cachorro, lavar a louça (ou varrer a casa) e cuidar do jardim no seu dia, você terá queimado mais de 1.000 kcal somente com essas atividades.*

* O gasto calórico representa 1 hora da atividade.

COMO GASTAR AINDA MAIS CALORIAS

Para quem quer entrar em forma com mais rapidez, a recomendação é conciliar as pequenas mudanças de hábitos com os exercícios tradicionais, aeróbicos e de musculação. “Essas atividades físicas aumentam o gasto energético”, fala José Kawazoe Lazzoli.

* As taxas de queima de calorias descritas na matéria são variáveis. O cálculo foi feito com base em um indivíduo adulto com peso de 75 kg, sob condições de esforço moderado. Quanto maior a exigência física para realizar a atividade, como caminhar em ladeiras, por exemplo, maior será o gasto calórico. Consultoria: Páblius Staduto Braga da Silva, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, em SP.
Fonte: www.revistavivasaude.com.br
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